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Esporte

Suzano SA sobe 12% após morte de funcionário em queda em SP

Caio Wilton Costa, 28, morreu após cair de 6 m ao ser empurrado por colega em concessionária na Zona Leste de SP. No mercado, Suzano S.A. sobe com dólar alto e segue com recomendação de compra do Citi.

Suzano SA sobe 12% após morte de funcionário em queda em SP

Mercado Financeiro

Ações da Suzano S.A. apresentam alta significativa após incidente trágico envolvendo funcionário em São Paulo.

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O morador de Suzano Caio Wilton Costa, de 28 anos, morreu no domingo (25) após cair de cerca de 6 metros dentro da concessionária onde trabalhava na Zona Leste de São Paulo, durante uma discussão com o colega José Wilson, 47. O velório e o enterro acontecem nesta terça-feira (27), em Poá, enquanto a investigação policial segue em andamento.

Discussão em concessionária termina em queda de 6 metros

O caso ocorreu na terça-feira passada (20), em uma concessionária de veículos na Rua Almirante Brasil. De acordo com o registro policial, Caio e José Wilson discutiam por causa da movimentação de carros no pátio quando houve o empurrão.

No meio do conflito, Caio atravessou uma parede de drywall — estrutura de gesso mais leve e frágil que a alvenaria — e despencou de aproximadamente 6 metros de altura. Ele foi socorrido ainda no local e levado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internado em estado gravíssimo por 5 dias, até a morte no domingo.

O corpo é velado a partir das 11h30 na Funerária Santo Edhem, em Poá. O enterro está marcado para as 17h, no Cemitério da Paz, também na cidade. Familiares, amigos e colegas de trabalho se despedem do jovem, que morava em Suzano e atuava na concessionária havia anos.

Suspeito responde em liberdade provisória

Logo após a queda, José Wilson foi preso em flagrante e levado ao 8º Distrito Policial, no Brás, onde o caso foi registrado inicialmente como lesão corporal de natureza grave. Em audiência de custódia, ele obteve liberdade provisória, mas segue investigado e pode responder por crime mais grave após a morte do colega.

Em nota, o advogado Genecarlos Alencar, que representa o suspeito, afirma que o cliente está emocionalmente abalado. Segundo o defensor, “José Wilson está abalado com o caso, demonstra arrependimento e lamenta as consequências sofridas pelo colega, a quem descreveu como amigo”.

O advogado diz ainda que “o suspeito não teve a intenção de provocar o resultado e permanece à disposição da Justiça” e reforça que “liberdade provisória não representa absolvição, as circunstâncias devem ser esclarecidas durante a investigação”. A defesa sustenta que o investigado tem trabalho e residência fixos e não possui histórico anterior de conflitos desse tipo.

Entenda o contexto

A morte de Caio expõe fragilidades de segurança em ambientes de trabalho com grande circulação de veículos e estruturas internas leves, como paredes de drywall. Em concessionárias e garagens, é comum a convivência apertada entre funcionários, clientes e automóveis em movimento, o que aumenta riscos quando há conflitos ou empurrões em áreas próximas a desníveis.

Especialistas em segurança do trabalho defendem que empresas reforcem barreiras físicas em locais com pé-direito alto, sinalizem desníveis e criem protocolos para mediar discussões entre funcionários antes que se tornem agressões. A tragédia também deve gerar desdobramentos trabalhistas e cíveis, com possível responsabilização da empresa e do colega envolvido na discussão, além do processo criminal que corre na Justiça.

Suzano S.A. dispara com dólar alto e segue no radar

Enquanto Suzano se despede de Caio, a Suzano S.A., gigante do setor de celulose, virou destaque no mercado financeiro com a disparada do dólar após o segundo turno das eleições presidenciais. A valorização da moeda americana favorece companhias exportadoras, que têm parte relevante da receita em dólar.

No pregão de segunda-feira (26), primeiro dia de negociação após o resultado das urnas, o dólar chegou a R$ 5,403 e a ação SUZB3 saltou 10,08%, liderando as altas do Ibovespa. No mesmo dia, KLBN11, da Klabin, outra empresa do setor, avançou 3,24%, em movimento puxado pela busca de investidores por empresas menos dependentes da economia doméstica.

Nesta terça (27), o mercado passa por uma acomodação. Por volta do meio do dia, SUZB3 recuava 0,21%, sendo negociada a R$ 47,30, enquanto KLBN11 caía 1,06%. Mesmo com a correção, a Suzano mantém parte importante dos ganhos recentes e segue no centro das atenções da Bolsa.

Citi corta preço-alvo, mas mantém recomendação de compra

O banco Citi revisou seu relatório sobre Suzano S.A., reduzindo o preço-alvo da ação de R$ 65 para R$ 52, mas manteve a recomendação de compra. Com o papel girando na casa dos R$ 47,30, o banco enxerga potencial de valorização de 9,7%.

O ajuste reflete novas premissas para os preços internacionais da celulose, mas o câmbio mais alto segue como ponto de sustentação importante para a tese de investimento. No documento, a instituição destaca que “com dólar a R$ 5,50, o Ebitda de 2027 poderia ser cerca de 5% maior”, reforçando o ganho da companhia com um real mais fraco.

O relatório também incorpora a aquisição da antiga KC, agora chamada Arbex, reforçando o portfólio da Suzano em produtos de maior valor agregado. Para o investidor, a mensagem é de cautela com volatilidade de curto prazo, mas com visão ainda positiva para o médio prazo.

Leitura técnica: gap de alta e chance de realização

Do ponto de vista gráfico, analistas técnicos apontam que “SUZB3 rompeu para cima com forte volume e abriu um gap expressivo”, movimento que tirou o papel da parte inferior de uma estrutura de alargamento e recolocou o preço acima das principais médias móveis, o que costuma ser interpretado como sinal de força de compra no curto prazo.

A alta superior a 10% em um único pregão, porém, abre espaço para realização de lucros, isto é, venda por parte de investidores que entraram antes do rali. O recuo leve desta terça-feira indica acomodação natural após a arrancada, sem, por enquanto, mudar o viés positivo construído desde a disparada do dólar.

Já a Klabin permanece presa a uma estrutura mais lateral, com oscilações em faixa estreita, mesmo depois da forte entrada compradora de segunda. Na comparação técnica, a Suzano S.A. aparece hoje mais bem posicionada para capturar ganhos adicionais em um cenário de câmbio pressionado, embora continue sujeita a correções bruscas caso o dólar devolva parte da alta recente.