Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.723▲ 0,73%Nasdaq27.191▲ 1,19%Dow Jones51.177▲ 0,49%Ibovespa192.115▲ 2,63%FTSE 10010.502▲ 0,38%DAX25.244▲ 0,05%Nikkei69.947▲ 2,40%S&P 5007.723▲ 0,73%Nasdaq27.191▲ 1,19%Dow Jones51.177▲ 0,49%Ibovespa192.115▲ 2,63%FTSE 10010.502▲ 0,38%DAX25.244▲ 0,05%Nikkei69.947▲ 2,40%
Entretenimento

Famosos das redes tentam, mas não se elegem em 2026

Menina da Bota, Manoel Gomes, o Caneta Azul, e Inês Brasil somam 20.164 votos nas eleições de 2026, mas ficam fora do Legislativo e expõem limites da fama digital.

05/10/2026 07:16 8 min de leitura
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Entretenimento

Celebridades digitais recebem milhares de votos, mas não conseguem conquistar cadeiras no Legislativo em 2026.

Menina da Bota, Manoel Gomes, o Caneta Azul, e Inês Brasil disputam as eleições de 2026 para cargos de deputado federal e estadual, mas saem das urnas sem mandato. A apuração final, divulgada em 4 de junho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirma que a popularidade nas redes não se converte em cadeiras no Legislativo.

Três celebridades, 20 mil votos e nenhum mandato

Os três candidatos chegam à disputa embalados por hits virais, bordões e milhões de seguidores. Saem com 20.164 votos somados, um número expressivo para iniciantes, mas insuficiente diante da lógica do sistema proporcional e da força das máquinas partidárias tradicionais.

Em Minas Gerais, Maria José Mendes da Cruz, a Menina da Bota, tenta a primeira eleição, aos 23 anos, pelo União Brasil. Em São Paulo, Manoel Gomes, nacionalmente conhecido como o Caneta Azul, se lança a deputado federal pelo Avante. No Rio de Janeiro, Inês Brasil, ícone da cultura de internet, busca vaga de deputada estadual pelo PSB.

Os resultados oficiais mostram que a pergunta que mobiliza curiosos nas redes — “Caneta Azul foi eleito?” ou “Quantos votos teve a Menina da Bota?” — tem resposta dura para os três. Nenhum deles alcança votação suficiente para furar a barreira partidária e entrar na lista de eleitos.

A votação da Menina da Bota em Minas

Maria José sai das urnas muito longe dos campeões de voto, mas com um capital político em formação. Segundo o Estado de Minas, com 99,24% das urnas apuradas, ela registra 9.610 votos. Dados do TSE, divulgados pelo portal Terra após a totalização, elevam o número para 9.780 votos.

Nascida em Angelândia, no Vale do Jequitinhonha, a jovem influenciadora e cantora se torna fenômeno nacional em 2024, depois de vídeos gravados na zona rural, sempre de botas, viralizarem. O clipe da música “Menina da Bota”, produzido por Gilson G7, impulsiona sua imagem e a ajuda a alcançar mais de 1 milhão de seguidores, sendo cerca de 1,7 milhão apenas no Instagram, segundo a Rádio Itatiaia.

Na campanha, ela evita discurso técnico e fala de modo direto ao público que a acompanha nas redes. “Menina da Bota chamou atenção ao afirmar que buscava a eleição para melhorar a própria condição e a de sua família”, registra o Estado de Minas. A mensagem reforça a percepção da política como instrumento de ascensão social, algo comum em regiões marcadas por desigualdade.

Enquanto isso, o cenário mineiro é dominado por nomes consolidados. Nikolas Ferreira (PL) lidera com folga a eleição para deputado federal no estado, com 2.045.024 votos, o equivalente a 28,79% da votação. A comparação numérica evidencia a distância entre a força de um campeão de votos e a estreia modesta da influenciadora.

Caneta Azul insiste na política, mas volta a ficar fora

Em São Paulo, Manoel Gomes testa mais uma vez se o bordão que o projetou pode abrir espaço no parlamento. Em 2022, o cantor maranhense disputa uma vaga de deputado estadual no Maranhão, alcança 7.543 votos e fica como suplente. Em 2026, migra para o maior colégio eleitoral do país e tenta a Câmara dos Deputados.

Desta vez, “Manoel Gomes candidato” vira novamente assunto nas redes, alimentando buscas como “Caneta Azul candidato foi eleito?” e “Manoel Gomes foi eleito?”. A resposta oficial do TSE é negativa. Pelo Avante, o cantor recebe 7.239 votos em São Paulo, número insuficiente para entrar na lista de eleitos ou mesmo ficar entre os mais votados do estado.

Após o resultado, Manoel se posiciona em tom de balanço e perseverança. “Nem todo mundo teria coragem de sair do lugar confortável e colocar o próprio nome à prova. Eu tive. Agradeço a cada pessoa que acreditou, caminhou comigo e fez parte dessa jornada. Eu me arrisquei. Me expus. Enfrentei críticas. Fui até o fim. Só quem se arrisca merece viver o extraordinário. Obrigado, São Paulo. A história continua”, escreve no Instagram.

