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Economia

Dólar sobe 0,22% com Datafolha e tensão na eleição Lula x Flávio

Dólar comercial fechou em leve alta de 0,22%, a R$ 5,0384, em meio à aversão global a risco e à expectativa pela nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno entre Flávio e Lula.

Dólar sobe 0,22% com Datafolha e tensão na eleição Lula x Flávio

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Dólar registra leve alta influenciado por pesquisa Datafolha e cenário político tenso no segundo turno presidencial.

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O dólar comercial fechou a quinta-feira em leve alta de 0,22% frente ao real, cotado a R$ 5,0384, em meio à aversão global a risco e à expectativa pela nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial entre Flávio e Lula, a ser divulgada às 19h.

Qual foi o motivo da alta do dólar hoje?

A alta de 0,22% do dólar hoje reflete a combinação de um exterior mais avesso a risco e a incerteza doméstica com a disputa apertada entre Flávio e Lula às vésperas do segundo turno. Investidores aumentam a procura pela moeda americana em momentos de cautela, o que pressiona a cotação para cima.

No mercado futuro da B3, o dólar para novembro, contrato mais negociado, subiu 0,31% às 17h15, negociado a R$ 5,0485. Mesmo com a alta desta quinta, a divisa ainda acumula baixa de 8,21% no ano, o que deixa espaço para ajustes em dias de maior tensão política e global.

Lá fora, o dólar também se valoriza frente a várias moedas, em um cenário de aversão global a ativos de risco. Quando isso acontece, investidores tendem a reduzir posições em países emergentes, como o Brasil, e buscar proteção em ativos considerados mais seguros, como a própria moeda norte-americana.

No Brasil, o câmbio também responde à reta final da campanha presidencial. A disputa apertada entre o senador Flávio e o presidente Lula aumenta a incerteza sobre o rumo da política econômica a partir de 2027, o que se traduz em mais volatilidade nos mercados.

Como a pesquisa Datafolha influencia a cotação do dólar?

A pesquisa Datafolha marcada para as 19h tem potencial de mexer com o dólar porque pode alterar a percepção de risco político e as apostas sobre quem comandará a economia a partir do próximo ano. O levantamento é focado nas intenções de voto para presidente, em meio a um quadro de empate técnico.

Na véspera, pesquisa Quaest mostrou que a vantagem numérica de Flávio sobre Lula encolheu a quatro dias do segundo turno. “Na véspera, pesquisa Quaest apontou redução em um ponto da vantagem numérica de Flávio sobre Lula a quatro dias do segundo turno no próximo domingo. O senador liderava com 45% contra 44% do presidente, um empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos”, trouxe o levantamento.

Diante desse cenário, operadores evitam fazer grandes apostas antes de ver os novos números do Datafolha. “Hoje, o Datafolha divulga mais uma edição focada nas intenções de voto para presidente, prevista para ser publicada às 19h”, o que ajuda a explicar a cautela nas mesas de câmbio.

Se a nova pesquisa ampliar a frente de um dos candidatos, a leitura de mercado tende a ser de um cenário mais definido, o que pode reduzir parte da volatilidade no câmbio. Já um reforço do empate técnico costuma manter o dólar pressionado, já que aumenta a incerteza sobre o resultado de domingo e sobre o desenho da futura política fiscal e de reformas.

Entenda o contexto

O movimento do câmbio nesta quinta-feira ocorre em uma semana encurtada e totalmente dominada pelo segundo turno presidencial, marcado para domingo. Investidores monitoram não só o resultado das pesquisas, mas também sinais de ambos os candidatos sobre responsabilidade fiscal, controle de gastos públicos e reformas.

Setores ligados ao comércio exterior e a empresas com forte exposição ao dólar sentem diretamente as oscilações. Exportadores tendem a se beneficiar de um real mais fraco, enquanto importadores e companhias com dívidas em moeda estrangeira enfrentam aumento de custos, o que pode pressionar margens de lucro.

Com o dólar acima de R$ 5, a tendência é de que decisões de investimento, captação externa e operações de hedge (proteção cambial) sejam ajustadas praticamente em tempo real, conforme saem pesquisas e indicadores, até a definição do novo presidente nas urnas.

Fonte: matéria original