Argentina x Benin: Messi brilha e se despede com vitória final
Em amistoso lotado no Monumental, Argentina vence Benim por 3 a 0 na despedida de Lionel Messi da seleção. Noite tem gol, duas assistências e homenagens.
Esportes
Messi encerra sua trajetória na seleção argentina com uma vitória convincente e homenagens emocionantes.
Lionel Messi encerra sua trajetória pela seleção argentina com vitória por 3 a 0 sobre Benim, gol de pênalti, duas assistências e um Monumental de Núñez em estado de devoção.
No amistoso festivo em Buenos Aires, que marca o adeus do camisa 10 à equipe nacional, 85 mil torcedores lotam o estádio para ver o último capítulo de uma relação que atravessa 20 anos, 207 jogos e 125 gols.
Noite de festa, gol e lágrimas no Monumental
O jogo começa às 20h, no horário de Brasília, mas a despedida ocupa o dia inteiro. As arquibancadas se enchem cedo, com bandeiras gigantes, máscaras de Messi e camisas personalizadas. Os ingressos, 85 mil ao todo, se esgotam em apenas uma hora e meia.
A seleção argentina entra em campo com Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Enzo Fernández e Lo Celso; Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez. O técnico Lionel Scaloni conduz o time que domina as atenções do planeta, diante de um Benim que encara o amistoso como vitrine, depois de uma viagem de 25 horas até Buenos Aires.
Messi se emociona no hino, ao lado dos filhos, sob queima de fogos e um mar de celulares ligados. No minuto 10, o jogo praticamente para: fogos estouram no céu, a torcida canta o nome do camisa 10 e o Monumental vira cenário de despedida coreografada. Do outro lado, os jogadores de Benim aplaudem, tiram fotos mentais e participam da festa.
O primeiro tempo termina sem gols, com Benim fechado, marcação pesada sobre Messi e poucas chances claras. Mesmo assim, o craque se aproxima do gol em cobranças de falta e chutes de fora da área. A expectativa cresce a cada toque na bola, como se o estádio inteiro esperasse uma última pintura.
Messi decide, serve e se despede como protagonista
A etapa final começa com a Argentina mais agressiva. Logo no início, Messi cobra escanteio perfeito pela direita, Nico Otamendi aparece livre na área e abre o placar de cabeça. O zagueiro, campeão mundial e símbolo da geração, também se despede da seleção e deixa o campo minutos depois, sob aplausos cerrados.
Com a vantagem, o time de Scaloni ganha leveza. Messi passa a encontrar espaços entre as linhas africanas. Em uma dessas jogadas, aciona o jovem Nico Paz, que acerta um lindo chute de fora da área e faz 2 a 0, consolidando a transição simbólica entre gerações. A assistência reforça a imagem de Messi como maestro do ataque até o fim.
O terceiro gol chega na penalidade que o Monumental espera. Nico Paz é derrubado na área, o árbitro marca pênalti e não há discussão sobre o batedor. Messi pega a bola, respira fundo, encara o goleiro e bate com categoria. A cobrança, no alto, sela o 3 a 0 e provoca explosão de choro e celebração nas arquibancadas.
Após o gol, o jogo se transforma em ritual. Scaloni administra substituições, protege veteranos e dá minutos a jovens que herdam o gramado onde Messi reina por duas décadas. Ronaldinho Gaúcho participa das homenagens, reforçando a dimensão internacional do evento. A cada toque do camisa 10, a torcida reage como se fosse o último — até que é.
Fim de uma era e desafio de reconstrução
Quando o apito final soa, o amistoso contra Benim deixa de ser apenas uma vitória confortável. Representa o encerramento de um ciclo que inclui títulos da Copa América, do Mundial de Seleções e campanhas que redefinem o lugar da Argentina no futebol global. Messi se despede como maior artilheiro do país, com 125 gols em 207 partidas pela seleção.