A fala indica que o cantor não trata a derrota como ponto final. O recado ao eleitorado é o de quem pretende permanecer na arena política, seja em novas candidaturas, seja como cabo eleitoral de maior visibilidade.

Inês Brasil testa fama no voto e mede alcance real

No Rio de Janeiro, Inês Brasil leva para a urna a mesma persona que a transformou em um dos rostos mais conhecidos da internet brasileira. Aos 56 anos, ela disputa pela primeira vez um cargo público, candidata a deputada estadual pelo PSB.

A trajetória de Inês é construída em vídeos, memes e bordões que circulam há mais de uma década. Em maio de 2026, ela anuncia filiação ao PSB e oficializa a candidatura, em movimento que tenta traduzir notoriedade em engajamento político. O resultado mostra o limite dessa aposta.

De acordo com o TSE, a artista soma 3.145 votos e também fica fora da Assembleia Legislativa. O desempenho a coloca no grupo de “famosos que não se elegeram em 2026”, rótulo que ajuda a atrair audiência, mas não muda o dado central: a popularidade, isolada, ainda não derruba estruturas partidárias consolidadas.

O que os números dizem sobre fama e política

Os 20.164 votos somados por Menina da Bota, Manoel Gomes e Inês Brasil em 2026 expõem uma fronteira clara entre a lógica da rede e a lógica da urna. No ambiente digital, o gesto é simples: curtir, seguir, compartilhar. No papel da cédula eletrônica, o compromisso é outro.

As eleições proporcionais dependem de quociente eleitoral, desempenho da legenda e capilaridade de campanha. Estrutura de partido, base territorial e articulação com lideranças locais seguem decisivas. A votação da Menina da Bota, por exemplo, é alta para uma estreante de 23 anos, mas se dilui diante de bancadas inteiras construídas ao longo de anos de mandato, recursos e alianças.

Especialistas em comunicação política já veem nessa disputa um alerta. Para marqueteiros e partidos, a estratégia de lançar influenciadores apenas com base em engajamento precisa ser revista. Não basta um hit viral ou milhões de seguidores quando o desafio é ocupar espaço em colégios eleitorais complexos como Minas, São Paulo e Rio.

Ao mesmo tempo, a presença desses nomes expressa um desejo difuso de renovação e maior representatividade. Menina da Bota leva às urnas o rosto da juventude do interior pobre. Manoel, a história de um artista popular que ganhou o país de forma improvisada. Inês, a figura de uma mulher periférica que virou símbolo de resistência bem-humorada nas redes.

Quem ganha, quem perde e o que vem pela frente

Na prática, a política tradicional é quem mais ganha nesse cenário. Bancadas já instaladas reforçam seu domínio. Candidatos com recursos, tempo de televisão, base em igrejas, sindicatos e prefeituras seguem em vantagem no jogo das cadeiras.

Os influenciadores que tentam a travessia, por outro lado, aprendem que simpatia não basta. O eleitorado admite curiosidade, consome memes, mas, diante da urna, tende a priorizar experiência, propostas claras e a sensação de eficácia do voto. A pergunta “Manoel Gomes foi eleito?” ajuda a medir o interesse ao redor da candidatura, mas não muda o desfecho do pleito.

Para 2028 e 2030, é provável que o roteiro mude de tom. Quem insistir na política deve buscar mais estrutura: alianças partidárias robustas, presença física em regiões estratégicas, formação de equipe e discurso afinado com pautas locais. Partidos, por sua vez, tendem a ser mais cautelosos ao apostar em nomes que chegam apenas com números de seguidores.

O episódio, porém, não fecha a porta para a geração da internet. A experiência de Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil mostra que existe espaço para novas vozes, desde que a fama digital seja ponto de partida, não ponto de chegada. O laboratório de 2026 indica que a política brasileira já sente o impacto das redes, mas ainda cobra, nas urnas, algo que os algoritmos não entregam sozinhos: organização, projeto e enraizamento.

Caneta Azul foi eleito?

Não. Manoel Gomes, o Caneta Azul, candidato a deputado federal por São Paulo pelo Avante em 2026, recebeu 7.239 votos e não se elegeu.

Manoel Gomes foi eleito?

Também não. Ele já havia concorrido em 2022 a deputado estadual no Maranhão, com 7.543 votos, ficando como suplente, e volta a ficar fora em 2026.

Quantos votos teve a Menina da Bota?

Maria José Mendes da Cruz, a Menina da Bota, recebeu 9.780 votos para deputada federal em Minas Gerais, segundo dados oficiais do TSE divulgados após a totalização.

Qual foi a votação total dos três famosos em 2026?

Somadas, as candidaturas de Menina da Bota, Manoel Gomes e Inês Brasil alcançaram 20.164 votos nas eleições de 2026, de acordo com o TSE.


Entretenimento
Publicidadeinarticle
Leia também