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Inteligência Artificial

Meta planeja captar US$ 95 bi para ampliar IA até o fim do ano

Meta Platforms anuncia plano para levantar até US$ 95 bilhões em ofertas de ações, reforçar caixa negativo e bancar investimentos de até US$ 145 bilhões em inteligência artificial neste ano.

Meta planeja captar US$ 95 bi para ampliar IA até o fim do ano

Inteligência Artificial

Meta busca recursos bilionários para expandir investimentos e fortalecer sua posição no setor de IA em 2024.

Leia também: Itaú compra startup de IA por R$ 2,9 bi e mira expansão global

A Meta Platforms anunciou nesta segunda-feira (26), nos Estados Unidos, um plano para levantar até US$ 95 bilhões por meio de sucessivas ofertas de ações, numa ofensiva para reforçar o caixa, que fechou o último trimestre no vermelho, e sustentar investimentos gigantescos em infraestrutura de inteligência artificial.

Plano bilionário para financiar infraestrutura de IA

De acordo com a própria empresa, a “big tech, que fechou o trimestre com caixa negativo, projeta investimentos entre US$ 135 bi e US$ 145 bi para inteligência artificial neste ano”. O volume planejado para captação, de até US$ 95 bilhões, cobre boa parte dessa conta e dá fôlego imediato ao balanço.

O dinheiro será levantado por emissões de novas ações feitas em etapas, em vez de uma única oferta. Esse modelo permite à Meta ajustar o ritmo e o tamanho das operações conforme o humor do mercado, o apetite dos investidores e o desempenho dos papéis ao longo do processo.

Os recursos serão destinados principalmente à expansão de data centers, compra de chips de alto desempenho, desenvolvimento de modelos de IA e integração dessas tecnologias aos aplicativos da companhia, como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Impacto para acionistas e mercado financeiro

Ao optar por ofertas sucessivas de ações, a Meta abre mão de parte da participação dos atuais acionistas, que podem ver sua fatia diluída conforme novas emissões forem realizadas. Em compensação, a empresa ganha uma injeção de capital considerada crucial para atravessar um ciclo de gastos muito acima do padrão histórico.

No mercado financeiro, a movimentação tende a aumentar a liquidez dos papéis da companhia e a atrair investidores focados em tecnologia e em apostas de longo prazo em inteligência artificial. A reação inicial, porém, deve ser dividida: parte dos investidores pode adotar cautela diante do caixa negativo recente e do risco de que o retorno desses investimentos demore a aparecer nos resultados.

A pressão por desempenho financeiro também deve crescer. Com um plano que combina captação potencial de US$ 95 bilhões e investimentos anuais em IA que podem chegar a US$ 145 bilhões, cada divulgação de resultados trimestrais passa a ser um teste de confiança na estratégia da companhia.

Entenda o contexto

O anúncio da Meta ocorre em um momento de disputa intensa entre gigantes de tecnologia pelo domínio da inteligência artificial. Empresas rivais também vêm ampliando de forma acelerada seus orçamentos para desenvolvimento de modelos, compra de hardware especializado e construção de infraestrutura em nuvem.

Nesse cenário, a Meta tenta evitar ficar para trás em aplicações que vão desde sistemas de recomendação e publicidade até assistentes virtuais, ferramentas de produção de conteúdo e recursos de segurança baseados em IA. O plano de captação bilionária sinaliza ao mercado que a empresa está disposta a sustentar, por vários trimestres, um ritmo de gastos agressivo para se manter competitiva.

Nos próximos meses, o foco estará na execução: como a Meta vai calibrar as etapas de oferta de ações, quanto efetivamente conseguirá levantar dentro do teto de US$ 95 bilhões e em que velocidade os investimentos em inteligência artificial começarão a se traduzir em novas receitas e margens melhores.