Mercados
S&P 5007.608▲ 0,37%Nasdaq25.535▲ 0,39%Dow Jones52.276▲ 0,98%Ibovespa167.922▼ 0,75%FTSE 10010.761▲ 0,29%DAX25.981▲ 0,63%Nikkei63.082▼ 0,33%DólarR$ 5,44▲ 0,03%EuroR$ 6,09▲ 0,43%BitcoinR$ 419.826▼ 1,37%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.608▲ 0,37%Nasdaq25.535▲ 0,39%Dow Jones52.276▲ 0,98%Ibovespa167.922▼ 0,75%FTSE 10010.761▲ 0,29%DAX25.981▲ 0,63%Nikkei63.082▼ 0,33%DólarR$ 5,44▲ 0,03%EuroR$ 6,09▲ 0,43%BitcoinR$ 419.826▼ 1,37%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Economia

Ataque cibernético leva Mercado Bitcoin a suspender saques

Mercado Bitcoin sofre ataque a hot wallets com movimentação entre US$ 40 mi e US$ 50 mi, suspende saques e depósitos e afirma que clientes não tiveram prejuízo nem dados vazados.

Ataque cibernético leva Mercado Bitcoin a suspender saques

Segurança Digital

Após ataque às hot wallets, Mercado Bitcoin interrompe saques e depósitos para proteger clientes e garantir integridade dos dados.

Leia também: Lula vence virada histórica e assusta mercados

O Mercado Bitcoin, maior corretora brasileira de criptoativos, sofreu na madrugada desta segunda-feira (2) um ataque cibernético que movimentou de forma não autorizada entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões em hot wallets da plataforma e levou à suspensão temporária de saques e depósitos para todos os clientes.

O que aconteceu no ataque hacker ao Mercado Bitcoin?

O ataque atingiu as chamadas hot wallets do Mercado Bitcoin, carteiras digitais conectadas à internet usadas nas operações do dia a dia. Nessas contas, hackers conseguiram movimentar valores estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, segundo rastreadores independentes de transações em blockchain.

Em comunicado, a corretora afirmou ter identificado a ação na madrugada e dito que conseguiu conter o incidente rapidamente. “Identificamos e contivemos com rapidez um incidente de segurança em um de nossos sistemas nesta madrugada”, informou o Mercado Bitcoin.

As cold wallets, que armazenam a maior parte dos criptoativos da empresa em ambiente offline, não foram afetadas. A companhia reforça que não houve prejuízo às contas dos usuários nem vazamento de dados pessoais.

Quanto foi o prejuízo estimado no ataque ao Mercado Bitcoin?

O valor movimentado de forma não autorizada gira entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, de acordo com rastreios on-chain de endereços ligados à corretora. Oficialmente, o Mercado Bitcoin não divulgou um montante preciso, mas confirmou o incidente em suas carteiras quentes.

Apesar do volume elevado, a empresa sustenta que os recursos dos clientes estão preservados. “Não houve nenhum prejuízo aos clientes; não houve vazamento de dados”, declarou a corretora em nota.

Os fundos dos clientes do Mercado Bitcoin estão seguros após o ataque?

Segundo o próprio Mercado Bitcoin, 4,5 milhões de clientes não tiveram perdas financeiras nem tiveram dados expostos. A empresa afirma que bloqueou as operações fraudulentas e isolou o sistema afetado. A maior parte dos ativos permanece em cold wallets, mecanismo de proteção padrão do setor por manter as reservas fora da internet.

A corretora também informou que suspendeu temporariamente o acesso ao aplicativo e às funcionalidades de movimentação de recursos como parte do protocolo de segurança, até concluir a análise técnica do incidente.

Quais medidas o Mercado Bitcoin está tomando para resolver o incidente?

Em seus canais oficiais, o Mercado Bitcoin diz ter mobilizado equipes internas de segurança e tecnologia para investigar a origem do ataque, identificar fragilidades e rastrear o caminho percorrido pelos ativos desviados na blockchain.

“Como medida preventiva de proteção, depósitos e saques estão temporariamente suspensos. Nossas equipes estão mobilizadas investigando o caso, rastreando os ativos e coordenando as medidas junto às autoridades competentes”, afirmou a corretora.

A empresa também diz atuar em conjunto com autoridades e parceiros especializados em cibersegurança para tentar recuperar valores e responsabilizar os envolvidos. O prazo para a normalização completa das operações ainda não foi informado.

Mercado bitcoin é seguro? Entenda o contexto

O incidente atinge o Mercado Bitcoin em um momento de maior pressão sobre a segurança das corretoras de criptoativos no mundo. Na sexta-feira (30), a Binance, maior plataforma global do setor, sofreu o maior ataque hacker já registrado em cripto, com o roubo de US$ 6,3 bilhões, atribuído por autoridades norte-americanas ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte.

No Brasil, o episódio reacende dúvidas de investidores sobre o quão seguro é deixar criptoativos sob custódia de exchanges. O modelo mais comum é a combinação de hot wallets, para dar liquidez às operações, com cold wallets, onde fica guardada a maior parte dos saldos, justamente para reduzir o impacto de ataques como o de hoje.

Fundado em 2013, o Mercado Bitcoin é uma das principais corretoras do país e pediu licença formal para operar sob as novas regras de criptoativas em 27 de outubro. Entre seus investidores estão a Tether, o grupo japonês SoftBank e a GP Investimentos, o que aumenta a pressão por respostas rápidas e robustas em segurança cibernética.

Mercado bitcoin hoje: impacto para clientes e para o setor

Na prática, a suspensão de saques e depósitos trava a liquidez para quem precisa movimentar recursos imediatamente, seja para negociar criptoativos, seja para cobrir emergências financeiras. Operações de compra e venda internas podem continuar limitadas pela disponibilidade de saldo já custodiado na plataforma e pelas restrições técnicas impostas pela empresa, que ainda não detalhou o funcionamento parcial do sistema.

O caso tende a intensificar o debate regulatório sobre exigências de segurança, transparência em incidentes e segregação de ativos entre contas da empresa e dos clientes. Também pode acelerar a adoção de ferramentas adicionais de proteção, como autenticação em múltiplos fatores, limites de movimentação em hot wallets e auditorias independentes de segurança.

Enquanto não retoma a normalidade, o Mercado Bitcoin diz que continuará atualizando os usuários por meio de comunicados oficiais e orientando sobre eventuais etapas necessárias para reforçar a proteção das contas.