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Política

Eduardo Bolsonaro sugere fuzileiros se Flávio perder eleição

Em podcast nos EUA, Eduardo Bolsonaro sugeriu “enviar os fuzileiros navais” ao Brasil se Flávio perder o segundo turno, defendeu que ele deixe o país e voltou a atacar urnas eletrônicas, STF e Alexandre de Moraes.

Eduardo Bolsonaro sugere fuzileiros se Flávio perder eleição

Política

Eduardo Bolsonaro propõe intervenção militar caso Flávio Bolsonaro seja derrotado no segundo turno das eleições brasileiras.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugeriu o envio de fuzileiros navais ao Brasil caso o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável, perca o segundo turno das eleições, em entrevista ao podcast norte-americano “Louder with Crowder” gravada nos Estados Unidos, a dois dias da votação. Entre risos, ele também defendeu que o irmão deixe o país se não for eleito, voltou a levantar dúvidas sobre as urnas eletrônicas e atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.

O que Eduardo Bolsonaro disse no podcast

Durante o programa apresentado por Steven Crowder, Eduardo foi questionado se o grupo político da família tinha algum plano para ajudar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, em caso de derrota de Flávio na eleição presidencial.

Ao ouvir a pergunta sobre o que fariam se o resultado das urnas fosse desfavorável ao irmão, o ex-parlamentar reagiu em tom de brincadeira: “Envie os fuzileiros navais”, afirmou, arrancando risos dos participantes do podcast.

Em seguida, ele afirmou apoiar que Flávio deixe o Brasil se perder o segundo turno. Eduardo usou como justificativa uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em debate televisivo, em que o petista avisou que, sem a vitória, o senador perderia o mandato, a imunidade parlamentar e passaria a ser investigado.

“Houve um momento no debate em que Lula disse, olhando para o meu irmão: ‘Se você perder a eleição no ano que vem, não será mais senador. Você não terá imunidade e nós vamos investigar tudo sobre você’. Ele disse isso abertamente, no meio do debate”, relatou Eduardo. “Ele estava ameaçando meu irmão. E eu presumo que, se meu irmão não ganhar, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza, com certeza”, completou.

Críticas às urnas e menções a Stálin

Ao longo da conversa, Eduardo Bolsonaro voltou a questionar, sem apresentar provas, a integridade do sistema eletrônico de votação usado no Brasil. Para ele, a ausência de voto impresso compromete a confiança no resultado.

“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”, afirmou o ex-deputado.

Ele recorreu ainda a uma frase atribuída ao ditador soviético Josef Stálin para reforçar a desconfiança: “Não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos, esse é o problema”, disse, acrescentando que, na visão dele, assim como não pode provar que houve fraude, autoridades eleitorais também não poderiam comprovar que não houve.

Ataques ao STF e a Alexandre de Moraes

Eduardo Bolsonaro também direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, concentra poderes excessivos. O ex-parlamentar citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, apontado por bolsonaristas como principal alvo de embates com o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo vive atualmente nos Estados Unidos e foi condenado pelo STF, em junho, pelo crime de coação no curso do processo. A corte entendeu que ele articulou com autoridades e aliados do governo americano a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil para tentar pressionar o tribunal em julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

As novas declarações ocorrem em meio ao clima de tensão na reta final do segundo turno e devem alimentar a disputa política em torno da segurança do sistema eleitoral e dos limites das críticas às instituições do Judiciário brasileiro.