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Economia

Btc usd hoje: Bitcoin cai 6% após PIB forte e queda da Alphabet

Bitcoin encosta em US$ 81,5 mil com PIB forte e inflação em linha nos EUA, mas devolve ganhos e cai a cerca de US$ 76,9 mil em meio a queda da Alphabet, saída de ETFs e cautela após decisão do Fed.

Btc usd hoje: Bitcoin cai 6% após PIB forte e queda da Alphabet

Economia

Após dados econômicos robustos e queda da Alphabet, Bitcoin recua e perde ganhos recentes no mercado.

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O Bitcoin (BTC) voltou a exibir forte volatilidade nesta quinta-feira, encostou em US$ 81.547 nas cotações em dólar e, poucas horas depois, recuou para perto de US$ 76.900, pressionado por temores com a inflação nos Estados Unidos, fluxos negativos em ETFs de cripto e a forte queda das ações da Alphabet em Wall Street.

PIB forte, inflação em linha e juros parados

A arrancada inicial do Bitcoin veio na esteira de dados considerados positivos da economia americana. A estimativa final do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre mostrou crescimento de 3,4%, acima da expectativa de 3,2%, indicando atividade mais aquecida do que o previsto.

Ao mesmo tempo, o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de setembro, termômetro favorito do Federal Reserve para a inflação, avançou 0,5% em relação a agosto e 3,6% na comparação anual. “Excluindo alimentos e energia, o índice de preços do PCE aumentou 3,1% em relação ao ano anterior”, informou o Bureau of Economic Analysis (BEA) em comunicado oficial.

Para parte do mercado, o conjunto de PIB forte com inflação ainda controlada mantém em aberto a possibilidade de um pouso suave da economia americana, cenário que costuma favorecer ativos de risco como o Bitcoin.

Em entrevista a um canal de TV americano, o economista-chefe da Fwdbonds, Chris Rupkey, avaliou que o desempenho recente derruba a leitura mais pessimista sobre a economia. “A economia foi considerada um caso perdido durante grande parte do período do atual governo, mas o PIB real voltou a superar uma taxa anualizada de 3% no terceiro trimestre de 2026 pela primeira vez em um ano”, afirmou.

Na véspera, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros parada no intervalo entre 3,75% e 4%, como esperado. Em declaração após a decisão, o presidente do banco central, Kevin Warsh, disse que a atividade econômica segue “se expandindo em ritmo forte” e classificou a inflação como “elevada”.

“Embora a incerteza permaneça elevada, em parte devido a acontecimentos geopolíticos, os gastos domésticos têm sido resilientes. O crescimento da produtividade é forte, e o investimento de capital é robusto. Os ganhos de emprego acompanharam o ritmo da força de trabalho, e a taxa de desemprego mudou pouco”, afirmou Warsh.

Queda da Alphabet vira o humor e pesa sobre o BTC

Apesar do pano de fundo macroeconômico relativamente favorável, o clima nos mercados acionários dos EUA azedou com a abertura de Nova York. A Alphabet, controladora do Google, desabou 12% após divulgar resultados do terceiro trimestre abaixo das projeções, contaminando o apetite por risco em tecnologia e em outros ativos considerados mais especulativos.

A aversão a risco respingou rapidamente sobre o Bitcoin. Depois de tocar US$ 81.547 na Bitstamp, o BTC perdeu força, rompeu para baixo o patamar dos US$ 80 mil e passou a ser negociado em torno de US$ 76.900 em plataformas como a Bybit, queda de 4,61% nas últimas 24 horas e de 5,50% na semana.

Fluxos preliminares mostram saídas líquidas em ETFs de criptomoedas, adicionando pressão vendedora. O nível de US$ 80 mil, que vinha sendo observado como suporte psicológico e técnico, volta a ser testado em meio à piora do humor global.

Mesmo com o recuo, o Bitcoin segue com números robustos: capitalização de mercado de cerca de US$ 1,55 trilhão, volume negociado em 24 horas de US$ 46,71 bilhões e oferta em circulação próxima de 20 milhões de BTC, segundo dados agregados de mercado.

Resistência em US$ 81,4 mil trava tendência de alta

Na análise técnica, o rali e a correção recentes deixaram o gráfico do BTC/USD em uma zona de decisão importante. O analista de criptomoedas Rekt Capital aponta que o preço vem “andando de lado” entre dois níveis semanais relevantes, na faixa de US$ 80.400 e US$ 81.400.

“O Bitcoin está passando por muitos movimentos em zigue-zague em relação aos níveis semanais de aproximadamente US$ 80.400 e US$ 81.400, e isso provavelmente continuará até o novo fechamento semanal”, escreveu o analista em publicação recente.

Na visão dele e de outros operadores, a superação consistente da resistência em US$ 81.400 é vista como condição para retomar a tendência de alta com mais confiança. Do lado de baixo, a perda definitiva de US$ 80 mil e, em seguida, de US$ 76.900 poderia abrir espaço para uma correção mais profunda.

Na contagem mensal, o comportamento recente deixa o fechamento de outubro no vermelho: a projeção atual indica queda de 3,3% no mês para o BTC, em contraste com o padrão historicamente positivo do período desde o início da série de dados da moeda digital.

Investidor mira dados, Fed e balanços em meio à volatilidade

A oscilação entre US$ 76.900 e US$ 81.547 ilustra a forte sensibilidade do Bitcoin ao noticiário econômico americano e ao humor em torno de grandes empresas de tecnologia. Em poucas horas, o mesmo dado de PIB que ajudou a impulsionar o preço passou a dividir protagonismo com a decepção com os resultados da Alphabet e com o temor de que a inflação ainda elevada mantenha o Fed em modo vigilante.

Para investidores e traders que acompanham o par BTC/USD em plataformas como TradingView e corretoras globais, o ambiente atual exige leitura combinada de macroeconomia, balanços corporativos e análise gráfica. Estratégias de curto prazo, com gestão de risco mais apertada, vêm ganhando espaço em relação a posições alavancadas e apostas direcionais de longo fôlego.

No médio prazo, o comportamento do Bitcoin tende a seguir reagindo a novos números de inflação, emprego e atividade nos EUA, além dos próximos depoimentos de dirigentes do Fed e da sequência da temporada de balanços em Wall Street. Enquanto a resistência em US$ 81.400 não for superada com folga e o suporte em US$ 80 mil seguir sendo testado, a palavra de ordem para quem opera Bitcoin hoje é conviver com a volatilidade elevada.