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Esporte

Casagrande vê Palmeiras ‘letal’ e elogia aula tática na Libertadores

Palmeiras vence o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, pela semifinal da Libertadores, e recebe elogios de Walter Casagrande por estratégia defensiva e contra-ataques letais.

Casagrande vê Palmeiras ‘letal’ e elogia aula tática na Libertadores

Libertadores

Walter Casagrande destaca a estratégia defensiva e os contra-ataques decisivos do Palmeiras na semifinal contra o Fluminense.

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O Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, pela ida da semifinal da Libertadores, e saiu do Rio com mais do que a vantagem no placar: para o comentarista Walter Casagrande, o time de Abel Ferreira deu uma “aula” de estratégia ao neutralizar o rival mesmo com a forte pressão das arquibancadas e a posse de bola carioca beirando os 70%.

O Palmeiras deu aula de como jogar Libertadores fora de casa, segundo Casagrande?

Sim. Para Walter Casagrande, o Palmeiras mostrou no Maracanã um manual de como atuar fora de casa em mata-mata de Libertadores, ao controlar os espaços, se defender com solidez e ser letal nos contra-ataques.

Na análise do ex-jogador, o plano de Abel Ferreira desmonta o estilo do Fluminense desde o início. A equipe paulista aceita ficar sem a bola, recua linhas, fecha o meio e direciona o rival para os lados do campo. Com isso, o principal articulador tricolor, o meia Ganso, é empurrado para zonas em que rende menos e passa a participar pouco da criação.

Casagrande destaca que o Palmeiras não se incomoda com o domínio estatístico do adversário. “O Palmeiras é letal. Você olha o jogo ontem, o Fluminense só teve volume de jogo. O Abel arrumou uma estratégia, um modo de jogar que ele acabou com o estilo que o Fluminense gosta. Tirou o Ganso da zona de conforto dele, empurrou para os cantos. Foi uma estratégia. O Abel atraiu o Fluminense, fechou os espaços, não deixou criar nada”, afirmou.

Para ele, houve uma confusão comum na leitura do jogo: posse de bola não significou controle. “As pessoas confundem domínio com volume de jogo, confundem 70% de posse de bola como controle de jogo. Ontem foi 70% de posse de bola do Fluminense inúteis”, avaliou o comentarista.

Quais foram os destaques do Palmeiras na partida fora de casa na Libertadores?

Os 2 a 1 construídos pelo Palmeiras no Maracanã passam pela organização defensiva coletiva, pela atuação segura de Weverton do Palmeiras no gol e pela precisão do time nas transições rápidas, exatamente como Abel Ferreira costuma cobrar em jogos grandes.

Na defesa, o time alviverde protege a própria área com duas linhas compactas, encurta o espaço entre meio-campo e zaga e bloqueia os passes verticais do Fluminense. O goleiro Weverton praticamente não é exigido em finalizações claras, reflexo direto da forma como o Palmeiras decide onde o adversário pode jogar.

No meio, a missão é travar Ganso e cortar o último passe. Com o principal armador limitado, o Fluminense gira a bola de um lado para o outro sem encontrar infiltrações. A partir daí, cada recuperação vira oportunidade de acelerar.

É nesse ponto que, na visão de Casagrande, o Palmeiras atinge o nível de “aula”. “O Palmeiras deu uma aula de contra-ataque. Ele deu três contra-ataques de manual. Se você for professor de futebol e a sua aula de hoje seria contra-ataque, pega os três de ontem e pronto. Foi tudo muito rápido. O Fluminense não teve tempo de se reorganizar defensivamente”, descreveu.

Com poucos toques, o time de Abel sai da própria intermediária e chega à área tricolor, aproveitando a defesa desorganizada pela necessidade de atacar em casa. A eficiência nas conclusões garante a vantagem mínima no placar, mas significativa no contexto de uma semifinal.

Entenda o contexto

A vitória por 2 a 1 fora de casa deixa o Palmeiras em posição confortável para a volta no Allianz Parque, em São Paulo. O Fluminense é obrigado a buscar um resultado agressivo como visitante para reverter o confronto, o que tende a abrir mais espaço para o modelo de jogo alviverde baseado em marcação forte, controle do espaço e contra-ataques.

Além de pesar no duelo desta semifinal de Libertadores, a atuação no Maracanã alimenta o debate sobre como times brasileiros devem se comportar em jogos decisivos longe de casa, em torneios sul-americanos e no próprio Mundial de Seleções: menos obsessão pela posse, mais foco em estratégia, compactação e eficiência nos momentos-chave.

Fonte: uol.com.br