No gramado, jogadores, familiares e convidados formam um corredor de aplausos. A camisa especial, desenhada com referências à bandeira argentina e à trajetória do número 10, vira símbolo imediato de coleção. Torcedores exibem faixas de agradecimento e lembranças da carreira, enquanto o telão projeta gols, dribles e imagens de conquistas recentes.
Scaloni não segura a emoção. Em entrevista ainda no gramado, o treinador resume o sentimento de uma geração de profissionais que trabalha ao lado do craque. “Foi um sonho ser treinador do maior jogador da história”, afirma, com a voz embargada, consciente de que a frase define também sua própria carreira.
O adeus de Messi obriga a seleção a se reinventar. Sem o camisa 10, a equipe perde seu principal definidor, organizador e líder emocional. A comissão técnica terá de redesenhar a estratégia ofensiva e encontrar novas referências, em uma lista que inclui nomes como Julián Álvarez, Lautaro Martínez e Nico Paz, protagonista do amistoso.
Impacto econômico, cultural e esportivo da saída do ídolo
Fora de campo, o efeito é imediato. A seleção argentina deixa de contar com o jogador mais midiático de sua história, o que afeta negociações comerciais, venda de camisas e audiência global. Patrocinadores que associam sua imagem diretamente a Messi precisarão calibrar campanhas e apostar na força do escudo e na ascensão de novos ídolos.
Para a torcida, o vazio é afetivo. O vínculo que se consolida ao longo de 20 anos, com frustrações, renúncia temporária, retornos e títulos, forma uma narrativa geracional. Crianças que hoje lotam o Monumental crescem tendo Messi como primeiro grande herói esportivo. A despedida, ao vivo na TV por assinatura e acompanhada em tempo real por plataformas digitais, vira lembrança comum de um país inteiro.
O amistoso também reforça o peso da camisa argentina no cenário internacional. Benim aceita a longa viagem de 25 horas para participar da festa, ciente da repercussão global e da oportunidade de expor seus jogadores. A presença de campeões do Mundial de Seleções anterior, ainda que alguns, como Paulo Dybala e Nahuel Molina, não sejam liberados pelos clubes, reforça o sentimento de reunião de família.
O futuro da seleção passa agora por uma reconstrução cuidadosa. A associação local tenta segurar Scaloni para comandar a transição, enquanto observa a resposta da nova geração em convocações futuras. O desempenho nas próximas competições servirá como termômetro da vida pós-Messi, tanto em resultados quanto em identidade de jogo.
No Monumental, porém, o tempo para. A última imagem da noite é a de Messi sozinho no centro do gramado, cercado por luzes de celulares, agradecendo à arquibancada. A seleção argentina entra em uma nova era. O camisa 10 mais influente de sua história deixa o palco, mas seu peso segue guiando cada passo da equipe que ele ajudou a transformar em potência definitiva.
Quantos gols e jogos Messi fez pela seleção argentina?
Lionel Messi encerra sua passagem pela seleção argentina com 125 gols em 207 partidas oficiais, números que o consolidam como maior artilheiro da história do país e um dos jogadores mais influentes do futebol mundial, após duas décadas de protagonismo contínuo com a camisa da equipe nacional.
Quem marcou os gols de Argentina x Benim na despedida de Messi?
No amistoso de despedida de Lionel Messi, a seleção argentina vence Benim por 3 a 0, com gols de Nicolás Otamendi, Nico Paz e do próprio Messi, que converte um pênalti no segundo tempo e ainda distribui duas assistências, coroando a noite em que se despede oficialmente da equipe nacional.
O que muda para a seleção argentina após a saída de Messi?
A saída de Lionel Messi da seleção argentina obriga a equipe a redefinir sua estratégia ofensiva, buscar novos líderes em campo, reposicionar seu marketing global e acelerar a integração de jovens talentos ao elenco principal, iniciando um ciclo de reconstrução técnica, emocional e comercial em todas as áreas ligadas ao futebol nacional.


