Chuva forte derruba teto de supermercado em Barueri
Temporal com rajadas acima de 70 km/h derrubou parte do teto do Supermercado Lopes em Barueri, deixou 67 mil sem luz, derrubou 23 árvores e pôs São Paulo em estado de atenção para alagamentos.

Tempo
Temporal intenso causa danos estruturais e interrupção de energia em Barueri, afetando milhares de moradores.
Leia também: Pix tem falha parcial e atinge bancos e fintechs no país
A forte chuva com rajadas de vento superiores a 70 km/h que atinge a Grande São Paulo na tarde de sábado derrubou parte do teto do Supermercado Lopes em Barueri, deixou uma pessoa ferida, provocou queda de árvores em várias cidades e colocou a capital em estado de atenção para alagamentos.
O que causou o desabamento do telhado do supermercado na Grande São Paulo?
O desabamento parcial no Supermercado Lopes em Barueri foi causado pelo desprendimento do forro de isopor do teto durante a chuva intensa e as rajadas de vento acima de 70 km/h. As áreas de instabilidade, formadas pelo ar quente e úmido e reforçadas pela aproximação de uma frente fria, criaram o cenário para o temporal que atingiu a região.
O caso ocorreu na unidade localizada na Avenida Calil Mohamad Rahal, em pleno horário de funcionamento. Parte da estrutura interna cedeu enquanto clientes e funcionários estavam no local. Uma pessoa ficou ferida e foi socorrida por terceiros antes da chegada das equipes de emergência. A Defesa Civil foi acionada para avaliar os riscos no imóvel.
Em comunicado, a rede afirmou que o problema está diretamente ligado às condições extremas do tempo. “O Lopes Supermercados informa que, em decorrência das fortes chuvas e eventos registrados na região de Barueri, parte do forro de isopor do teto de nossa unidade se desprendeu durante o horário de funcionamento”, diz a nota.
Como ficou a situação do supermercado em Barueri após a chuva?
O Supermercado Lopes em Barueri permanece temporariamente fechado após o desabamento parcial do teto, enquanto passa por reparos e por uma avaliação completa das condições de segurança. Ninguém além da pessoa já ferida foi atingido, segundo as primeiras informações, e o local foi esvaziado logo após o incidente.
No comunicado oficial, a rede informou que interrompeu as atividades por precaução. “Como medida preventiva, a loja foi temporariamente fechada para a realização dos reparos necessários e a verificação das condições de segurança, garantindo a integridade de nossos clientes e colaboradores. Nossa equipe já está trabalhando para normalizar a situação, com previsão de reabertura em breve, assim que todos os serviços forem concluídos e as condições de segurança estiverem asseguradas”, afirma a nota.
Equipe técnica e Defesa Civil inspecionam a estrutura para liberar, ou não, o retorno do público. A loja só deve reabrir depois de laudos que confirmem que não há risco de novos desplacamentos do forro ou danos ao telhado.
Quedas de árvores e atendimento dos Bombeiros
Além do desabamento em Barueri, o temporal provocou uma série de ocorrências ligadas a ventos fortes. Entre o meio-dia e 16h, o Corpo de Bombeiros recebeu 23 chamados por quedas de árvores em diferentes pontos da Grande São Paulo.
As árvores derrubadas causaram bloqueios pontuais no trânsito e riscos para pedestres e motoristas. Em alguns casos, galhos atingiram fiações e veículos estacionados. Não há, até o momento, registro de mortos em decorrência dessas quedas.
A orientação dos Bombeiros e da Defesa Civil é para que a população evite se abrigar sob árvores durante rajadas de vento e chuvas fortes, por causa do risco de queda de galhos e descargas elétricas.
Energia cortada para 67 mil clientes
O temporal também afetou o fornecimento de energia na região metropolitana. A Enel Distribuição São Paulo informou que cerca de 67 mil clientes ficaram sem luz após a passagem da chuva, o que representa 0,7% do total de 8 milhões de consumidores atendidos pela concessionária.
Em nota, a empresa informou que já estava em operação especial antes mesmo da chegada do temporal. A distribuidora diz que, “diante da previsão de eventos climáticos severos, mantém seu plano de contingência ativado, com reforço preventivo das equipes de campo e de sua estrutura operacional”. Técnicos trabalham para recompor a rede elétrica nas áreas mais afetadas, priorizando locais com serviços essenciais e maior concentração de clientes.
Cidade de São Paulo em estado de atenção
Na capital, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), da Prefeitura de São Paulo, colocou toda a cidade em estado de atenção para alagamentos na tarde de sábado. O alerta foi emitido às 13h24 e inclui todas as regiões: Norte, Sul, Leste, Oeste, Sudeste, além do Centro e das marginais Tietê e Pinheiros.
Segundo o CGE, as áreas de instabilidade associadas ao ar quente e úmido, reforçadas pela frente fria, provocam chuva isolada de moderada a forte intensidade e de curta duração entre a zona sul da capital e o Grande ABCD. Há potencial para formação rápida de alagamentos, transbordamento de pequenos rios e córregos e rajadas de vento que podem superar os 60 km/h.
Entenda o contexto
A combinação de calor, alta umidade e aproximação de uma frente fria criou as condições para temporais típicos desta época na Grande São Paulo, com forte impacto na infraestrutura urbana. A chuva deste sábado trouxe prejuízos diretos ao comércio, como no caso do Supermercado Lopes, que teve de interromper o atendimento, e à rede de energia, com milhares de clientes no escuro.
Para o domingo, a previsão é de chuva de fraca a moderada intensidade na madrugada, com gradual diminuição ao longo do dia, mas ainda com possibilidade de garoa e instabilidade. A entrada de uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas: a máxima prevista é de 20°C, registrada no início da madrugada, e a mínima de 14°C à noite.
Na segunda-feira, o cenário segue úmido e frio. A expectativa é de chuva leve e garoa na madrugada e na manhã, com céu encoberto à tarde e à noite. Os termômetros devem variar entre 13°C e 17°C, com umidade relativa do ar acima de 80%, o que mantém o risco de novas áreas de instabilidade e a necessidade de atenção redobrada em pontos sujeitos a alagamentos e deslizamentos.


