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Inteligência Artificial

Redação nota 1000: nova IA corrige Enem com 9 temas grátis

Plataforma lançada hoje em parceria entre Grupo Eureka e um jornal brasileiro oferece 9 temas, corrige redações do Enem com os critérios oficiais e mostra a evolução do aluno.

Redação nota 1000: nova IA corrige Enem com 9 temas grátis

Inteligência Artificial

Nova plataforma gratuita corrige redações do Enem com critérios oficiais e acompanha a evolução dos estudantes.

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Uma ferramenta de inteligência artificial lançada nesta sexta-feira (30) em parceria entre o Grupo Eureka e um jornal brasileiro passa a corrigir redações do Enem online, com nove temas de treino e notas atribuídas exatamente como no exame, de 0 a 1000 pontos. O recurso é gratuito, acessível por celular ou computador, e permite que o estudante acompanhe sua evolução até a prova.

IA corrige como o Enem e libera 9 temas de treino

A plataforma avalia os textos com base nas cinco competências oficiais do Enem: proposta de intervenção, coesão e coerência, organização das ideias, compreensão do tema e domínio da escrita formal. Cada uma recebe uma pontuação de 0 a 200, chegando ao total de 1000 pontos, a nota máxima da redação.

O estudante pode escrever diretamente na plataforma ou fotografar a redação manuscrita. A inteligência artificial transcreve o texto, que pode ser revisado pelo próprio aluno antes do envio para correção automática. Depois de corrigida, a redação volta com indicação de erros e pontos fortes em cada competência, o que permite reescrever e enviar versões melhoradas.

Ao todo, são nove temas de prática previstos para as próximas semanas. O primeiro já disponível é “O custo ambiental da inteligência artificial”, que convida o candidato a discutir os impactos da tecnologia sobre o meio ambiente e a equilibrar benefícios e riscos.

‘Tema desafiador e muito a cara do Enem’

Para Marco Saliba, professor do Grupo Eureka e responsável pela orientação pedagógica da ferramenta, a escolha do tema inaugural mede o repertório dos candidatos e a capacidade de análise crítica.

“Esse é um tema desafiador. Muito se fala sobre inteligência artificial, mas discuti-la sob o aspecto ambiental é um desafio grande e vai conseguir avaliar quem tem repertório cultural mais substancioso, mais aprofundado. Então, é uma proposta muito boa, muito a cara do Enem”, afirma.

Saliba reforça que uma boa redação depende de duas frentes: o que dizer e como dizer. Ele recomenda que os estudantes ampliem o repertório cultural, fujam de abordagens superficiais e organizem o texto com causas, consequências, exemplos e citações bem escolhidas.

Ferramenta mira acesso democrático e treino contínuo

Ao automatizar a correção segundo os critérios do exame, a plataforma pretende tornar o treino de redação mais acessível para alunos de escolas públicas, regiões remotas e estudantes sem condição de pagar por corretores humanos. O uso é contínuo: o candidato pode escrever, receber a correção, reescrever e comparar notas, monitorando a curva de desempenho.

Na visão de educadores ligados ao projeto, a ferramenta tende a se tornar aliada de cursinhos e escolas, que podem incorporá-la às atividades de sala ou de casa. Ao mesmo tempo, o avanço da correção automatizada pressiona o mercado a repensar o papel de professores e corretores, deslocando o foco do simples “dar nota” para o acompanhamento mais individualizado das dificuldades de cada aluno.

Entenda o contexto

A redação é uma das etapas mais decisivas do Enem, com peso elevado na nota final e potencial de definir o acesso ao ensino superior. No modelo atual, o texto deve ter até 30 linhas e seguir a norma-padrão da língua portuguesa, apresentando uma argumentação consistente e uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

Nesse cenário, o tempo de resposta da correção é crucial para que o estudante ajuste sua escrita antes da prova. A inteligência artificial reduz essa espera a poucos instantes, o que pode elevar o número de produções feitas na reta final e melhorar a qualidade média dos textos.

Professor orienta como tirar melhor proveito da IA

Marco Saliba recomenda que o aluno encare a preparação como um treino de longo prazo, aproveitando o retorno rápido da plataforma. Ele sugere escrever com frequência, reescrever cada redação após a correção e acompanhar a evolução “como se fosse um videogame”, em que cada fase exige novas habilidades.

Entre as orientações práticas, o professor destaca a importância de evitar parágrafos muito longos, dividir bem os argumentos em blocos claros, delimitar o recorte do tema dentro das 30 linhas, usar a norma-padrão, revisar gramática e pontuação e fazer uma pausa antes da revisão final.

Com o lançamento de hoje, a expectativa é que, nas próximas semanas, mais temas sejam liberados e a ferramenta seja ajustada a partir do uso real de milhares de estudantes que buscam uma redação nota 1000 no Enem.