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Pesquisa Real Time Big Data Ceará 19/9: Cid Gomes lidera folgado

Levantamento da Real Time Big Data indica disputa presidencial nacional em cenário de forte polarização e liderança isolada de Cid Gomes para o Senado no Ceará.

19/09/2026 09:01 7 min de leitura
Pesquisa Real Time Big Data Ceará 19/9: Cid Gomes lidera folgado
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Pesquisa Eleitoral

Levantamento revela vantagem significativa de Cid Gomes na corrida ao Senado no Ceará em cenário polarizado.

A poucos dias do primeiro turno, uma nova pesquisa da Real Time Big Data expõe um país dividido e um Ceará com favorito claro ao Senado. Nacionalmente, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro seguem em situação de equilíbrio, enquanto o senador Cid Gomes (PSB) aparece disparado na preferência do eleitor cearense.

Cenário nacional testa força de Lula e Flávio na reta final

A Real Time Big Data está em campo com 2.000 entrevistas em todo o país entre os dias 18 e 22 de setembro, em um dos últimos retratos da corrida presidencial antes das urnas. O instituto volta a medir o embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, depois de registrar, na rodada anterior, um empate perfeito: “Lula e Flávio apareceram com 44% cada em uma eventual disputa de segundo turno”, informou o instituto.

O novo levantamento, que será divulgado em 23 de setembro, busca atualizar esse quadro em um momento de campanhas mais agressivas e eleitores mais mobilizados. No primeiro turno, a fotografia mais recente da Real Time Big Data mostrava Lula com 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 30%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que mantém a disputa apertada e reforça a polarização.

A pesquisa traz apenas um cenário estimulado de primeiro turno, com Lula, Flávio Bolsonaro e outros nomes já testados, como Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Pablo Marçal, que havia aparecido em simulações anteriores, fica de fora desta rodada. O questionário combina perguntas espontâneas e estimuladas, mede rejeição, potencial de voto e avalia a percepção do eleitor sobre o governo Lula.

Além das intenções de voto, o instituto tenta medir o clima da campanha. Os entrevistados dizem se estão animados, indiferentes ou desmotivados com a eleição, revelando o grau de engajamento em um momento decisivo. Outro bloco procura entender como o eleitor se enxerga na disputa entre lulismo e bolsonarismo, perguntando se prefere Lula novamente, a volta de um Bolsonaro, apenas impedir a vitória de um dos dois campos ou um nome que não seja nem Lula nem Flávio Bolsonaro.

Avaliação de Lula e polarização definem o jogo

A Real Time Big Data também atualiza a avaliação do governo federal na mesma pesquisa que mede a corrida presidencial. Os eleitores são questionados se aprovam ou desaprovam a gestão Lula e classificam o desempenho como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. Esses dados, cruzados com intenção de voto, ajudam a explicar o fôlego do presidente na disputa.

O instituto investiga ainda o potencial de crescimento e os limites de cada candidatura. Para cada nome, o eleitor informa se votaria com certeza, se vê o candidato como possibilidade, se o conhece mas não votaria nele ou se não tem informação suficiente. A combinação entre rejeição e potencial revela onde cada campanha pode avançar e onde encontra um teto difícil de romper.

Em um ambiente tão dividido, pequenas oscilações numéricas ganham peso político. Um movimento de 2 ou 3 pontos, ainda dentro da margem de erro, pode redefinir a narrativa da reta final e influenciar decisões de voto de eleitores que preferem evitar extremos. As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro trabalham para ampliar o grupo dos que “poderiam votar” e reduzir o universo dos que afirmam que jamais os escolheriam.

A pesquisa nacional está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00548/2026 e utiliza combinação de entrevistas telefônicas e digitais, com entrevistadores humanos e recursos de inteligência artificial. O nível de confiança declarado é de 95%, com margem de erro máxima estimada em 2 pontos percentuais.

