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Inteligência Artificial

Barclays corta 5.000 vagas até dezembro e investe em IA avançada

Barclays vai eliminar cerca de 5.000 empregos, 5% da força de trabalho global, até o fim do ano. Cortes se concentram em áreas de apoio enquanto banco amplia uso de inteligência artificial.

Barclays corta 5.000 vagas até dezembro e investe em IA avançada

Reestruturação

Banco britânico reduz quadro de funcionários e foca em tecnologias inovadoras para otimizar operações.

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O Barclays vai cortar cerca de 5.000 empregos em suas operações globais até o fim do ano, o equivalente a aproximadamente 5% da força de trabalho, em uma reestruturação que mira sobretudo áreas de apoio e vem acompanhada de forte aposta em inteligência artificial.

Banco corta 5% do quadro para reduzir custos

Segundo o banco britânico, cerca de 60% das vagas eliminadas estão em funções de suporte, com destaque para desenvolvimento de sistemas e outras áreas internas que dão apoio às atividades-fim. Mil postos já foram encerrados no primeiro semestre, e os demais serão cortados de forma gradual até dezembro.

O programa faz parte de uma reorganização ampla, que inclui revisão de processos, enxugamento de estruturas e mais automação de tarefas rotineiras. A direção do Barclays associa a medida à necessidade de reduzir custos, aumentar produtividade e simplificar a operação em um cenário de pressão por rentabilidade.

Inteligência artificial no centro da reorganização

Na comunicação ao mercado, o Barclays destacou que está ampliando o uso de inteligência artificial e outras tecnologias para redesenhar processos internos. A instituição afirma que a tecnologia é “parte de uma estratégia que também envolve simplificação da estrutura e revisão das operações”.

Na prática, a aposta em IA significa substituir ou redesenhar funções que hoje dependem de grandes equipes de suporte, como desenvolvimento de sistemas, backoffice e áreas administrativas. A tendência é que tarefas repetitivas e de análise de dados sejam cada vez mais automatizadas, enquanto os times remanescentes atuem em atividades consideradas mais estratégicas.

Os funcionários diretamente afetados são os principais prejudicados, com perda de emprego e necessidade de recolocação em um mercado em que a demanda por perfis tecnológicos cresce, mas nem sempre absorve quem trabalhava em funções mais tradicionais de suporte bancário.

Reestruturação bilionária e resultados em alta, porém abaixo do esperado

O Barclays informou ter gasto 307 milhões de libras com a reestruturação nos primeiros nove meses do ano e prevê desembolsar mais 300 milhões de libras até dezembro. Os valores incluem indenizações, custos de reorganização e investimentos em tecnologia.

O anúncio dos cortes foi feito junto com os resultados do terceiro trimestre. O lucro antes de impostos chegou a 2,3 bilhões de libras, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado, mas abaixo da expectativa média de analistas, de 2,42 bilhões de libras. A receita total atingiu 7,4 bilhões de libras, avanço de 3%, também aquém das projeções do mercado.

O banco de investimentos teve desempenho desigual. A receita com operações de renda fixa, moedas e commodities recuou 19%, para cerca de 1 bilhão de libras, movimento que pressiona a rentabilidade de uma das divisões mais sensíveis a mudanças de cenário econômico e de juros.

Impacto sobre o trabalho e sinal para o setor financeiro

O plano do Barclays ocorre em meio a um debate mais amplo sobre o efeito da automação e da inteligência artificial no emprego, especialmente em setores intensivos em serviços, como o sistema financeiro. Bancos em todo o mundo vêm explorando formas de digitalizar operações, reduzir estruturas físicas e automatizar processos internos para cortar despesas.

No caso do Barclays, a reestruturação tende a reduzir o peso de áreas internas de tecnologia própria e suporte administrativo, ao mesmo tempo em que aumenta a dependência de sistemas automatizados e ferramentas de IA para manter o funcionamento do banco. As equipes ligadas ao atendimento direto ao cliente e a operações essenciais podem ver mudanças na dinâmica de trabalho, com maior interação com plataformas digitais e menos apoio humano em tarefas de bastidor.

O movimento é acompanhado de perto por funcionários e investidores e pode influenciar decisões de outras instituições financeiras, que enfrentam o mesmo dilema: como adotar novas tecnologias para ganhar eficiência sem aprofundar o impacto social da eliminação de milhares de postos de trabalho.

Fonte: matéria original