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Economia

Alerta falso de sequestro desvia voo Air India com 306 a bordo

Voo AI-230, com 293 passageiros, desviou para Jaipur após piloto acionar por engano código de sequestro. Passageiros foram revistados e seguiram viagem para Nova Deli.

Alerta falso de sequestro desvia voo Air India com 306 a bordo

Aviação

Piloto acionou código de sequestro por engano, causando desvio do voo com 306 pessoas a bordo.

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Um alerta falso de tentativa de sequestro obrigou o voo AI-230, da Air India, a fazer uma aterragem de emergência em Jaipur nesta quarta-feira, desviando um Boeing 787 que voava de Frankfurt para Nova Deli e mobilizando todo o protocolo de segurança previsto para esse tipo de ocorrência.

A aeronave levava 293 passageiros e 13 tripulantes quando, por volta das 9h00 no horário local de Jaipur, o centro de controlo aéreo recebeu o código Squawk 7500, reservado para situações de sequestro em curso. Cerca de meia hora depois, por volta das 9h30, o avião pousou em Jaipur, onde equipes de segurança já aguardavam na pista.

Após o pouso, controladores voltaram a falar com os pilotos, que relataram que não havia qualquer anomalia a bordo e que o alerta tinha sido emitido por engano. Ainda assim, por precaução, todos os passageiros foram obrigados a desembarcar e passar por controlos de segurança adicionais antes de reembarcar para a etapa final até Nova Deli.

Por que o avião da Air India com Boeing 787 fez um pouso de emergência?

O avião da Air India fez o pouso de emergência em Jaipur porque o piloto acionou, por engano, o código de emergência Squawk 7500, que indica tentativa de sequestro e obriga a ativação imediata dos protocolos de segurança.

Assim que o centro de controlo aéreo recebeu o sinal, o voo foi tratado como potencial sequestro. Controladores chegaram a estabelecer comunicação com a cabine de comando, ouviram dos pilotos que tudo transcorria normalmente, mas ainda assim determinaram o desvio para Jaipur. Autoridades envolvidas na operação explicam que, nessas circunstâncias, os procedimentos precisam ser cumpridos à risca até que qualquer risco seja completamente descartado.

Em nota, a Air India confirmou que a aeronave foi desviada “por preocupações com a sua segurança” e que, em terra, passageiros e bagagens passaram por inspeção reforçada. “Lamentamos sinceramente os transtornos causados aos nossos passageiros devido a esta perturbação imprevista e agradecemos a sua paciência e compreensão. A segurança e a proteção dos nossos passageiros e tripulação continuam a ser a maior prioridade da Air India”, afirmou a companhia aérea.

Entenda o contexto

O Squawk 7500 é um código padronizado internacionalmente, inserido pelo piloto no transponder do avião. Ao aparecer nas telas do controlo aéreo, ele sinaliza que o voo pode estar sob sequestro e dispara uma cadeia automática de resposta, que inclui contato discreto com a tripulação, preparação de estruturas de segurança no aeroporto de destino ou alternativo e, em alguns casos, apoio de forças policiais especializadas.

No caso do AI-230, todo esse mecanismo foi colocado em marcha, com impacto direto sobre a operação da Air India. O desvio para Jaipur, o desembarque compulsório e a nova triagem dos 293 passageiros atrasaram a chegada a Nova Deli, geraram custos adicionais para a empresa e consumiram recursos das autoridades aeroportuárias e de segurança indianas.

Internamente, a Air India abriu uma avaliação para entender como o código foi acionado equivocadamente e para reforçar o treinamento dos pilotos em procedimentos de emergência. A expectativa é que o episódio resulte em revisão de rotinas de cockpit e de comunicação entre cockpit e controlo de tráfego aéreo, para reduzir o risco de novos alertas falsos.

Especialistas em aviação ouvidos por autoridades destacam que, embora o episódio tenha sido fruto de erro humano, a decisão de manter todos os protocolos até o fim é a única compatível com a prioridade absoluta dada à segurança. Ao mesmo tempo, reconhecem que avisos equivocados como o do AI-230 pressionam a confiança dos passageiros e alimentam debates regulatórios sobre como equilibrar rigor operacional, custos e experiência do cliente em voos internacionais.

Fonte: matéria original