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Inteligência Artificial

BRACIS 2026 em Cuiabá reúne 800 para debater IA no clima extremo

BRACIS reúne cerca de 800 pesquisadores em Cuiabá até quinta para debater como a inteligência artificial pode prever eventos climáticos extremos e avançar em saúde, Justiça e meio ambiente.

BRACIS 2026 em Cuiabá reúne 800 para debater IA no clima extremo

Inteligência Artificial

Evento em Cuiabá destaca o uso da IA para antecipar eventos climáticos e promover avanços em saúde, Justiça e meio ambiente.

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A 36ª edição da BRACIS, conferência brasileira de sistemas inteligentes, começa nesta segunda-feira no Centro de Eventos do UniSENAI, em Cuiabá (MT), discutindo como a inteligência artificial pode prever eventos climáticos extremos e impulsionar soluções em áreas como saúde, Justiça e meio ambiente, com a apresentação de cerca de 700 trabalhos científicos.

O que é o evento internacional na UFMT sobre inteligência artificial e clima?

O evento é a 36ª edição da Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS), promovida pela Sociedade Brasileira de Computação e organizada pela UFMT, que reúne até quinta-feira cerca de 800 pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes países para debater aplicações práticas da inteligência artificial, com foco especial na previsão de eventos climáticos extremos.

Realizada no Centro de Eventos do UniSENAI, a conferência se firma como um dos principais encontros científicos do país nas áreas de inteligência artificial e inteligência computacional. Além do clima, a programação discute o uso de IA em diagnósticos de saúde, apoio a decisões na Justiça, monitoramento ambiental e desenvolvimento de sistemas tecnológicos mais econômicos e sustentáveis.

Ao longo de quatro dias, serão apresentados aproximadamente 700 trabalhos científicos, que vão de modelos avançados de previsão até protótipos de sistemas que podem ser incorporados por órgãos públicos, empresas e organizações da sociedade civil.

Entenda o contexto

A aposta da BRACIS é aproximar os avanços em IA das necessidades concretas da sociedade. No caso do clima, isso significa criar ferramentas capazes de antecipar tempestades, secas prolongadas e enchentes com mais precisão, permitindo que defesa civil, agricultores e gestores de cidades planejem melhor suas ações.

Outra frente em destaque é a sustentabilidade tecnológica: pesquisadores discutem como criar modelos de IA que consumam menos energia e possam ser usados também em regiões com infraestrutura limitada, reduzindo custos e ampliando o acesso à tecnologia.

Como a inteligência artificial pode ajudar a prever eventos climáticos extremos?

A inteligência artificial pode ajudar ao analisar grandes volumes de dados meteorológicos e ambientais em tempo real e identificar padrões que indicam eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, ondas de calor, secas e enchentes.

Na prática, os pesquisadores trabalham com algoritmos capazes de cruzar informações de satélites, estações meteorológicas, sensores em rios e até registros históricos de desastres para gerar alertas antecipados com maior nível de detalhe, como o horário provável de ocorrência, a intensidade do fenômeno e as áreas mais vulneráveis.

Esses modelos de IA tendem a complementar e melhorar os sistemas tradicionais de previsão do tempo, oferecendo análises mais rápidas e ajustadas à realidade local. A expectativa é que, com essas ferramentas, órgãos ambientais, defesas civis e prefeituras consigam reagir com mais antecedência, emitindo avisos à população, organizando abrigos e protegendo infraestrutura crítica, como redes de energia e água.

Interação humano-máquina e novos desafios da IA

A abertura da BRACIS conta com palestra do pesquisador Marcelo Coelho, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que discute “como a inteligência artificial pode criar novas formas de interação entre pessoas, máquinas e objetos”, tema que conecta o desenvolvimento técnico da IA ao dia a dia das pessoas.

Outro eixo central da programação é a linguagem. Pesquisadores debatem os desafios para desenvolver sistemas de IA capazes de compreender diferentes idiomas e expressões do cotidiano, um passo importante para que aplicativos, assistentes virtuais e ferramentas de análise de dados atendam melhor às demandas reais de usuários, empresas e órgãos públicos.

Quais especialistas participam do evento na UFMT sobre IA e clima?

Entre os palestrantes desta edição da BRACIS estão nomes de instituições de referência no Brasil e no exterior, o que reforça o caráter internacional do encontro.

Além de Marcelo Coelho, do MIT, participam Aline Villavicencio, pesquisadora da University of Exeter e da University of Sheffield, no Reino Unido; Marcos V. Treviso, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, em Portugal; Washington Luiz Miranda da Cunha, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e Ana Helena Reali Costa, da Universidade de São Paulo (USP).

Os convidados discutem desde fundamentos teóricos da IA até aplicações em larga escala, passando por temas como ética, impactos sociais, confiabilidade dos modelos e estratégias para levar a tecnologia a contextos com poucos recursos.

Impactos esperados e próximos passos

A realização da BRACIS em Cuiabá é vista por pesquisadores e instituições como uma oportunidade para consolidar parcerias entre universidades, setor privado e governo em torno de projetos voltados à prevenção de desastres naturais e à gestão ambiental.

Os organizadores esperam que os debates e resultados apresentados no evento se transformem em redes de cooperação e protótipos aplicáveis no Brasil e em outros países, com potencial para influenciar políticas públicas em áreas como agricultura, saneamento, planejamento urbano e defesa civil.

A longo prazo, a aposta é que as soluções em discussão contribuam para mitigar efeitos das mudanças climáticas, melhorar a qualidade de vida em comunidades vulneráveis e fortalecer um ecossistema de inovação em inteligência artificial alinhado às demandas sociais.

Fonte: matéria original