Força Aérea Brasileira: veja como entrar e conhecer o A-29 hoje
Caça A-29 Super Tucano, da Embraer, será o destaque do Domingo Aéreo em Pirassununga, enquanto caças da FAB cruzam o céu de Porto Alegre após missão em Santa Maria.

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Descubra as oportunidades para ingressar na Força Aérea Brasileira e conheça de perto o caça A-29 Super Tucano no Domingo Aéreo.
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O caça A-29 Super Tucano, da Embraer, será a principal atração do Domingo Aéreo na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), neste domingo (1º), em meio a uma semana em que caças da Força Aérea Brasileira (FAB) também chamaram atenção ao sobrevoar Porto Alegre (RS) após missão em Santa Maria.
Qual é o novo avião da Força Aérea Brasileira usado pela Esquadrilha da Fumaça?
O novo avião usado pela Esquadrilha da Fumaça é o A-29 Super Tucano, um turboélice de ataque leve e treinamento avançado fabricado pela Embraer no Brasil. Ele substituiu o T-27 Tucano e hoje é a vitrine tecnológica da FAB nas demonstrações em território nacional e no exterior.
O A-29 está em operação na Força Aérea desde 2013 e é usado pela Esquadrilha nas mais de 50 apresentações anuais realizadas pelo país e fora dele. A frota nacional soma 60 aeronaves A-29, distribuídas em diferentes esquadrões de combate e instrução.
Monomotor turboélice, o caça alcança velocidade superior a 600 km/h, tem motor Pratt & Whitney PT6A-68C de 1.600 SHP de potência e teto operacional de 10.665 metros. Nas demonstrações, porém, a maior parte das manobras ocorre a poucos metros do solo para permitir que o público acompanhe cada acrobacia.
Domingo Aéreo em Pirassununga destaca acrobacias do A-29
No Domingo Aéreo da AFA, o A-29 Super Tucano será apresentado em voos acrobáticos pela Esquadrilha da Fumaça, combinando alta performance com manobras de precisão. A aeronave suporta até 7 vezes a força da gravidade (7G), o que possibilita curvas fechadas, passagens em alta velocidade e voos invertidos com controle fino próximo ao solo.
O capitão André Nery Lima Bezerra, piloto da Esquadrilha, explica que a transição para o novo avião elevou o padrão das demonstrações. “Além de mais rápida, a aeronave é mais precisa e, principalmente, mais segura porque ela tem muito mais recursos disponíveis para o piloto durante o voo. É uma cabina maior, uma cabina mais confortável, tem um sistema anti-G que ajuda o piloto a suportar manobras com força G”, afirma.
Com autonomia de cerca de 3 horas e 20 minutos de voo e alcance superior a 1,4 mil quilômetros, o Super Tucano também é projetado para operar em pistas pouco preparadas e em ambientes agressivos, com estrutura reforçada e trem de pouso robusto. Isso o torna adequado tanto para o treinamento de pilotos quanto para missões reais de ataque leve, vigilância e patrulha.
Entenda o contexto
O A-29 Super Tucano é hoje um dos principais vetores da FAB para formação de pilotos de caça e para missões de ataque leve. Ele reúne sistemas de navegação modernos, sensores de vigilância, equipamentos de visão noturna, designador a laser e pacote de comunicações seguras, o que o coloca entre as aeronaves mais versáteis da categoria.
Além do uso operacional, o avião ganhou forte dimensão simbólica com a Esquadrilha da Fumaça. O esquema de pintura traz as cores da bandeira, pensado para reforçar a identificação do público com a aeronave em eventos como o Domingo Aéreo.
“Ela tem cores da bandeira do Brasil até para que a gente possa cumprir uma das nossas atribuições que é a de fomentar esse sentimento de patriotismo e representar o nosso país quando a gente está no exterior”, diz o capitão Bezerra.
A adoção do A-29 exigiu um período de adaptação prolongado por parte dos pilotos da Esquadrilha. Segundo o oficial, foram cerca de dois anos até que a equipe dominasse plenamente os limites e particularidades do novo caça nas demonstrações.
Sobrevoo de caças da FAB em Porto Alegre
Enquanto o público se prepara para acompanhar as acrobacias em Pirassununga, moradores de Porto Alegre registraram, na tarde de quinta-feira (29), o sobrevoo de diversos caças da FAB sobre a capital gaúcha. As aeronaves retornavam de uma missão em Santa Maria, na região central do estado, com destino à Base Aérea de Canoas, na Região Metropolitana.
