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Lula vence Flávio Bolsonaro entre brasileiros na Europa

Candidato à reeleição obtém 59,66% dos votos em 27 países europeus no segundo turno e amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro em relação ao primeiro turno, segundo o TSE.

Lula vence Flávio Bolsonaro entre brasileiros na Europa

Eleições 2024

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre eleitores brasileiros residentes na Europa no segundo turno.

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os brasileiros que votaram na Europa no segundo turno das eleições presidenciais, consolidando uma vantagem ampla em 27 países com urnas no continente e reforçando o peso do eleitorado no exterior no resultado nacional.

Como foi a votação dos brasileiros na Europa

De acordo com os boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 141.263 votos, o equivalente a 59,66% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 95.499 votos, ou 40,34%. A votação ocorreu neste domingo, em seções instaladas em 27 países europeus.

Lula venceu em 25 desses países, incluindo Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Portugal e Suíça, onde alcançou alguns de seus melhores desempenhos, superando 70% dos votos em várias localidades. Flávio Bolsonaro conseguiu maioria apenas na Grécia e na Ucrânia.

Até o fim da tarde de domingo, o TSE ainda não havia divulgado os boletins de urna da Ucrânia, mas o número de brasileiros aptos a votar no país não tem potencial para alterar o quadro geral da Europa, que já aponta vitória folgada de Lula no continente.

Comparação com o primeiro turno

Os dois candidatos cresceram na preferência dos brasileiros na Europa em relação ao primeiro turno. Lula saiu de 95.442 votos para 141.263, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 48.874 para 95.499 votos.

No primeiro turno, o petista já havia vencido em 25 países europeus com urnas, e o senador do PL, em 2 — justamente Grécia e Ucrânia, cenário que se repete no segundo turno, mas com um número maior de votos para ambos os lados.

Em países com grandes comunidades brasileiras, Lula ampliou a distância. Em locais como Alemanha, Portugal e Suíça, o petista passou de 80% dos votos em algumas seções, consolidando uma base fiel e mobilizada. Já Flávio Bolsonaro teve desempenho mais competitivo em centros específicos, com destaque para a Grécia, onde obteve sua melhor votação proporcional.

Entenda o contexto

A votação no exterior é organizada pelo TSE em parceria com o Itamaraty e só ocorre em locais onde há pelo menos 30 eleitores brasileiros aptos a votar, o que determina em quais países e cidades são instaladas seções eleitorais. Neste segundo turno, brasileiros na Europa voltaram às urnas para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência.

Os resultados do exterior são somados ao total nacional e, embora representem uma fatia pequena do eleitorado brasileiro, vêm ganhando relevância política. A participação de comunidades brasileiras em países europeus é observada de perto por campanhas, diplomatas e organizações que atuam na mobilização do voto fora do país.

O que a vitória de Lula na Europa indica para o cenário político

O desempenho de Lula entre brasileiros residentes na Europa reforça a imagem de um candidato com apoio consolidado fora do país e deve ser explorado por sua campanha como demonstração de respaldo internacional. A vantagem expressiva em centros como Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Portugal e Suíça indica um eleitorado sensível a pautas ligadas a direitos sociais, migração e política externa.

Para Flávio Bolsonaro, o resultado, apesar da alta na votação em relação ao primeiro turno, expõe limitações na sua penetração entre brasileiros no exterior. A concentração de vitórias apenas na Grécia e na Ucrânia tende a alimentar diagnósticos internos sobre a necessidade de rever estratégias para dialogar com esse público em eleições futuras.

A manutenção de uma infraestrutura de votação em 27 países europeus também se torna ponto central no debate sobre políticas voltadas à diáspora brasileira. A distribuição de urnas permitiu uma participação expressiva e deve influenciar o planejamento de campanhas, a formulação de políticas públicas para brasileiros no exterior e o engajamento de comunidades em outros continentes em pleitos seguintes.

O TSE segue a apuração e a consolidação dos dados oficiais, incluindo os números finais da Ucrânia, mas a tendência é que o quadro europeu se mantenha com ampla vantagem para Lula.

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