Pesquisa Nexus mostra Lula à frente e disputa em empate técnico
Levantamento BTG/Nexus aponta Lula líder no 1º turno com 44% dos válidos, Flávio Bolsonaro com 39% e cenário de empate técnico no 2º turno. Veja o que muda na corrida de 2026.
Eleições 2026
Nova pesquisa revela liderança de Lula e empate técnico com Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial.
Lula mantém a dianteira na disputa pela Presidência, mas enfrenta um segundo turno embolado com Flávio Bolsonaro, indica a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira. O levantamento, feito com 2.000 eleitores em todo o país, mostra o petista na frente no primeiro turno e um empate técnico na reta final.
O resultado acende o alerta nas campanhas e no mercado financeiro, que acompanha com lupa cada oscilação nas intenções de voto. Com 87% do eleitorado já decidido, o espaço para viradas diminui, mas os 12% que ainda podem mudar de escolha seguem capazes de definir quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Lula abre vantagem no 1º turno, mas não resolve a eleição
No cenário estimulado de primeiro turno com votos válidos, quando brancos, nulos e indecisos são excluídos, o instituto registra que “Lula lidera o cenário estimulado de primeiro com 44% das intenções de voto, 5 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro — Instituto Nexus”. O candidato do PL aparece com 39% e consolida a polarização.
Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) surgem em patamares bem mais baixos, sem força, neste momento, para romper o eixo Lula–Flávio. Na prática, a pesquisa reforça que a disputa continua concentrada em dois polos, enquanto os demais nomes tendem a negociar palanques e apoios em vez de sonhar com uma virada isolada.
A pesquisa, contratada pelo Banco BTG Pactual, foi realizada por telefone entre os dias 25 e 27 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026, requisito para divulgação em período eleitoral.
Segundo turno fica no limite da margem de erro
O dado que mais repercute entre políticos e investidores está na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, quando todos os votos são considerados. Segundo o instituto, “na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio com votos totais, o petista vai a 46%, enquanto o candidato do PL chega a 44%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro — Instituto Nexus”.
O cenário mantém o país diante de uma eleição que pode ser decidida por poucos pontos. Em outras simulações de segundo turno, todas com Lula na disputa, o petista empata tecnicamente com Ronaldo Caiado e aparece numericamente à frente de Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury, reforçando seu protagonismo, mas sem folga.
No campo político, a leitura é imediata. Setores ligados ao PT veem na liderança do primeiro turno um ativo para consolidar alianças e tentar ampliar a margem antes da votação. No PL, o desempenho de Flávio e o empate técnico no segundo turno alimentam o discurso de que a virada é possível, o que ajuda a manter a militância mobilizada.
Eleitor já decidiu, mas segundo voto pode virar jogo
O levantamento aponta um eleitorado, em grande parte, com posição cristalizada. “87% dos eleitores brasileiros afirmam que a decisão de voto para presidente já foi tomada e não vão mais mudar — Pesquisa BTG/Nexus”, registra o instituto. Outros 12% admitem que ainda podem trocar de candidato até o dia da votação; 1% não sabe ou não responde.
Entre os que admitem mudar, 34% dizem que a chance é baixa e 26% afirmam que a possibilidade é alta, um contingente que ganha peso num cenário de diferença apertada. Para esse grupo, a Nexus perguntou qual seria a segunda opção de voto. Lula é citado por 18%, seguido por Augusto Cury e Flávio Bolsonaro, ambos com 17%, o que indica um espaço de disputa direto pelos eleitores em dúvida.
O dado interessa especialmente às campanhas que miram o voto útil na reta final. Se o segundo voto de parte dos indecisos se concentra em Lula ou Flávio, a diferença de 2 pontos no confronto direto pode se alterar rapidamente. Os números também funcionam como termômetro para as negociações de bastidor entre partidos médios e pequenos.
Campanha esquenta e mercado acompanha de perto
A publicação do levantamento provoca reação imediata. A própria pesquisa registra que “Flávio Bolsonaro confirma presença em último debate e desafia Lula — Instituto Nexus”, sinalizando uma estratégia de confronto direto com o presidente. A confirmação reforça a expectativa de um embate duro em rede nacional, com foco justamente nos 12% que ainda admitem mudar de voto.
No PT, a tendência é blindar Lula de erros, moderar o discurso econômico e tentar reduzir rejeição em segmentos que hoje se mostram mais sensíveis a temas como inflação e emprego. Entre aliados de Flávio, a ordem é nacionalizar a campanha, intensificar viagens e explorar insatisfações difusas com o governo, especialmente nas grandes cidades.
O mercado financeiro observa o movimento com atenção. Pesquisas como a BTG/Nexus não são previsão de resultado, mas influenciam expectativas de estabilidade política e de condução da economia. Um segundo turno em empate técnico aumenta a percepção de incerteza, o que costuma se refletir em cautela maior de investidores locais e estrangeiros.
À medida que se aproxima o dia da eleição, o peso de cada nova pesquisa tende a crescer. Com a margem de erro estreita e alto grau de decisão de voto, a disputa se desenha para ser resolvida nos detalhes: desempenho em debates, alianças estaduais, viradas em segmentos específicos do eleitorado. As próximas semanas devem indicar se Lula consolida a vantagem inicial ou se Flávio Bolsonaro consegue transformar o empate técnico em caminho para a virada.
O que mostra a pesquisa BTG/Nexus para presidente?
A pesquisa BTG/Nexus para a Presidência mostra Lula com 44% dos votos válidos no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 39%, além de um segundo turno em empate técnico, com 46% para Lula e 44% para Flávio, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais entre os 2.000 entrevistados.
Quantos eleitores ainda podem mudar o voto em 2026?
O levantamento BTG/Nexus indica que 12% dos eleitores ainda podem mudar o voto para presidente, enquanto 87% afirmam que a decisão já está tomada e não será alterada, cenário que reduz o espaço para grandes viradas, mas mantém uma faixa do eleitorado capaz de definir a disputa apertada no segundo turno.


