Mercados
S&P 5007.757▲ 0,58%Nasdaq26.703▲ 1,05%Dow Jones52.856▲ 0,69%Ibovespa206.495▼ 0,86%FTSE 10010.753▲ 0,19%DAX25.645▲ 1,35%Nikkei64.621▲ 0,85%DólarR$ 5,02▲ 0,01%EuroR$ 5,64▲ 0,06%BitcoinR$ 425.232▲ 2,04%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.757▲ 0,58%Nasdaq26.703▲ 1,05%Dow Jones52.856▲ 0,69%Ibovespa206.495▼ 0,86%FTSE 10010.753▲ 0,19%DAX25.645▲ 1,35%Nikkei64.621▲ 0,85%DólarR$ 5,02▲ 0,01%EuroR$ 5,64▲ 0,06%BitcoinR$ 425.232▲ 2,04%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Lançamentos de IA

GM lança plataforma elétrica 40x mais potente com supercomputador

GM apresenta em Nova York sua plataforma elétrica de 4ª geração, com central computacional 40 vezes mais potente, menos fiação, IA no desenvolvimento e direção autônoma a partir de 2028.

GM lança plataforma elétrica 40x mais potente com supercomputador

Tecnologia

GM revela inovação em veículos elétricos com inteligência artificial e direção autônoma prevista para 2028.

Leia também: Legora capta US$ 550 mi e dobra receita anual com IA jurídica

A General Motors anunciou em Nova York, no evento anual GM Forward, uma nova plataforma de veículos elétricos de quarta geração que coloca a computação centralizada e o software no centro da estratégia da montadora, com promessa de reduzir custos, acelerar projetos e estrear recursos avançados de direção autônoma a partir de 2028.

Nova arquitetura com “cérebro” único para o carro

O coração da plataforma é a Central Compute Unit (CCU), uma unidade central de computação que será, segundo a GM, 40 vezes mais potente que os sistemas atuais da empresa. Em vez de dezenas de módulos eletrônicos espalhados pelo carro, essa central passa a coordenar praticamente tudo: aceleração, direção, frenagem, segurança ativa e softwares de bordo.

Ao eliminar a proliferação de chips periféricos e redes paralelas, a GM afirma que conseguirá reduzir em 30% a fiação dos veículos, o que corta peso, simplifica a montagem e tende a diminuir custos de produção e manutenção. A CCU será usada não só em elétricos, mas também em modelos a combustão, como base eletrônica comum para toda a linha.

“We think vehicles can become a more capable and helpful part of everyday life if we make them spaces that understand context, reduce friction, and give people back moments that would otherwise be consumed by the demands of the road”, disse Sterling Anderson, vice-presidente executivo global de produto e diretor de produto da GM.

Entenda o contexto

O movimento ocorre em meio à pressão de rivais como Tesla e Rivian, que já tratam o carro como produto de software, e principalmente das montadoras chinesas, que encurtaram os ciclos de desenvolvimento para dois a três anos. A GM pretende igualar esse ritmo: a ideia é abandonar o modelo tradicional de quatro a cinco anos por projeto e operar em janelas de até três anos.

Para isso, a companhia vem redesenhando a “espinha elétrica” de seus carros e concentrando os investimentos em software, baterias e direção autônoma, numa tentativa de manter competitividade em um mercado em que hardware de chassi e suspensão virou quase obrigação básica, e não mais diferencial.

IA acelera design de baterias e novos modelos

Ferramentas de inteligência artificial estão no centro da tentativa de encurtar prazos. Em um dos exemplos apresentados, engenheiros da GM passaram por 300 mil designs virtuais de um novo pack de bateria de lítio-manganês antes de construir o primeiro protótipo físico. Esse processo, que costuma levar meses, foi encurtado a ponto de o programa ser aprovado em cerca de um mês.

A montadora também vem elevando o gasto em desenvolvimento de software e tecnologias de direção autônoma. A amortização de capital em software projetada para 2025 é de 866 milhões de dólares, valor que dá a dimensão da aposta em código, serviços conectados e sistemas avançados de assistência ao motorista.

Cadillac Escalade IQ será vitrine tecnológica

A nova arquitetura estreia em 2028 no Cadillac Escalade IQ, que deve funcionar como vitrine tecnológica da GM. Além da CCU, o SUV elétrico receberá um novo recurso de direção autônoma para rodovias que permitirá ao condutor tirar as mãos do volante e os olhos da pista, sem a necessidade de estar pronto para assumir o controle imediatamente, dentro de condições específicas de uso.

Esse nível de automação exige que o “cérebro” do carro integre percepção do entorno, controle de chassi e sistemas de segurança ativa em tempo real — exatamente o tipo de tarefa para o qual a CCU foi projetada. A mesma base eletrônica deve, com o tempo, habilitar atualizações remotas que acrescentem funções de software ao longo da vida útil do veículo.

Disputa com chinesas e virada para o software

O reforço na estratégia digital também passa pela aposta em plataformas próprias de infotainment. A GM já havia decidido abandonar o Apple CarPlay na maior parte de seus elétricos em favor de sistemas baseados no Google, integrados diretamente à arquitetura do veículo, numa tentativa de controlar melhor a experiência do usuário e monetizar serviços.

A nova geração de elétricos chega em um cenário de forte avanço das marcas chinesas, que combinam custos de produção mais baixos com eletrônica sofisticada, o que pressiona margens em mercados da Europa à América do Sul. Ao centralizar a eletrônica, encurtar ciclos de desenvolvimento com IA e preparar o terreno para autonomia mais avançada, a GM busca preservar rentabilidade e recuperar protagonismo em um setor em rápida transformação.

Fonte: matéria original