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Brasil

Exército do Lula supera 10 milhões no WhatsApp antes do 2º turno

Canal Exército do Lula, comandado por André Janones, chega a 10 milhões de seguidores no WhatsApp a dois dias do 2º turno e vira central de missões digitais pró-Lula.

Exército do Lula supera 10 milhões no WhatsApp antes do 2º turno

Eleições 2022

Grupo digital pró-Lula atinge marca expressiva no WhatsApp, mobilizando apoiadores para o segundo turno.

Leia também: Transição de 2 anos no Bolsa Família opõe Flávio e aliados de Lula

O canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu 10 milhões de seguidores no WhatsApp nesta sexta-feira, a dois dias do segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), e passou a funcionar como uma espécie de quartel-general de missões digitais pró-reeleição de Lula.

Canal cresce em ritmo acelerado na reta final

A marca de 10 milhões foi registrada no fim da tarde, por volta das 17h45, coroando uma escalada que se intensifica na última semana da campanha. Na terça-feira, o Exército do Lula somava 6 milhões de seguidores às 20h19. Na manhã seguinte, às 9h59, já eram 7.065.098 pessoas, um salto de mais de 1 milhão em pouco mais de 13 horas.

No comando do canal, Janones transformou o crescimento em meta coletiva. Ele estimulou que cada integrante convidasse novos participantes e atualizou, em tempo real, o placar das adesões. Nesta sexta, às 16h13, afirmou que faltavam 300 mil seguidores para bater os 10 milhões; às 17h15, a distância havia caído para 130 mil.

Ao comentar o avanço do canal, o deputado disse estar impressionado com a adesão. “Eu tô simplesmente incrédulo com o que acabou de acontecer”, escreveu aos seguidores. Em outro momento, reforçou o esforço para alcançar a marca histórica: “Não parem por favor! Estamos quase lá!”.

Missões digitais e hashtags coordenadas

Mais do que somar nomes, o Exército do Lula virou ferramenta de coordenação de ações digitais. Pelo canal, Janones distribui tarefas para os apoiadores, que vão do compartilhamento de vídeos e produção de memes à realização de pesquisas no Google e impulsionamento de hashtags na rede X.

Nesta sexta, o deputado orientou a divulgação das hashtags #ExercitoDoLulaVenceuMaisUma e #HojeTemShowDoLula, em resposta a mobilizações de grupos alinhados a Flávio Bolsonaro. As ordens circulam em mensagens curtas, com instruções sobre o que postar, em qual plataforma e em qual horário.

Durante o debate presidencial realizado no domingo passado, Janones já havia usado o canal para convocar buscas no Google com termos negativos associados ao adversário de Lula, como tentativa de influenciar tendências de pesquisa enquanto os dois candidatos se enfrentavam na TV.

Entenda o contexto

O crescimento do Exército do Lula ocorre em um cenário em que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro se estende com força para o ambiente digital. A estratégia do deputado é transformar seguidores em militantes ativos, capazes de reagir rapidamente a movimentos da campanha rival e de amplificar conteúdos favoráveis ao presidente.

Com 10 milhões de seguidores, o canal alcança um universo potencial de mobilização sem precedentes em uma única ferramenta de mensagens no país. O número, porém, mede apenas o alcance das publicações, e não é possível saber quantos integrantes executam de fato as missões propostas.

Para a campanha de Lula, o canal no WhatsApp amplia o poder de fogo na reta final, aumentando a capacidade de pautar conversas, ocupar espaços em redes sociais e pressionar adversários. Do outro lado, a equipe de Flávio Bolsonaro vê crescer o desafio de responder a uma militância altamente organizada e conectada.

O uso intensivo do WhatsApp como central de comando eleitoral tende a reverberar além da eleição deste fim de semana. A estratégia coloca em evidência o peso das plataformas de mensagens na política brasileira e deve alimentar o debate sobre transparência, limites e regras para campanhas digitais nas próximas disputas.

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