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Inteligência Artificial

Kimi K3 Pro: saiba como usar a API 33% mais barata da Moonshot

Moonshot AI lança o Kimi K3.1 Pro, modelo focado em programação, criação 3D e pesquisa financeira, com API cerca de 33% mais barata e pesos prometidos até 4 de novembro de 2026.

Kimi K3 Pro: saiba como usar a API 33% mais barata da Moonshot

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Conheça o novo Kimi K3.1 Pro da Moonshot, com API mais acessível e recursos avançados para programação e criação 3D.

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A Moonshot AI lançou nesta semana o Kimi K3.1 Pro, nova geração do seu modelo de inteligência artificial voltada para programação, criação 3D e pesquisa financeira, com acesso imediato via serviços hospedados da empresa e uma redução de cerca de 33% nas tarifas da API em relação ao K3.

Quais são os custos do Kimi K3.1 Pro?

O Kimi K3.1 Pro custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída na API, com cobrança separada do uso do modelo padrão e da variante Highspeed.

Na comparação direta, o K3 cobrava US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída. A queda é de aproximadamente um terço em cada uma das pontas, o que reduz a conta de quem processa grandes volumes de dados.

Para quem precisa de mais desempenho, a Moonshot oferece o Kimi K3.1 Pro Highspeed. Nessa modalidade, o custo sobe para US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída. A empresa afirma que essa versão entrega “velocidade de duas a três vezes a do modelo padrão”, descrição que parte da própria fabricante.

A Moonshot destaca ainda que “a API é cobrada por consumo, separadamente das assinaturas do Kimi e do Kimi Code”, e que os valores divulgados não incluem impostos. Entrada é o conteúdo enviado ao modelo; saída é o texto ou código que ele devolve.

Como usar a programação e API do Kimi K3.1 Pro?

O Kimi K3.1 Pro já pode ser acessado pelo site da Moonshot, por aplicativos e pelos ambientes Kimi Work e Kimi Code, voltados a uso profissional e ao dia a dia de desenvolvedores. A conexão via API é a porta de entrada para integrar o modelo diretamente em sistemas, produtos e fluxos de trabalho.

Segundo a documentação da plataforma, o modelo foi submetido a pós-treinamento adicional para melhorar o desempenho em programação, tarefas 3D e pesquisa financeira. A empresa indica o uso do Kimi Code para quem quer começar a experimentar geração e revisão de código com o K3.1 Pro integrado, enquanto times técnicos podem ir direto à API para automatizar pipelines de desenvolvimento, análise de dados e atendimento.

O limite de contexto informado para o Kimi K3.1 Pro é de 1.048.576 tokens. “O limite de contexto documentado é de 1.048.576 tokens, unidades em que o sistema divide o conteúdo processado”, registra a documentação do serviço. Isso significa que é possível enviar grandes blocos de código, documentos extensos e conjuntos de instruções de uma vez, o que favorece tarefas complexas. O limite, porém, não garante que todas as respostas estarão corretas.

O que diferencia o Kimi K3.1 Pro das versões anteriores?

Em relação ao K3, o K3.1 Pro chega com foco declarado em três frentes: programação, criação 3D e pesquisa financeira. A Moonshot diz ter feito um ciclo extra de pós-treinamento para refinar o comportamento do modelo nessas áreas, além de ter corrigido falhas de infraestrutura após uma pausa de 11 dias no treinamento de modelos avançados.

Outra mudança central está na estratégia de preços: a API padrão ficou mais barata, ao mesmo tempo em que surgiu a opção Highspeed para quem está disposto a pagar mais em troca de menor latência e maior throughput. Essa combinação mira tanto startups e equipes enxutas, que ganham alívio no orçamento, quanto grandes empresas que dependem de resposta rápida em escala.

O contexto também mudou. O anúncio ocorre num momento em que cresce a adoção de modelos chineses de IA por empresas mundo afora. Ao lançar o K3.1 Pro com tarifas agressivas, limite de contexto expandido e promessa de abertura de pesos, a Moonshot tenta se posicionar de forma mais competitiva nesse cenário.

Entenda o contexto

O Kimi K3.1 Pro mantém o modelo de oferta em serviços hospedados, que continuam sendo o caminho para a maior parte dos usuários. Nesse formato, toda a infraestrutura fica sob responsabilidade da Moonshot, e o cliente consome a IA pela web, aplicativos ou API.

Ao mesmo tempo, a empresa promete uma mudança relevante para quem tem estrutura própria de computação: “Os pesos completos estão prometidos até 4 de novembro de 2026”, de acordo com a documentação do modelo. Com os arquivos disponíveis, organizações poderão rodar o K3.1 Pro em ambientes internos, o que reduz a dependência da nuvem da fabricante e dá mais controle sobre dados sensíveis.

O movimento acontece enquanto a Moonshot prepara uma oferta pública de ações em Hong Kong, o que tende a colocar a companhia sob holofotes do mercado financeiro e da indústria de tecnologia. O desempenho comercial do K3.1 Pro e a recepção de desenvolvedores e grandes clientes podem pesar nessa equação.

Quais são os planos disponíveis para o Kimi K3.1 Pro?

No anúncio, a Moonshot separa dois tipos de acesso ao Kimi K3.1 Pro: produtos de assinatura e uso por API. Nas assinaturas entram o Kimi, voltado ao uso geral, e o Kimi Code, focado em desenvolvimento de software e automação de tarefas técnicas. Já a API é cobrada exclusivamente pelo volume de tokens consumidos.

A empresa reforça que “a API é cobrada por consumo, separadamente das assinaturas do Kimi e do Kimi Code”, o que significa que usar os apps não inclui automaticamente o direito de consumo na API. Para empresas, a combinação mais comum tende a ser manter assinaturas para a equipe e, em paralelo, contratar a API para integrar o modelo a sistemas internos.

Com tarifas mais baixas no modelo padrão e a opção Highspeed para cargas críticas, o K3.1 Pro entra como peça central da estratégia da Moonshot em IA generativa, mirando especialmente áreas como tecnologia, finanças, design digital e desenvolvimento de software.