O deslocamento evidencia a rotina operacional intensa da Força Aérea, que combina treinamentos, ações de policiamento do espaço aéreo e missões de preparo ao combate. Sobrevoos desse tipo costumam ocorrer em rotas entre bases e áreas de instrução, mas chamam atenção quando cruzam áreas urbanas em formação.
Embora a FAB não tenha detalhado a natureza da missão em Santa Maria, a presença dos caças no céu da capital reforça a percepção pública de uma força em constante prontidão, capaz de mobilizar rapidamente seus meios aéreos em diferentes regiões do país.
Impacto estratégico e econômico do Super Tucano
A vitrine que o A-29 ganha em eventos como o Domingo Aéreo se soma ao papel estratégico da aeronave na defesa nacional. O caça é usado em missões de ataque leve, reconhecimento armado, vigilância de fronteiras e treinamento avançado, constituindo uma das principais plataformas da FAB para projeção de poder aéreo em cenários de baixa e média intensidade.
Na prática, a incorporação desse modelo moderniza a frota de aviação de caça leve, com ganhos em precisão, segurança e custo operacional. O sistema anti-G, a cabina ampliada e os dispositivos de autoproteção aumentam a segurança dos tripulantes, enquanto os sensores e sistemas de armas elevam a capacidade de emprego em combate.
Do lado industrial, a Embraer amplia sua inserção no mercado global de defesa com o Super Tucano. O desempenho em operações da FAB e a visibilidade em demonstrações públicas são trunfos para reforçar a imagem do avião e sustentar negociações de exportação, num segmento em que o país disputa espaço com fabricantes tradicionais.
Para a população civil, programas como o Domingo Aéreo funcionam como janela para acompanhar de perto essa realidade. A proximidade com pilotos e aeronaves tende a fortalecer a percepção de transparência e a noção de que o investimento em defesa retorna em forma de tecnologia, empregos qualificados e proteção do território.
Modernização contínua e desafios de orçamento
A manutenção da frota de A-29 e os estudos de atualização da plataforma fazem parte de um esforço constante de modernização da FAB. A tendência é incorporar melhorias em sistemas de navegação, comunicação, armamento e sensores, mantendo o avião competitivo por mais tempo, com foco em aumentar a eficiência sem elevar demais o custo de operação.
Esse processo, no entanto, depende de recursos públicos em um cenário de disputa por orçamento entre diferentes áreas do governo. Modernizar, treinar tripulações e manter uma frota de 60 aeronaves em alto nível operacional exige planejamento de longo prazo, contratos de suporte logístico e atualização tecnológica periódica, o que pressiona as contas militares e administrativas.
Mesmo assim, dentro da FAB, a avaliação é de que o investimento compensa. O ganho em capacidade de resposta, poder de dissuasão e segurança das operações é visto como fundamental para que o país mantenha uma força aérea preparada para desafios futuros, tanto no território nacional quanto em missões de cooperação internacional.
Força Aérea Brasileira como entrar: quais são as especialidades para sargentos temporários?
As especialidades para sargentos temporários da Força Aérea Brasileira variam conforme o edital, mas concentram-se em áreas técnicas como manutenção de aeronaves, apoio operacional, saúde, logística, tecnologia da informação e administração. Os detalhes de cada seleção — incluindo vagas, exigência de formação e distribuição por especialidade — são definidos em chamadas públicas específicas, publicadas pela Aeronáutica.
Em linhas gerais, os quadros de sargentos temporários costumam incluir funções ligadas diretamente ao funcionamento diário das unidades aéreas: mecânicos de avião, especialistas em estruturas metálicas, eletricistas de aeronaves, profissionais de comunicações, controle de tráfego aéreo, suprimentos, contabilidade e serviços de apoio em solo, entre outros. Há ainda espaço para graduados em cursos técnicos e, em alguns casos, em áreas de nível superior direcionadas ao suporte das atividades militares.
Quem pretende ingressar precisa acompanhar os avisos de seleção da FAB, que informam prazos de inscrição, critérios de idade, escolaridade exigida para cada especialidade e duração do vínculo temporário. A participação em processos assim é uma das portas de entrada para quem busca vivência na carreira militar sem, necessariamente, seguir a formação de longo prazo oferecida por escolas como a própria Academia da Força Aérea.


