Ato em Copacabana hoje reúne 10 mil em defesa da democracia
Milhares lotam a Avenida Atlântica, em Copacabana, em ato pela democracia com Caetano, Djavan e outros artistas, em apoio a Lula e estímulo ao voto no 2º turno.

Protesto
Artistas e público se unem na Avenida Atlântica para defender a democracia e incentivar o voto no segundo turno.
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Milhares de pessoas ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, neste domingo (18), em um Ato pela Democracia com shows, falas políticas e gritos de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, em um evento declarado como independente de campanha e focado na defesa da liberdade, da soberania e da democracia.
Ato em Copacabana hoje reúne artistas e apoiadores de Lula
O ato em Copacabana hoje começou pouco depois das 16h, no Posto 5 da Praia de Copacabana, mas o público já se espalhava pela areia e pelo calçadão antes das 14h. Organizado pelo movimento 342 Artes e pela Mídia Ninja, o evento somou apresentações musicais e discursos em mais de três horas de programação, a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25.
No palco, uma longa lista de artistas se alternou: Caetano Veloso, Djavan, Xamã, Jorge Vercilo, Sandra de Sá, Fernanda Abreu e Duda Beat cantaram para a multidão, entre palavras de incentivo à participação política e apelos para que os jovens compareçam às urnas. A plateia respondeu com coros de “Olê, olê, olá, Lula, Lula” e com cartazes em defesa da democracia.
Um dos apresentadores, o humorista Paulo Vieira, reforçou que não se tratava de atividade formal da campanha petista. “Não é comício, não é showmício, não é ato de campanha”, afirmou, lembrando que, por lei, ele mesmo não poderia pedir votos diretamente. Em vários momentos, porém, incentivou o público a se manifestar politicamente: dizia que não podia pedir votos, “mas vocês podem”.
O evento aconteceu apesar de uma ação do Partido Novo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tentou barrar as manifestações no Rio de Janeiro e em Salvador sob o argumento de que se tratariam de showmícios, proibidos pela legislação eleitoral. A iniciativa não prosperou, e o ato transcorreu normalmente, com controle de acesso à área reservada para convidados e imprensa.
Quantas pessoas em Copacabana hoje
Milhares de pessoas participaram do Ato pela Democracia em Copacabana hoje, lotando o trecho da Avenida Atlântica na altura do Posto 5 por mais de três horas. Embora não haja número oficial divulgado pelos organizadores ou autoridades, a concentração tomou toda a frente de praia do palco, com grande densidade de público na pista junto ao calçadão e espalhando-se pela areia, em um cenário típico de grandes shows na orla.
Entre o público, predominavam camisetas brancas com o nome do ato, distribuídas aos convidados — atores, atrizes, influenciadores e outros criadores de conteúdo — e muitas bandeiras e adereços em referência à campanha de Lula. Ao longo da tarde, a circulação foi intensa, mas sem registro de grandes incidentes; a segurança interveio rapidamente em uma tentativa de entrada irregular de um morador na área reservada, situação contornada em seguida.
Caetano e Djavan lideram ponto alto do Ato pela Democracia
O momento mais celebrado foi a apresentação conjunta de Caetano Veloso e Djavan. Eles dividiram o palco em músicas como “Sina” e “Linha do Equador” e levaram o público ao coro com “Alegria, Alegria”, canção que se consolidou como símbolo de resistência à ditadura militar.
Caetano lembrou ter sido preso durante o regime militar e conectou sua trajetória pessoal ao motivo do ato, dizendo que a apresentação simbolizava resistência. “É a música brasileira resistindo às ameaças contra a democracia”, afirmou o cantor e compositor, antes de reforçar o chamado para que os jovens compareçam às urnas no dia 25, sem citar candidatos. Ao lado dele, Djavan resumiu o clima da tarde: “Salve a nossa democracia e a nossa soberania”.
Fora do palco, a atriz Renata Sorrah foi uma das figuras mais festejadas. Assim que apareceu na área de convidados, foi recebida aos gritos de “Uh, é Nazaré”, em referência à personagem da novela “Senhora do Destino”. Quando seu nome foi anunciado entre apresentações de Caetano, o coro se repetiu, misturando cultura pop, memória televisiva e engajamento político.
Entenda o contexto
O Ato pela Democracia em Copacabana acontece numa sequência de mobilizações que se intensificam desde o primeiro turno, quando Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro, candidato do PL. Neste domingo, manifestações semelhantes ocorreram em Salvador e no Centro do Rio, em frente à Igreja da Candelária.
Em Copacabana, além dos gritos de apoio a Lula, ganharam força as palavras de ordem “Sem anistia”, em referência a Jair Bolsonaro, preso em 8 de janeiro de 2023 por tentativa de golpe de Estado. Os organizadores e artistas insistiram na ideia de vigilância permanente da sociedade civil e na necessidade de defender regras do jogo democrático.
Para o ator Antônio Grassi, o ato tem papel simbólico dentro e fora do país. “Somos estimulados pelas ameaças”, afirmou, ao dizer que a mobilização mostra ao mundo que setores da sociedade brasileira seguem atentos a riscos à democracia.
Lula no Rio de Janeiro hoje: impacto político do ato
Embora Luiz Inácio Lula da Silva não tenha participado do Ato pela Democracia em Copacabana hoje nem seja responsável oficialmente pela organização, o clima na orla era explicitamente pró-candidato. Bandeiras, camisetas e gritos de apoio a Lula dominaram a paisagem, em um gesto que reforça, na prática, a sua presença política no Rio de Janeiro na reta final do segundo turno.
Para a campanha petista, o ato funciona como combustível extra na disputa, especialmente entre os jovens, alvo central dos discursos no palco. O recado repetido por artistas e apresentadores foi o de que a cultura tem papel ativo na defesa da democracia e de que o comparecimento às urnas pode decidir o rumo do país. Do outro lado, o Partido Novo, ao tentar barrar judicialmente o evento e não conseguir, sai do episódio associado à tentativa de restringir uma mobilização civil e artística.
A expectativa entre organizadores e participantes é de que ações semelhantes se espalhem por outras capitais até o dia 25, mantendo a pressão nas ruas e nas redes sociais. A aposta é que a combinação de visibilidade cultural, forte repercussão digital e discurso em defesa da democracia tenha efeito direto na disposição de eleitores indecisos e na consolidação do voto jovem no segundo turno.
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