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José Mayer fecha acordo de R$ 22 mil com ex-empregado

Ator José Mayer firmou acordo trabalhista de R$ 22 mil com ex-empregado doméstico após acusações de salário por fora e falta de férias em 14 anos de serviço na Barra da Tijuca.

José Mayer fecha acordo de R$ 22 mil com ex-empregado

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José Mayer resolve pendência trabalhista com ex-empregado após 14 anos de serviço na Barra da Tijuca.

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O ator José Mayer fechou um acordo de R$ 22 mil com o ex-empregado doméstico Valdeir Ribeiro para encerrar uma ação trabalhista que apontava salários pagos “por fora”, falta de férias e outras irregularidades durante 14 anos de trabalho na casa do artista, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O acerto prevê três parcelas mensais e foi homologado na 71ª Vara do Trabalho do Rio, encerrando o processo sem reconhecimento formal de culpa por parte do ator.

Qual foi o acordo feito por José Mayer com o ex-funcionário?

O acordo firmado na Justiça do Trabalho fixou o pagamento de R$ 22 mil a Valdeir Ribeiro, em três parcelas de aproximadamente R$ 7.333,33, classificadas como indenização de férias, com vencimentos entre agosto e outubro deste ano. A juíza Karen Pinzon Blaskoski, que conduziu a audiência de conciliação, determinou que, em caso de atraso, incide sobre o saldo “multa de 50% em caso de atraso”.

O valor acertado é bem menor do que os R$ 58.042,52 inicialmente pedidos por Valdeir, que cobrava diferenças salariais, férias não gozadas, FGTS, 13º salário, aviso-prévio, multa rescisória de 40% e seguro-desemprego. Com a quitação das parcelas, o ex-empregado concedeu quitação total de todas as verbas discutidas no processo, o que impede novas cobranças sobre o mesmo período.

O acordo encerra o litígio sem que a Justiça dê uma sentença analisando o mérito das acusações, o que significa que não houve decisão judicial reconhecendo ou afastando as supostas irregularidades trabalhistas atribuídas a José Mayer.

O que aconteceu com José Mayer após a denúncia do ex-funcionário?

Após a denúncia trabalhista, o principal efeito para José Mayer foi a abertura do processo e a exposição das acusações, que passaram a tramitar na 71ª Vara do Trabalho do Rio até a homologação do acordo. Na ação, Valdeir Ribeiro afirmou ter trabalhado entre agosto de 2011 e janeiro de 2026 na residência do ator e relatou uma rotina diária das 7h30 às 16h30, com uma hora de intervalo.

Valdeir disse à Justiça que recebia R$ 3.107 por mês, mas que na carteira de trabalho constava cerca de R$ 1.600, o que, segundo ele, configurava pagamento “por fora”. “O ex-funcionário alegou que recebia R$ 3.107 ao mês, contudo na carteira de trabalho o valor era de cerca de R$ 1.600”, declarou o trabalhador no processo, anexando extratos de transferências bancárias feitas pelo ator.

O ex-empregado também afirmou que, embora recebesse o valor de férias, era obrigado a seguir trabalhando, e cobrou quatro períodos não usufruídos entre 2021 e 2025. Ele ainda disse que não recebia contracheques com regularidade e que o acerto feito após a demissão teria sido inferior ao devido.

Na audiência em que o acordo foi firmado, José Mayer aceitou pagar os R$ 22 mil e não houve sentença sobre as acusações. O processo, na prática, é encerrado com um desfecho financeiro considerado intermediário: acima de zero para o trabalhador, mas bem abaixo do que ele pedia inicialmente, e sem um pronunciamento judicial sobre a conduta do ator.

Entenda o contexto

O caso joga luz sobre práticas ainda comuns no trabalho doméstico, como o pagamento de parte do salário sem registro formal, o acúmulo de férias e falhas no recolhimento de FGTS e contribuições previdenciárias. Ao longo dos 14 anos em que trabalhou na casa de José Mayer, Valdeir afirma que a maior parte da remuneração não constava na carteira de trabalho, o que, segundo ele, afetou diretamente seus direitos na rescisão.

Mesmo pedindo mais de R$ 58 mil em diferenças e indenizações, o ex-empregado aceitou o acordo de R$ 22 mil, com foco nas verbas de férias, o que garantiu um pagamento rápido e com garantia de multa em caso de calote. Para o ator, o acerto evita uma sentença administrativa detalhando eventuais irregularidades, o que poderia fortalecer novas ações ou causar danos adicionais à sua imagem pública.

Fora das novelas inéditas desde 2017, José Mayer mantém perfil discreto e raramente aparece em eventos públicos. Uma das poucas aparições recentes foi em um velório de colega de profissão, em setembro, onde foi visto ao lado de amigos e familiares, entre eles a filha, a atriz Julia Fajardo, citada também no contexto do processo trabalhista.