Crosoften entrega IA sob medida em 60 dias com garantia de 5 anos
Empresa brasileira de software aposta em projetos de IA generativa com escopo, preço e prazo fechados, foco em segurança jurídica e payback médio de três meses para fugir da alta taxa de fracasso nas corporações.

Inteligência Artificial
Soluções personalizadas de IA com entrega rápida e segurança jurídica para acelerar o retorno sobre investimento.
Leia também: IPO da Anthropic avalia IA em até US$ 1,75 tri: impacto é real?
A Crosoften, empresa brasileira de engenharia de software com atuação em mais de dez países, passou a oferecer projetos de inteligência artificial generativa sob medida com escopo, preço e prazo fechados, entrega média em 60 dias e garantia de cinco anos contra bugs, numa tentativa de atacar a principal dor dos executivos: transformar a tecnologia em ganho financeiro mensurável.
IA sai da vitrine e entra na conta
Com operação no Brasil, Chile e Panamá e um time de cerca de 800 desenvolvedores, a Crosoften se posiciona hoje como uma espécie de empreiteira de projetos digitais, responsável por tirar do papel iniciativas de IA em grandes e médias empresas. A mudança de postura mira um cenário em que a inteligência artificial já é prioridade para 53% dos executivos brasileiros, e 40% das companhias declaram investir em agentes de IA.
“A inteligência artificial deixou de ser vitrine. O executivo hoje não pergunta se dá para fazer; pergunta em quantos meses o projeto se paga”, afirma Rafael Melo, diretor técnico da Crosoften. Segundo a empresa, o payback médio dos projetos entregues é de três meses, sobretudo em frentes de automação de processos internos, redução de retrabalho e corte de erros humanos.
Entenda o contexto
O avanço da IA generativa dentro das corporações, porém, esbarra em um dado incômodo. Estudo da iniciativa NANDA, ligada ao MIT, indica que 95% dos projetos corporativos nessa área não geram ganho mensurável de receita ou eficiência. Já a consultoria Gartner projeta que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados por custos crescentes, valor de negócio pouco claro ou controles de risco frágeis.
O mesmo levantamento do MIT mostra que projetos conduzidos com fornecedores especializados têm taxa de sucesso próxima de 67%, em contraste com iniciativas tocadas apenas internamente, que chegam a cerca de um terço disso. É nessa brecha, entre a promessa de transformação e a entrega efetiva de resultado, que a Crosoften tenta se diferenciar.
Como funcionam os projetos de IA da Crosoften?
Cada projeto começa com um acordo de confidencialidade (NDA) para proteger informações de negócio do cliente. Em seguida, a empresa conduz um diagnóstico técnico e de riscos, etapa em que mapeia processos, dados sensíveis, integrações e possíveis impactos no dia a dia da operação.
Só depois dessa análise é apresentada a proposta final, já com escopo delimitado, preço e prazo fechados. A entrega leva, em média, 60 dias, com pagamentos vinculados a marcos de projeto e uma garantia de cinco anos contra bugs e defeitos de desenvolvimento. “Funciona como obra: a construção só começa com o projeto fechado”, compara Melo.
Para ele, o grande gargalo dos projetos de IA não está na escolha do modelo ou da tecnologia, mas na falta de disciplina contratual. “A maioria dos projetos de IA não falha por causa do modelo. Falha porque começou sem escopo, sem dono e sem um contrato que proteja as duas partes”, diz. “Prazo fechado obriga disciplina. Em 60 dias não cabe experimento sem fim. Cabe um problema real resolvido.”
Segurança jurídica e LGPD desde o primeiro dia
Um aspecto que a Crosoften destaca é a presença de especialistas em direito digital e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desde a fase inicial dos projetos. Em vez de tratar a adequação regulatória como ajuste de última hora, a empresa afirma incorporar governança, trilhas de auditoria e regras de acesso a dados já no desenho técnico.
“Um agente de IA mexe com dado de cliente, com decisão e com dinheiro. Sem governança e LGPD desenhadas desde o primeiro dia, o risco é maior que o ganho”, afirma Melo. A preocupação dialoga com as projeções de cancelamento de projetos por falta de controles de risco adequados e tenta blindar as companhias de passivos regulatórios e danos de imagem.
Na prática, isso significa revisar quais bases de dados serão usadas, como as respostas dos modelos podem interferir em decisões automatizadas e quais salvaguardas são necessárias para que equipes de atendimento, crédito, cobrança ou suporte atuem sempre com revisão humana em pontos críticos.
Foco em processos administrativos e de suporte
Outro ponto da estratégia é onde aplicar a IA. Segundo Melo, embora boa parte dos orçamentos corporativos vá para frentes chamativas, como vendas e marketing, é nas áreas administrativas e de suporte — atendimento interno, backoffice, finanças operacionais, recursos humanos — que o retorno aparece mais rápido.
“O caminho não é transformar a empresa inteira de uma vez. É escolher o processo que mais dói, resolver bem, medir e então escalar”, resume o executivo. Ao priorizar atividades com alto volume de tarefas repetitivas e propensas a erro humano, a Crosoften diz conseguir demonstrar ganho mensurável em poucos meses, o que facilita a aprovação de novos ciclos de investimento.
Hoje, o portfólio da empresa inclui mais de 2.500 projetos entregues para clientes em mais de 10 países, entre eles marcas como Porsche, Carrefour, Santander e iFood. Segundo avaliação feita por uma grande auditoria corporativa, o valor da Crosoften supera R$ 120 milhões.
Impacto no mercado e próximos passos
A aposta em contratos com prazo e escopo fechados, acompanhada de segurança jurídica e foco em retorno financeiro, tende a pressionar concorrentes a adotar modelos semelhantes, em um momento em que executivos cobram previsibilidade e querem fugir de pilotos eternos sem resultado.
Ao mesmo tempo, a combinação de dados de mercado de entidades como ABES e IDC com as estatísticas do MIT e da Gartner sustenta o discurso da Crosoften de que a disciplina na condução dos projetos será decisiva para separar iniciativas que geram valor das que acabam canceladas. A empresa pretende usar esse posicionamento para ampliar sua carteira no Brasil, Chile e Panamá e fortalecer a atuação internacional.
Se a estratégia de contratos fechados aliada a governança e foco em processos críticos se consolidar, a tendência é que uma fatia maior dos investimentos corporativos em IA no país migre da experimentação dispersa para projetos com metas de payback explícitas — movimento que pode reduzir a atual taxa de insucesso e redefinir a forma como as empresas brasileiras encaram a inteligência artificial no dia a dia.

