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Sony confirma filme de terror Mouthwashing com diretor de sucesso

Sony Pictures vai adaptar para o cinema o jogo indie de terror Mouthwashing. Karyn Kusama dirige, com roteiro de Matt Manfredi e Phil Hay e produção de Scott Derrickson.

Sony confirma filme de terror Mouthwashing com diretor de sucesso

Cinema

Sony Pictures transforma jogo indie em filme de terror dirigido por Karyn Kusama, com roteiro de Matt Manfredi e Phil Hay.

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Sony Pictures Entertainment está desenvolvendo uma adaptação cinematográfica de Mouthwashing, jogo indie de terror psicológico que virou fenômeno viral e hoje está disponível em múltiplas plataformas, o que deve impulsionar ainda mais a base de fãs antes da estreia do filme.

O estúdio adquiriu os direitos do título da desenvolvedora Wrong Organ e escalou uma equipe conhecida do público de terror. “Karyn Kusama, diretora de Jennifer’s Body e The Invitation, está confirmada para dirigir”, com roteiro assinado por Matt Manfredi e Phil Hay. “O roteiro será escrito por Matt Manfredi e Phil Hay, roteiristas de The Invitation”, enquanto “Scott Derrickson, diretor de The Black Phone e Sinister, será produtor”.

Qual é a história do jogo indie de terror Mouthwashing?

Mouthwashing acompanha a tripulação de uma nave espacial à deriva, isolada e sem contato claro com o mundo exterior, enquanto seus integrantes começam a perder, pouco a pouco, a sanidade.

Diferente de franquias mais voltadas para ação, o jogo aposta em terror psicológico e atmosfera sufocante. A narrativa explora temas pesados, imagens surreais e a deterioração mental dos personagens, com foco na sensação de estranhamento e paranoia, em vez de sustos fáceis a cada esquina.

Lançado originalmente para PC em 2024, o título se destacou justamente por essa abordagem mais autoral: ritmo lento, construção de clima e simbolismos visuais que convidam interpretação do jogador, o que o torna um candidato natural a adaptação para o cinema de gênero.

Quando a Sony vai lançar o filme baseado no jogo Mouthwashing?

O filme de Mouthwashing ainda não tem data de estreia definida; o projeto está em fase inicial de desenvolvimento.

Neste momento, a prioridade é o trabalho de roteiro com Matt Manfredi e Phil Hay, em colaboração com Karyn Kusama e a própria Wrong Organ, além da etapa de pré-produção que inclui escolha de elenco, definição de locações e orçamento. Só depois dessa fase o estúdio costuma fixar uma janela de lançamento.

Enquanto isso, quem quiser conhecer a história original antes de ver a versão para o cinema já encontra o jogo em várias plataformas: além do PC, Mouthwashing está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X/S e também via Xbox Game Pass, o que facilita o acesso para um público mais amplo.

Quem está envolvido na produção do filme de Mouthwashing?

A Sony montou uma equipe formada por nomes consolidados no terror para tentar levar a estética do jogo às telas. No centro do projeto está Karyn Kusama, que assina a direção após trabalhos elogiados em tramas de horror e suspense psicológico, como Jennifer’s Body e The Invitation.

O roteiro fica com a dupla Matt Manfredi e Phil Hay, parceiros frequentes de Kusama e responsáveis pelo texto de The Invitation. Eles terão o desafio de transformar a experiência interativa e subjetiva de Mouthwashing em uma narrativa linear de longa-metragem sem diluir a estranheza e a opressão que marcaram o jogo.

Na produção, Scott Derrickson aporta experiência tanto criativa quanto comercial. Conhecido por dirigir The Black Phone e Sinister, ele assume o papel de produtor, ajudando a alinhar o tom do filme às expectativas de fãs de terror e às metas da Sony para bilheteria e repercussão crítica.

Entenda o contexto

A aposta em Mouthwashing faz parte de um movimento mais amplo de grandes estúdios para adaptar jogos eletrônicos ao cinema, em especial títulos de terror que já chegam às telas com uma base de fãs consolidada. A Sony tenta repetir o bom desempenho obtido com outras franquias do gênero, tanto em bilheteria quanto em crítica.

No caso específico de Mouthwashing, o interesse passa pelo potencial de alcançar públicos diferentes: quem já conhece o jogo e busca fidelidade ao clima original, e quem nunca jogou, mas se atrai por terror psicológico mais denso. Se o filme funcionar comercial e artisticamente, ele pode abrir portas para novas adaptações de produções independentes, fortalecendo a cena de games indie e encorajando outros estúdios a olhar para narrativas menos óbvias.

Por outro lado, o projeto carrega o risco de frustração entre fãs se a adaptação suavizar demais os temas ou transformar a sutileza do jogo em sustos convencionais. A presença de Kusama, Manfredi, Hay e Derrickson indica que a Sony tenta equilibrar esse risco apostando em nomes com histórico justamente na construção de terror de atmosfera.