IA revoluciona agentes de viagens e libera 50% do tempo deles
Automação com inteligência artificial começa a redesenhar o turismo: corta até 70% do tempo de resposta, amplia a produtividade e mantém central o atendimento humano, avalia Rodrigo Cioffi, da Blis AI.

Inteligência Artificial
Automação transforma o turismo, aumentando a produtividade e otimizando o atendimento ao cliente em agências de viagem.
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A inteligência artificial entra de vez no turismo brasileiro como aliada dos agentes de viagens, reduzindo tarefas burocráticas e liberando tempo para um atendimento mais humano e personalizado, avalia Rodrigo Cioffi, COO da Blis AI, em reflexão sobre o futuro do setor nesta semana.
Automação corta burocracia e acelera resposta
Segundo Cioffi, a adoção de inteligência artificial generativa e motores conversacionais já começa a mudar a rotina de agências e operadoras. As ferramentas assumem a triagem inicial de pedidos, ajudam na montagem de rascunhos de itinerários e respondem rapidamente a dúvidas recorrentes, em qualquer horário.
“A automação no Turismo não veio para substituir o agente de viagens, mas para libertá-lo da burocracia repetitiva e alavancar drasticamente a sua capacidade de escala”, afirma o executivo.
Levantamento citado por ele aponta que a automação reduz em até 70% o tempo médio de resposta no atendimento, “permitindo que uma estrutura enxuta escale sua produtividade sem a necessidade de expansão proporcional da equipe”, segundo dados da Exame. Na prática, equipes menores conseguem dar conta de um volume maior de demandas, sem abrir mão da curadoria fina.
Consumidor quer velocidade, mas não abre mão do humano
Os números mostram que o interesse pela tecnologia cresce entre os viajantes, mas sem substituir o contato humano. Dados recentes indicam que 66% dos brasileiros pretendem usar ferramentas de inteligência artificial para organizar e planejar suas viagens.
Ao mesmo tempo, 87% dos clientes exigem acesso direto a um atendente humano ao interagir com empresas que usam IA no atendimento. Para Cioffi, isso evidencia que a busca por rapidez e conveniência não elimina a necessidade de empatia, confiança e suporte em caso de imprevistos.
Levantamento da Gartner reforça esse movimento ao apontar que “a maioria dos consumidores que utilizam IA generativa espera que essas ferramentas realizem tarefas e ações práticas por eles, e não apenas forneçam respostas passivas, o que transforma a tecnologia em um verdadeiro copiloto de execução operacional”.
Entenda o contexto
O turismo é um negócio de relacionamento, baseado em confiança, empatia e curadoria. Quando uma pessoa ou empresa procura uma agência, geralmente busca mais do que passagens e hotel: quer segurança, orientação sob medida e garantia de ajuda se algo der errado.
O gargalo histórico, avalia o executivo da Blis AI, está no tempo que o profissional precisa gastar com rotinas de baixo valor agregado, como checar regras tarifárias, emitir comprovantes simples e responder sempre às mesmas dúvidas operacionais. A IA entra justamente nesse ponto, como um “motor operacional silencioso”, trabalhando 24 horas por dia para dar velocidade e precisão ao que pode ser automatizado.
Setor caminha para modelo híbrido
Na visão de Cioffi, o futuro do turismo passa por um modelo híbrido, em que tecnologia e atendimento humano se complementam. A IA assume o trabalho repetitivo, enquanto o agente se consolida como estrategista da experiência do cliente, responsável pela escuta qualificada, pela curadoria e pela construção de confiança ao longo da jornada.
Ele avalia que empresas que resistirem à adoção dessas ferramentas podem perder competitividade em um cenário de margens pressionadas e clientes acostumados à rapidez digital. Por outro lado, operações que conseguirem equilibrar automação e presença humana tendem a ganhar espaço, oferecendo respostas quase imediatas sem perder a personalização.
“O futuro do mercado de viagens pertence às operações que souberem equilibrar essa equação com maturidade”, resume Cioffi. Para ele, sairá na frente o profissional que usar a automação “como alavanca para vender mais, atender melhor e construir conexões humanas verdadeiramente duradouras”.
