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Pesquisa presidente 2026: Lula e Flávio empatam com alta rejeição

Levantamentos Quaest e Real Time Big Data mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026 e acirram a batalha por Minas Gerais.

21/09/2026 22:00 7 min de leitura
Pesquisa presidente 2026: Lula e Flávio empatam com alta rejeição
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Eleições 2026

Levantamentos indicam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, com alta rejeição e disputa acirrada em Minas Gerais.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguem empatados tecnicamente na corrida presidencial de 2026, segundo novas pesquisas divulgadas hoje. Os levantamentos nacionais da Quaest e, em Minas Gerais, do Real Time Big Data confirmam um cenário de polarização extrema, com alta rejeição aos dois principais candidatos.

Disputa nacional travada voto a voto

A pesquisa Quaest, realizada entre 17 e 20 de setembro com 2.004 entrevistados, mostra Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. A diferença de quatro pontos fica exatamente no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, o que mantém o quadro de empate técnico.

Na comparação com o levantamento anterior do instituto, Lula ganha um ponto e Flávio sobe dois. “Lula oscilou um ponto para cima, e Flávio, dois”, resume Felipe Nunes, diretor da Quaest. Mesmo com a leve vantagem numérica do presidente, o desenho geral é de uma eleição aberta, em que pequenas oscilações podem inverter a liderança.

A pesquisa espontânea, em que o eleitor cita um nome sem receber lista de candidatos, reforça a polarização. Lula aparece com 31%, Flávio Bolsonaro com 26%, e 35% dos entrevistados seguem indecisos. Esse contingente de eleitores sem preferência declarada, somado aos que admitem poder mudar de voto, mantém espaço para movimentos bruscos na reta final da campanha.

Rejeição alta e governo sob pressão

O dado que mais preocupa os dois favoritos é a rejeição. Entre os eleitores que conhecem os candidatos, 56% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, o índice é de 55%. A combinação de alta rejeição e disputa apertada tende a tornar cada erro mais custoso e cada gesto de conciliação mais estratégico.

No retrato da avaliação do governo, o presidente também enfrenta um cenário desconfortável. Metade do eleitorado, 50%, desaprova o trabalho de Lula, enquanto 44% aprovam. A diferença de seis pontos, embora estável, indica um país rachado na percepção sobre a gestão atual, o que se reflete diretamente na disputa eleitoral.

Nas simulações de segundo turno, o equilíbrio permanece. Num confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece com 42%, contra 41% do petista, dentro da mesma margem de erro de dois pontos. A vantagem de um ponto, estatisticamente irrelevante, tem efeito político imediato: anima a campanha bolsonarista e alimenta o discurso de que a virada está ao alcance.

Minas vira palco central da batalha

O peso de Minas Gerais nesse tabuleiro aparece com clareza nos números do Real Time Big Data. O instituto entrevistou 2 mil eleitores mineiros entre 16 e 19 de setembro e encontrou Lula numericamente à frente no primeiro turno, quatro pontos acima de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro também é de dois pontos percentuais, o cenário volta a ser de empate técnico.

Na simulação de segundo turno em Minas, a situação se inverte: Flávio surge um ponto à frente de Lula, novamente em empate técnico. Com cerca de 16 milhões de eleitores, segundo maior colégio eleitoral do país, o estado se firma mais uma vez como termômetro da disputa nacional. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos saem das urnas com maioria de votos entre os mineiros, o que ajuda a explicar por que as campanhas concentram esforços crescentes na região.

O desempenho dos demais nomes no cenário nacional mostra como o espaço para uma terceira via continua estreito. Augusto Cury (Avante) registra 6% das intenções de voto, Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) aparece com 3%, e Romeu Zema (Novo) soma 1%. Samara Martins (UP) também marca 1%, enquanto Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB) não passam de traços isolados quando considerados individualmente.

Ausência em debates e disputa de narrativas

A leitura política imediata dos números passa por outro ponto sensível da campanha: a participação em debates. O candidato Ronaldo Caiado tenta capitalizar o clima de acirramento ao criticar a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro em encontros como o organizado pelo Flow. “Não são só os membros do Supremo que estão com medo. Pelo contrário, você tem também o Flávio e o Lula com medo de vir a debate. Os dois estão vivendo a mesma situação”, afirma o presidenciável do PSD.

Caiado tenta ocupar o espaço deixado pelos líderes nas pesquisas e associa o debate público a uma agenda de reformas institucionais. Ele defende mudanças nas regras para indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal, com idade mínima de 60 anos, análise rigorosa da vida pregressa e mandatos com duração determinada, em vez da nomeação vitalícia. O tema dialoga com o eleitorado mais desconfiado das instituições e busca diferenciar sua candidatura num ambiente dominado pela pauta da polarização.

A ausência de Lula e Flávio em palcos visíveis como o Flow alimenta críticas sobre transparência e disposição para o confronto direto de ideias. Também abre espaço para que candidatos médios ganhem alguns minutos extras de exposição, algo valioso numa disputa em que cada ponto percentual pode decidir quem chega ao segundo turno com mais fôlego.

Indecisos no centro do tabuleiro

O conjunto das pesquisas indica que a eleição presidencial de 2026 entra em uma fase em que rejeição e indecisão valem tanto quanto intenção de voto. Metade do país diz não aprovar o governo Lula, mas a alternativa principal, representada por Flávio Bolsonaro, enfrenta uma taxa de rejeição ainda maior. A tensão entre medo da continuidade e medo da volta da família Bolsonaro ao poder segue como fio condutor da campanha.

Empresários, partidos e movimentos sociais observam com atenção o que se passa em Minas e na faixa dos 35% de eleitores que ainda não se definem na pesquisa espontânea. A expectativa é de que os próximos meses tragam mais debates, viagens estratégicas, anúncios de alianças e uma disputa intensa pelas bordas do eleitorado, onde cada ponto conquistado costuma valer por dois: um que entra e outro que o adversário perde.

Se o quadro atual se mantiver, o país caminha para um segundo turno tão ou mais acirrado que o primeiro, com campanhas voltadas a reduzir rejeição e conquistar o voto dos apoiadores de candidaturas menores. O comportamento desses eleitores, a capacidade de mobilização nas ruas e a disposição dos principais candidatos em se expor a confrontos públicos, presenciais e virtuais, devem definir os contornos finais de uma disputa que hoje permanece em aberto.

Qual é o cenário atual da disputa presidencial de 2026?

O cenário atual mostra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno, segundo a Quaest, configurando empate técnico, e um segundo turno igualmente apertado, com Flávio numericamente à frente por 42% a 41%; alta rejeição e muitos indecisos mantêm a eleição em aberto.

Por que Minas Gerais é tão importante na eleição de 2026?

Minas Gerais, com cerca de 16 milhões de eleitores, é o segundo maior colégio eleitoral do país e historicamente vota no vencedor; hoje, pesquisas do Real Time Big Data mostram Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no estado, o que transforma Minas em campo decisivo para definir tendências nacionais.


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