Chrome usa IA e Gmail para preencher formulários: aprenda hoje
Google atualiza o Chrome nos EUA para usar inteligência artificial e dados do Gmail no preenchimento automático de formulários. Recurso é opcional e tem dados sensíveis criptografados.

Tecnologia
Descubra como o Chrome integra IA e Gmail para facilitar o preenchimento de formulários com segurança e praticidade.
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O Google começou a liberar nesta semana, nos Estados Unidos, uma atualização do Chrome que usa inteligência artificial para sugerir dados em formulários online a partir de informações encontradas no Gmail do usuário, como confirmações de voo, endereços e números de cartão de crédito criptografados.
O preenchimento automático do Chrome pode acessar meu Gmail para preencher formulários?
Sim. Com a nova atualização, o Chrome passa a consultar o Gmail do usuário para sugerir dados em formulários, mas esse acesso é controlado e pode ser desativado nas configurações do navegador. A ideia é que, ao detectar um campo de formulário que pede, por exemplo, número de confirmação de voo, código de rastreio, telefone ou endereço de entrega, o navegador use IA para localizar essas informações nas mensagens e ofereça o preenchimento com um toque.
O recurso faz parte da estratégia de “inteligência pessoal” do Google, que conecta dados de serviços como Gmail a sistemas de IA, como o assistente Gemini, para dar respostas mais úteis e executar tarefas práticas. No caso do Chrome, o foco agora é diminuir o tempo gasto copiando e colando códigos, números de pedido, dados de viagem e informações de pagamento.
A novidade vale para quem usa o Chrome em computadores e também nos apps para iOS e Android integrados ao Gemini, mas por enquanto apenas para contas nos Estados Unidos.
Quais dados do Gmail o Chrome usa para preencher formulários automaticamente?
O Chrome é capaz de sugerir, com base no conteúdo do Gmail, números de confirmação de voo, IDs de programas de fidelidade, códigos de rastreamento de encomendas, números de pedido, endereços, telefones e números de cartão de crédito. A seleção é feita por IA, que identifica quais informações fazem sentido para cada campo do formulário.
Na prática, isso significa que, ao finalizar uma compra, reservar um hotel ou confirmar um check-in, o usuário pode ver o navegador oferecendo automaticamente os dados que estariam enterrados em e-mails antigos, sem precisar abrir a caixa de entrada nem procurar manualmente cada mensagem.
Como o Chrome garante a privacidade ao usar o Gmail para autofill?
O Google afirma que dados sensíveis usados nesse preenchimento avançado são protegidos por criptografia. Segundo a empresa, “sensíveis dados são criptografados”, o que significa que informações como números de cartão de crédito e outros detalhes delicados são embaralhados de forma a impedir o acesso por terceiros não autorizados.
Além disso, o recurso é opcional: o usuário pode escolher ativar ou não o autofill aprimorado nas configurações do Chrome. Quem preferir manter o navegador sem esse tipo de integração com o Gmail pode simplesmente deixar a função desligada. O controle local é um dos pontos usados pelo Google para tentar reduzir a preocupação com privacidade e uso de dados pessoais.
Como ativar o novo recurso de preenchimento automático com IA no Chrome?
O novo autofill aparece como uma opção nas configurações do Chrome para usuários nos Estados Unidos, tanto no desktop quanto nos aplicativos para iOS e Android. A partir desse menu, é possível ativar a inteligência artificial para sugestões em formulários e ajustar que tipo de dado pessoal poderá ser usado.
Uma vez ligado, o recurso passa a funcionar em formulários compatíveis, oferecendo automaticamente as sugestões mais relevantes com base nos e-mails recentes. Caso o usuário não queira usar uma sugestão, basta ignorá-la e preencher o campo manualmente, como já acontecia com o preenchimento automático tradicional.
Posso desativar o acesso do Chrome ao Gmail para preenchimento automático?
Sim. O acesso ao Gmail para esse tipo de preenchimento é opcional e pode ser desligado a qualquer momento nas configurações do Chrome. Ao desativar o recurso, o navegador deixa de usar o conteúdo dos e-mails para sugerir dados em formulários e volta a depender apenas das informações salvas localmente, como endereços e cartões já cadastrados pelo usuário.
Entenda o contexto
A atualização do Chrome se apoia na mesma lógica de recursos que já fazem sucesso em outros sistemas, como a detecção automática de códigos de verificação enviados por SMS em celulares, que aparecem prontos para uso na tela. No caso do navegador do Google, a aposta é que a conveniência ao lidar com formulários de compras, viagens, bancos e inscrições online aumente a fidelidade ao ecossistema da empresa.
Ao mesmo tempo, a novidade reacende o debate sobre até onde vai o uso de dados pessoais em troca de praticidade. Com a criptografia dos dados sensíveis e a possibilidade de controle pelo usuário, o Google tenta mostrar que é possível avançar na personalização sem abrir mão de camadas de proteção. A tendência é que, a partir da experiência nos EUA, a empresa ajuste o recurso, responda a críticas de especialistas em privacidade e, em seguida, considere levar a função a outros mercados.


