Mercados
S&P 5007.377▲ 0,31%Nasdaq24.579▲ 1,09%Dow Jones51.286▼ 0,46%Ibovespa168.498▲ 1,39%FTSE 10010.674▼ 1,01%DAX25.820▼ 1,92%Nikkei57.435▼ 5,96%DólarR$ 5,50▼ 0,14%EuroR$ 6,13▼ 0,67%BitcoinR$ 415.318▼ 0,37%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.377▲ 0,31%Nasdaq24.579▲ 1,09%Dow Jones51.286▼ 0,46%Ibovespa168.498▲ 1,39%FTSE 10010.674▼ 1,01%DAX25.820▼ 1,92%Nikkei57.435▼ 5,96%DólarR$ 5,50▼ 0,14%EuroR$ 6,13▼ 0,67%BitcoinR$ 415.318▼ 0,37%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Inteligência Artificial

Cúpula Mundial de Mídia lança pacto global sobre uso de IA

Reunida em Pequim, 7ª Cúpula Mundial de Mídia adota o Consenso de Pequim e lança iniciativa para criar padrões globais de uso da inteligência artificial na imprensa pelos próximos dois anos.

Cúpula Mundial de Mídia lança pacto global sobre uso de IA

Inteligência Artificial

Evento em Pequim estabelece diretrizes para o uso responsável de IA na mídia internacional.

Leia também: UEPB promove Encontro sobre IA e ética na pesquisa de 1 a 4/12

A 7ª Cúpula Mundial de Mídia começou neste sábado (7) em Pequim com a adoção do Consenso de Pequim e o lançamento de uma iniciativa global para criar padrões de uso da inteligência artificial na imprensa, em um encontro que reúne quase 500 representantes de 112 países e regiões.

Cúpula discute ética e padrões para IA na mídia

Coorganizada pela Agência de Notícias Xinhua e pelo governo municipal de Pequim, a cúpula tem como tema “Mídia na Era Inteligente: Do Consenso à Ação” e segue até segunda-feira (9). Participam cerca de 330 veículos de imprensa, além de think tanks, órgãos governamentais, delegações da ONU e outras entidades internacionais.

Na cerimônia de abertura, Li Shulei, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista Chinês e chefe do Departamento de Publicidade do Comitê Central do CPC, destacou a necessidade de reação rápida do setor diante das novas tecnologias. Ele falou em “urgência de adaptação do setor midiático frente às profundas inovações tecnológicas em curso” e defendeu que redações usem ferramentas inteligentes para oferecer informação confiável.

O debate gira em torno de como aplicar a inteligência artificial em redações, agências de notícias e plataformas digitais sem abrir mão da verificação de fatos, da proteção de dados e da ética profissional, em um momento em que conteúdo automatizado, manipulação de imagens e desinformação ganham escala.

Consenso de Pequim define diretrizes globais

Principal resultado político do primeiro dia, o Consenso de Pequim da 7ª Cúpula Mundial de Mídia foi adotado formalmente pelos participantes. O documento traça diretrizes para a transformação e o desenvolvimento sustentável da indústria global de comunicação na era da inteligência artificial.

O texto defende o uso inclusivo e responsável das novas tecnologias, com atenção especial a organizações de mídia em diferentes estágios de desenvolvimento econômico e tecnológico. A ideia é que tanto grandes agências internacionais quanto veículos de menor porte tenham parâmetros comuns para adotar ferramentas inteligentes sem comprometer padrões editoriais.

O consenso também aponta para a necessidade de cooperação internacional entre redações, reguladores e fornecedores de tecnologia, abrindo espaço para que o próprio setor de mídia influencie futuras regulações sobre IA.

Iniciativa cria grupo para padrões de IA e banco de dados global

Complementando o consenso, foi lançada a Iniciativa de Mídia Global para o Desenvolvimento Conjunto de Padrões de Aplicação de Inteligência Artificial, liderada pela Xinhua. O grupo reúne 22 entidades internacionais, entre elas as agências TASS (Rússia), Bernama (Malásia), o grupo sul-africano Independent Media, além do Diário do Povo e do Grupo de Mídia da China.

A iniciativa tem como objetivo estabelecer normas práticas para o uso de IA em diferentes rotinas jornalísticas, preservando a autenticidade das informações, protegendo dados sensíveis e reforçando a ética profissional. A expectativa é que isso ajude a sustentar a confiança do público em conteúdos produzidos com apoio de tecnologias inteligentes.

Os participantes se comprometem a trabalhar em conjunto por aproximadamente dois anos na formulação e validação desses padrões, que deverão ser testados e ajustados pelas próprias empresas de comunicação. O plano inclui ainda a criação de um banco de dados global para registrar e monitorar aplicações de IA no setor, aumentando a transparência sobre como as ferramentas são usadas em processos como apuração, edição, distribuição e personalização de conteúdo.

Entenda o contexto

Ao reunir quase 500 representantes de 112 países e regiões, a cúpula reforça a percepção de que a regulação ética da inteligência artificial na mídia deixou de ser um debate restrito a grandes potências tecnológicas. O encontro envolve diretamente veículos de comunicação, órgãos reguladores, entidades profissionais e empresas de tecnologia ligadas ao setor.

A aposta dos organizadores é que padrões construídos de forma colaborativa pela própria indústria tenham mais chance de serem adotados na prática e sirvam de referência para legislações nacionais. A médio prazo, o movimento pode influenciar desde códigos de conduta jornalísticos até leis de proteção de dados e regras sobre transparência no uso de algoritmos em notícias.

Enquanto avançam as discussões técnicas, os participantes estrangeiros também são apresentados à capital chinesa, com visitas ao Templo Ancestral Imperial e apresentações da tradicional Ópera de Pequim, em uma tentativa de combinar diplomacia cultural e articulação política em torno da governança da inteligência artificial na mídia.