Pesquisa Quaest 2026: Lula lidera Flávio Bolsonaro por 5 pontos
Levantamento Nexus/BTG para 2026 aponta Lula na liderança no 1º turno, empate técnico com Flávio Bolsonaro no 2º turno e eleitorado amplamente decidido sobre o voto.
Pesquisa Eleitoral
Levantamento revela cenário eleitoral com Lula à frente e empate técnico no confronto direto com Flávio Bolsonaro.
Nova pesquisa Nexus/BTG Pactual para a disputa presidencial de 2026 mantém Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto.
O levantamento, divulgado nesta segunda-feira e realizado por telefone com 2.000 eleitores em todo o país, indica vantagem de Lula nos cenários de primeiro turno e um segundo turno tecnicamente empatado.
Lula lidera 1º turno; Flávio encosta no 2º
No cenário estimulado de primeiro turno com votos válidos, Lula soma 44% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 39%, diferença de 5 pontos percentuais. O instituto Nexus resume o quadro: “Lula lidera o cenário estimulado de primeiro com 44% das intenções de voto, 5 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro”.
O cálculo em votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos, replicando a forma como o Tribunal Superior Eleitoral apura o resultado oficial. Outros nomes testados, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), ficam mais distantes, sem ameaçar a dupla que polariza a disputa.
Nos cenários de segundo turno, o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro concentra as atenções. Com votos totais, o petista aparece com 46% das intenções, contra 44% do candidato do PL, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. “Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio com votos totais, o petista vai a 46%, enquanto o candidato do PL chega a 44%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro”, informa o Nexus.
Empates e vantagens nos outros cenários de 2º turno
A pesquisa testa ainda outros três cenários de segundo turno, sempre com Lula em campo. No duelo com Ronaldo Caiado, o resultado também é de empate técnico, o que confirma o governador de Goiás como um dos nomes mais competitivos fora do bolsonarismo.
Contra Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury, Lula aparece numericamente à frente. O instituto registra que o presidente “fica na frente de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Escritor Augusto Cury (Avante)” em todas essas simulações, sinal de que, hoje, a oposição fragmentada tem dificuldade para construir uma candidatura única capaz de superar o petista.
Os números reforçam a leitura de um tabuleiro com forte polarização entre Lula e o campo bolsonarista, mas deixam espaço para uma terceira via regionalmente forte, caso Caiado ou Zema consigam nacionalizar suas imagens. Até aqui, porém, o cenário segue cristalizado em torno de dois protagonistas.
Eleitor já decidiu: 87% dizem não mudar mais o voto
Mais do que medir a preferência do momento, o levantamento Nexus/BTG tenta captar o grau de convicção do eleitor. Em um dado que chama atenção a poucos dias do primeiro turno, 87% dos participantes afirmam que a decisão de voto para presidente já está tomada e não vai mudar. O próprio relatório enfatiza: “87% dos eleitores brasileiros afirmam que a decisão de voto para presidente já foi tomada e não vão mais mudar”.
Entre esses eleitores decididos, 75% dizem ter definido o voto há mais de seis meses. “75% mencionam que o voto do primeiro turno foi decidido mais de seis meses atrás”, registra a pesquisa. O dado expõe um ambiente de opiniões enrijecidas e pouco espaço para reviravoltas de última hora, ao menos em termos de mudança de candidato.
O grupo que ainda admite rever a escolha soma 12% do eleitorado. Dentro desse contingente, 34% classificam a chance de mudança como baixa, enquanto 26% veem possibilidade alta de alterar o voto até o dia da eleição. Outros 1% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Segunda escolha revela disputa por voto volátil
O Nexus procurou saber também qual seria a segunda opção de voto entre os eleitores que admitem mudar de candidato. Nesse nicho mais volátil, Lula é citado como plano B por 18%. Augusto Cury e Flávio Bolsonaro aparecem logo atrás, com 17% cada um como segunda escolha.
A distribuição mostra que, mesmo entre os indecisos sobre manter ou trocar o voto, a polarização segue presente, mas abre brecha para um nome de fora da política tradicional, como o escritor Augusto Cury. A presença dele nesse patamar como segunda opção indica um apelo transversal a segmentos cansados da disputa entre lulismo e bolsonarismo.
Para os partidos, esse recorte ajuda a calibrar estratégias na reta final. Uma campanha mais agressiva pode consolidar a base, mas afastar justamente o eleitor em dúvida. Um discurso moderado, por outro lado, tenta capturar quem vê possibilidade alta de mudança, embora arrisque desmobilizar o núcleo mais fiel.
Números falam ao mercado e aos partidos
A pesquisa é contratada pelo Banco BTG Pactual e realizada pelo instituto Nexus com metodologia quantitativa. Foram 2.000 entrevistas telefônicas com eleitores de 16 anos ou mais, entre 25 e 27 de setembro, em todo o território nacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026, requisito obrigatório para divulgação em período eleitoral. Pesquisas desse tipo não funcionam como previsão de resultado, mas como fotografia de momento, influenciada por amostragem, forma de coleta e redação das perguntas.
Ainda assim, os números têm peso na engrenagem política e econômica. Partidos usam os dados para ajustar alianças, decidir onde investir mais recursos e avaliar o potencial de crescimento de cada nome. No mercado financeiro, a leitura sobre quem lidera, quem encosta e quem perde tração impacta o humor de investidores e a percepção de risco do país.
Com um eleitorado amplamente decidido, campanhas têm pouco tempo para mudar o jogo. A disputa agora se concentra na capacidade de levar o eleitor já convencido até a urna, evitar abstenções e disputar voto a voto entre o grupo residual que ainda admite trocar de candidato. As próximas pesquisas vão mostrar se há espaço para ruptura ou se o país caminha para confirmar, nas urnas, o cenário de polarização desenhado pelos números de hoje.
O que mostra a nova pesquisa Nexus/BTG para presidente?
A nova pesquisa Nexus/BTG Pactual, com 2.000 entrevistas telefônicas e margem de erro de 2 pontos percentuais, mostra Lula com 44% dos votos válidos no 1º turno, Flávio Bolsonaro com 39% e um 2º turno tecnicamente empatado, com 46% para Lula e 44% para Flávio, em um cenário de eleitorado majoritariamente decidido.
Quantos eleitores já decidiram o voto para presidente em 2026?
Na pesquisa Nexus/BTG, 87% dos eleitores dizem que a decisão de voto para presidente já está tomada e não vai mudar, 12% afirmam que ainda podem mudar e 1% não sabe ou não responde; entre os que já decidiram, 75% definiram o voto há mais de seis meses, indicando cenário bastante cristalizado.


