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Entretenimento

Hong Kong FC: Flávio Bolsonaro vence por 51,15% no 2º turno hoje

Brasileiros no exterior já concluíram a votação em parte da Ásia. Lula teve 73,7% na China continental, enquanto Flávio Bolsonaro venceu em Hong Kong com 51,15% dos votos.

Hong Kong FC: Flávio Bolsonaro vence por 51,15% no 2º turno hoje

Eleições

Flávio Bolsonaro conquista vitória apertada em Hong Kong no segundo turno das eleições brasileiras no exterior.

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Lula obteve ampla vantagem entre os brasileiros na China continental, enquanto Flávio Bolsonaro venceu por margem estreita em Hong Kong no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras deste domingo (25), em votação organizada pela Justiça Eleitoral na Zona Eleitoral do Exterior.

Qual foi o resultado do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras em Hong Kong?

Flávio Bolsonaro recebeu 51,15% dos votos (133 votos) em Hong Kong e venceu Lula, que teve 48,85% (127 votos), segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral.

A votação na região administrativa chinesa foi encerrada na manhã deste domingo, respeitando o fuso horário local. Com o fim da apuração, Hong Kong se tornou uma das primeiras localidades no exterior a concluir o pleito para presidente neste segundo turno.

Os números mostram um eleitorado dividido entre os brasileiros que vivem em Hong Kong, com diferença de apenas seis votos entre os dois candidatos. A disputa apertada tende a alimentar debates internos na comunidade sobre representatividade política e prioridades locais, em uma região marcada pela forte presença de profissionais ligados a comércio, serviços e setores empresariais.

Como foi o comparecimento dos eleitores brasileiros na China continental durante o segundo turno?

Na China continental, Lula liderou com 73,7% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 26,3%, de acordo com os boletins de urna emitidos ao fim da votação.

O encerramento da votação ocorreu às 17h no horário local, o equivalente às 6h em Brasília. A apuração confirmou uma preferência consolidada pelo candidato do PT entre os brasileiros registrados na região, em contraste com o cenário mais equilibrado observado em Hong Kong.

Embora os dados de comparecimento total ainda sejam consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o desempenho de Lula na China continental é lido por interlocutores como sinal de apoio consistente ao seu projeto político em uma comunidade brasileira numericamente menor que a de grandes centros na Europa e na América do Norte, mas marcada por perfis profissionais variados, de estudantes a trabalhadores de empresas multinacionais.

Entenda o contexto

A votação dos brasileiros que vivem fora do país é organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável pela Zona Eleitoral do Exterior, em parceria com o TSE e o Ministério das Relações Exteriores. Cabe às representações diplomáticas brasileiras viabilizar a estrutura de seções eleitorais em consulados e em locais definidos previamente.

Devido aos diferentes fusos horários, locais como China continental e Hong Kong encerram a votação horas antes do Brasil. Os resultados apurados nessas regiões, contudo, só entram oficialmente no quadro nacional quando o TSE libera a totalização, após as 17h no horário de Brasília, quando se encerra a votação em território brasileiro.

A diferença de comportamento do eleitorado entre China continental e Hong Kong expõe a diversidade de perfis e interesses entre os brasileiros no exterior. Enquanto na China continental Lula registra vitória expressiva — “o presidente brasileiro obteve 73,7% dos votos válidos”, apontam os boletins de urna —, Hong Kong mostra um quadro mais fragmentado, em que “Flávio Bolsonaro recebeu 51,15% dos votos (133)” em cenário de disputa voto a voto.

Partidos e campanhas devem usar esses resultados para calibrar estratégias voltadas ao eleitorado fora do país, com maior segmentação por região e perfil socioeconômico. Já o Itamaraty e a Justiça Eleitoral tendem a reavaliar logística, comunicação e número de seções a cada eleição, na tentativa de ampliar a participação, especialmente em polos com forte concentração de brasileiros interessados em manter vínculo político com o Brasil, seja a partir da China continental, de Hong Kong ou de outras cidades asiáticas como destinos de trabalho, estudo ou trânsito entre Hong Kong e o Brasil.