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Esporte

Hajduk Split x Ajax abre fase de liga da Conference League

Hajduk Split e Ajax se enfrentam hoje, no Poljud lotado, pela estreia da fase de liga da Conference League. Croatas voltam à fase principal europeia após 16 anos e holandeses querem largar na frente.

Hajduk Split x Ajax abre fase de liga da Conference League

Conference League

Hajduk Split e Ajax duelam na estreia da fase de liga, marcando o retorno dos croatas após 16 anos e a busca dos holandeses pela liderança.

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Hajduk Split e Ajax se enfrentam nesta quinta-feira, no estádio Poljud lotado, em um duelo que recoloca o clube croata em uma fase principal de competição europeia depois de 16 anos e testa logo na estreia a ambição holandesa na UEFA Conference League 2026/27.

Qual a importância do jogo Hajduk Split x Ajax na fase de liga da Conference League?

A partida desta quinta-feira é tratada em Split como o jogo mais importante da temporada e um marco da história recente do Hajduk. O time volta a disputar uma fase principal europeia após 16 anos, lidera o Campeonato Croata com 19 pontos em nove rodadas e joga diante de 35.000 torcedores, com ingressos esgotados no Poljud.

Em um formato com apenas seis rodadas na fase de liga, três pontos na estreia podem ditar o rumo da campanha. Para o Hajduk, vencer o Ajax em casa significaria ganhar embalo para brigar por uma vaga no mata-mata e transformar o bom momento doméstico em projeção continental, com impacto direto em visibilidade, patrocínios e valorização do elenco.

Do lado holandês, o Ajax encara o confronto como passo essencial para recuperar protagonismo na Europa após encarar as fases preliminares até chegar à Conference League. Triunfar na Croácia daria vantagem importante antes do duelo contra a Atalanta e reforçaria a confiança de um elenco que tenta reencontrar consistência internacional.

O peso simbólico também é grande. Em Split, torcedores e dirigentes veem o jogo como oportunidade de “acertar contas” com o Ajax, algoz do clube nas quartas de final da Liga dos Campeões da década de 1990. Agora em um cenário esportivo bem diferente, o objetivo é usar o fator casa e a atmosfera do Poljud para inverter papéis e surpreender o favorito.

Entenda o contexto

O Hajduk chega em alta. Sob comando do uruguaio Gonzalo Manuel García García, o time assumiu a liderança do Campeonato Croata ao vencer o rival Dinamo Zagreb por 2 a 1 e soma 19 pontos em nove partidas. Para chegar à fase de liga, eliminou Žalgiris, da Lituânia, e Raków, da Polônia, nas preliminares da Conference League.

Peças como Marin Soticek, Michele Sego e Abdoulie Sanyang vivem boa fase e são apontadas internamente como trunfos ofensivos. “Marin Soticek, Michele Sego e Abdoulie Sanyang estão em grande fase. E, claro, há também Marko Livaja, que nos últimos anos se tornou um ícone da cidade e dos torcedores fanáticos do Hajduk”, afirma o jornalista croata Frane Marsic, especialista no clube. Lesionado na parte posterior da coxa, Livaja, porém, está fora do jogo.

O Ajax, dirigido por Míchel Sánchez, garantiu vaga na fase de liga ao superar Vojvodina, Shelbourne e Sion nas eliminatórias. No campeonato nacional, ocupa a quinta posição e tenta transportar para a Croácia a eficiência mostrada na campanha de classificação europeia.

Entre os holandeses, a principal baixa é Kasper Dolberg, com grave lesão no joelho e fora da partida. O ataque deve girar em torno de Tolu Arokodare, com Adingra e Amrabat como opções importantes no setor ofensivo. “A ausência de Dolberg muda pouco a avaliação do Hajduk sobre a força do Ajax, já que o time de Amsterdã ainda conta com jogadores como Adingra, Arokodare e Amrabat”, observa Marsic.

Como o Hajduk Split costuma jogar em casa contra o Ajax?

O Hajduk entra em campo com proposta agressiva, empurrado por um Poljud onde ainda não perdeu na temporada. A ideia de Gonzalo García é transformar o apoio das arquibancadas em pressão constante sobre o Ajax desde os primeiros minutos.

Conhecedor do futebol holandês, o técnico uruguaio aposta em um modelo propositivo. “Ele prefere um estilo de jogo moderno, baseado em muita dedicação, agressividade e intensidade, além de uma proposta ofensiva e do foco em marcar mais gols que o adversário”, explica Frane Marsic. A expectativa é de um Hajduk adiantando as linhas, pressionando a saída de bola e tentando acelerar as transições ofensivas, mesmo correndo riscos atrás.

Historicamente, o Poljud foi palco de duelos pesados entre as equipes, como no confronto europeu da década de 1990. Agora, o cenário é outro, mas o plano em Split é semelhante: usar o ambiente, o gramado conhecido e a energia da torcida para equilibrar a diferença técnica e forçar o Ajax a jogar desconfortável, sobretudo sem a referência de Dolberg.

Para isso, a responsabilidade recai sobre peças em boa fase como Soticek, Sego e Sanyang, além de um sistema defensivo que vem de vitória sólida contra o Dinamo Zagreb. A aposta do clube é clara: se conseguir impor o ritmo habitual em casa, o Hajduk acredita ter condições de repetir a receita usada contra o rival doméstico, agora diante de um adversário de peso continental.

Quais são as expectativas para o desempenho do Ajax na estreia contra o Hajduk Split?

O Ajax desembarca na Croácia sabendo que, “no papel”, segue visto como o time mais forte do grupo, mas também ciente das armadilhas de uma estreia fora de casa contra um estádio hostil. A equipe chega de uma sequência positiva nas eliminatórias europeias e vê na Conference League chance real de chegar longe, desde que some pontos cedo na fase de liga.

Frane Marsic descreve o sentimento em Split: “No papel, o Ajax é o time mais forte, mas também há a convicção de que o Hajduk pode conseguir um bom resultado no Poljud, diante de 35.000 espectadores em um estádio com ingressos esgotados”. Para os holandeses, isso significa administrar a pressão inicial, controlar o ritmo e explorar espaços deixados por um Hajduk naturalmente mais exposto.

Sem Dolberg, a responsabilidade ofensiva recai em Arokodare, apoiado por Adingra e Amrabat. A comissão técnica aposta na capacidade de manter a bola, quebrar a intensidade croata com posse qualificada e aproveitar bolas paradas e transições rápidas. Uma vitória, além dos três pontos, funcionaria como resposta imediata às dúvidas sobre o atual nível do elenco em comparação a equipes históricas do clube.

Já um tropeço mudaria a rota logo na largada, obrigando o Ajax a reagir em jogos mais duros na sequência, como o duelo contra a Atalanta. Internamente, o discurso é de respeito ao ambiente em Split, mas com a cobrança por um início forte para transformar a Conference League em vitrine de recuperação europeia.

Do outro lado, o Hajduk vê na noite no Poljud a chance de abrir um novo capítulo em sua trajetória internacional. “O jogo contra o Ajax provavelmente é o mais importante da história moderna do clube. E a expectativa é de um verdadeiro espetáculo no Poljud”, resume Marsic.

Fontes: Alô Alô Bahia · Goal.com · Lance!