No Ceará, Cid abre vantagem e segunda vaga segue em aberto

No Ceará, o clima é de liderança consolidada e disputa intensa apenas pela segunda cadeira no Senado. Levantamento da Real Time Big Data, feito com 1.600 entrevistas entre 14 e 17 de setembro, mostra Cid Gomes na frente com folga. “Cid Gomes lidera isolado, enquanto três outros nomes brigam pela segunda vaga”, resume o instituto.

Capitão Wagner (União Brasil), Luizianne Lins (Rede) e Alcides Fernandes (PL) aparecem tecnicamente empatados na segunda posição, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. O quadro indica que o senador do PSB entra na reta final com cenário confortável, enquanto os adversários travam uma batalha voto a voto pela outra vaga cearense.

A pesquisa local, registrada sob o código CE-04380/2026, também mede rejeição e potencial de voto dos candidatos ao Senado, além de captar o humor do eleitor em relação à disputa nacional. O desempenho de Lula no estado, historicamente forte, tende a influenciar o comportamento do eleitorado e pode beneficiar nomes mais alinhados ao campo governista, mas a presença competitiva de Capitão Wagner e de um candidato do PL mostra que o bolsonarismo mantém espaço relevante no Ceará.

A liderança de Cid reforça o peso do PSB na política regional e alimenta cálculos sobre a composição de uma futura base de apoio no Congresso, qualquer que seja o resultado da eleição presidencial. Ao mesmo tempo, a indefinição em torno da segunda cadeira abre espaço para negociações de última hora, reforço de apoios locais e disputas internas por votos dentro dos mesmos grupos políticos.

Disputa acirrada molda estratégias na reta final

A fotografia que emerge das duas pesquisas é a de um país mergulhado em polarização, mas ainda aberto a mudanças pontuais. No plano nacional, o empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro deixa claro que nenhuma das campanhas pode se dar ao luxo de errar. Cada gesto, debate e propaganda ganha peso desproporcional nos próximos dias.

No Ceará, a vantagem de Cid Gomes tende a ser explorada pelo PSB como demonstração de força regional, com efeitos sobre alianças estaduais e negociação de palanques para o próximo governo federal. Capitão Wagner, Luizianne Lins e Alcides Fernandes, por sua vez, devem intensificar agendas, reforçar presença em mídias sociais e buscar apoios que os tirem do empate técnico e os coloquem à frente da margem de erro.

A divulgação completa da pesquisa nacional em 23 de setembro pode redefinir prioridades de campanha, redirecionar recursos de publicidade e influenciar o tom dos últimos programas eleitorais. Se o empate persistir, a tendência é de radicalização da disputa e maior esforço para mobilizar nichos fiéis. Se algum dos lados abrir vantagem, ainda que pequena, a pressão recai sobre adversários para ajustar o discurso e disputar o eleitor indeciso com mais moderação.

As próximas semanas devem ser marcadas por novas pesquisas, movimentos táticos e tentativa de ocupação dos poucos espaços ainda em aberto no eleitorado. A combinação entre avaliação do governo Lula, saturação da polarização e força de lideranças regionais como Cid Gomes ajuda a desenhar um cenário em que o resultado final pode ser decidido por variações mínimas — e por quem conseguir, na reta final, falar com mais persuasão ao eleitor cansado, mas ainda atento.

O que a pesquisa da Real Time Big Data mostra sobre Lula e Flávio Bolsonaro?

A pesquisa da Real Time Big Data mostra, na rodada anterior, Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno, com Lula à frente no primeiro turno com 38% contra 30%, em cenário de forte polarização e disputa aberta na reta final.

Como está a disputa pelo Senado no Ceará segundo a Real Time Big Data?

A pesquisa da Real Time Big Data com 1.600 entrevistas no Ceará indica Cid Gomes (PSB) liderando isolado na corrida ao Senado, enquanto Capitão Wagner (União Brasil), Luizianne Lins (Rede) e Alcides Fernandes (PL) aparecem tecnicamente empatados na segunda posição, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.


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