Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.711▲ 0,08%Nasdaq26.943▲ 0,01%Dow Jones51.509▲ 0,31%Ibovespa182.390▼ 0,86%FTSE 10010.673▼ 0,07%DAX25.361▲ 0,37%Nikkei66.364▲ 1,30%S&P 5007.711▲ 0,08%Nasdaq26.943▲ 0,01%Dow Jones51.509▲ 0,31%Ibovespa182.390▼ 0,86%FTSE 10010.673▼ 0,07%DAX25.361▲ 0,37%Nikkei66.364▲ 1,30%
Mundo

Pesquisa Real Time Big Data: Lula e Flávio Bolsonaro empatam 2026

Novo Datafolha, a dez dias do primeiro turno, mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 36%, bem mais perto que em 2022, quando petista tinha 14 pontos de vantagem.

25/09/2026 10:00 7 min de leitura
Pesquisa Real Time Big Data: Lula e Flávio Bolsonaro empatam 2026
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Eleições 2026

Nova pesquisa revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro a poucos dias do primeiro turno presidencial.

A dez dias do primeiro turno, o novo Datafolha mostra um país novamente dividido entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo, agora encarnado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista aparece com 40% das intenções de voto, contra 36% do rival, em cenário de empate técnico.

Os números contrastam com a fotografia tirada pelo mesmo instituto na reta final da eleição presidencial anterior, quando Lula tinha 47% e Jair Bolsonaro, então presidente, somava 33%. A vantagem de 14 pontos, que alimentava a expectativa de vitória já na primeira votação, encolhe hoje para quatro pontos dentro da margem de erro.

Pesquisas espelham um Brasil mais apertado e polarizado

O Datafolha conduz as entrevistas de forma presencial, em amostras distribuídas pelo país. Na corrida atual, o instituto ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. No levantamento de quatro anos atrás, a amostra alcançava 6.754 entrevistados em 343 cidades, sob as mesmas condições estatísticas.

Os dois retratos, separados por um ciclo eleitoral, ajudam a medir a mudança de humor do eleitorado. Em 2022, o petista atingia 50% dos votos válidos, patamar suficiente para alimentar o discurso de «virada no primeiro turno». Agora, ainda lidera com folga em relação ao pelotão de coadjuvantes, mas encara a possibilidade concreta de um segundo turno apertado contra Flávio Bolsonaro.

As simulações de segundo turno reforçam a sensação de disputa mais incerta. Na eleição passada, Lula abria 16 pontos sobre Jair Bolsonaro em cenário direto, por 54% a 38%. Na pesquisa mais recente, a diferença cai a apenas dois pontos: 47% para Lula, 45% para Flávio, novamente em empate técnico.

Rejeição cresce e corrói vantagem de Lula

A erosão da vantagem petista aparece com nitidez nos índices de rejeição. No levantamento de 2022, 39% dos entrevistados declaravam não votar em Lula de jeito nenhum, frente a 52% que rejeitavam Jair Bolsonaro. Hoje, a taxa de rejeição do presidente sobe a 45% e empata com a de Flávio Bolsonaro, também em 45%.

O equilíbrio nesse indicador diminui o espaço de manobra do governo. A rejeição mais alta ao candidato situacionista amplia a dificuldade para conquistar eleitores moderados e pode travar a migração de votos de postulantes médios e pequenos, sobretudo do campo de centro e centro-direita, que em 2022 se inclinavam com mais facilidade ao petista no segundo turno.

Renato Dorgan Filho, cientista político especializado em pesquisas qualitativas e quantitativas, vê paralelos entre o atual ambiente e o que abriu caminho à vitória de Jair Bolsonaro. “O ambiente lembra 2018, quando crises como a Lava Jato e o impeachment de Dilma abriram espaço para candidaturas disruptivas. A crise do STF [Supremo Tribunal Federal], hoje, cumpre papel parecido”, afirma.

Bases de Lula encolhem entre pobres e mulheres

Os cruzamentos da pesquisa indicam que Lula mantém a dianteira entre os mais pobres e as mulheres, mas com musculatura menor do que na campanha anterior. No segmento de renda de até dois salários mínimos, o presidente agora marca 46% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. Na reta final anterior, tinha 57%, enquanto Jair Bolsonaro somava 24% nesse grupo.

Entre eleitores que ganham entre dois e cinco salários mínimos, o quadro se inverte. Na campanha passada, Lula registrava 36%, ante 43% de Bolsonaro. Hoje, ele aparece com 33%, atrás de Flávio, que alcança 41%. O desempenho mais fraco no eleitorado de renda média ajuda a explicar a redução de sua vantagem geral.

O recorte de gênero também mostra perda de terreno. Lula continua à frente entre as mulheres, mas em patamar mais baixo. No levantamento de 2022, tinha 49% das intenções de voto femininas, contra 29% de Bolsonaro. Agora aparece com 42%, enquanto Flávio chega a 33%. A distância diminui, e o espaço para crescimento bolsonarista nesse grupo aumenta.

Voto útil antecipa segundo turno e esvazia candidaturas menores

O cenário afeta diretamente os candidatos que disputam o terceiro lugar. Em 2022, Ciro Gomes (PDT) tinha 7%, Simone Tebet (MDB) somava 5% e Soraya Thronicke (União Brasil) aparecia com 1%. O objetivo era ocupar um espaço de alternativa à polarização. Na prática, nenhum deles conseguiu romper o duopólio entre PT e PL.

Na disputa atual, nomes como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) orbitam em patamares mais modestos. O Datafolha registra 5% para Cury, 4% para Caiado, 3% para Renan e 1% para Zema. Somados, têm menos do que a diferença que separa Lula e Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro.

O comportamento do eleitor ajuda a explicar o fôlego curto dessas candidaturas. “O eleitor tem adiantado para o primeiro turno uma escolha que normalmente só faz no segundo. Isso ocorre mais na direita, onde os candidatos menores já mostram uma pequena queda nas pesquisas, mas não o suficiente para que a eleição termine na primeira votação”, analisa Beto Vasques, diretor de relações institucionais do Instituto Democracia em Xeque.

Ambiente tenso, campanha acelerada e governabilidade em jogo

As campanhas reagem ao retrato com mais pressão por voto útil e apelos diretos aos nichos ainda voláteis. Na esquerda, militantes ligados ao PT e a movimentos sociais intensificam a investida sobre eleitores de Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), pedindo migração já na primeira etapa. O argumento central é afastar o risco de derrota num segundo turno apertado.

Na direita, o discurso gira em torno de consolidar o bolsonarismo em torno de Flávio, reduzindo espaço de figuras que se apresentam como alternativa «nem Lula, nem Bolsonaro». A aposta é repetir o movimento de concentração visto na eleição passada, quando parte do voto conservador abandonou candidaturas médias na reta final e se alinhou ao então presidente.

O novo Datafolha também registra um ambiente de avaliação econômica e política dividido, que contamina a disputa. A gestão Lula 3 enfrenta 40% de avaliação ruim ou péssima, contra 34% que a classificam como ótima ou boa. O saldo negativo dificulta a narrativa de continuidade e alavanca o discurso oposicionista de mudança, ainda que sem ruptura radical com programas sociais populares.

Se o cenário de empate técnico se mantiver até o dia da votação, o país tende a assistir a uma campanha de segundo turno particularmente agressiva, com pouco espaço para conciliação. A combinação de rejeição elevada dos dois lados, crise institucional persistente e redes sociais em ebulição aponta para uma eleição que, qualquer que seja o resultado, deixará um Congresso fragmentado e um governo sob pressão desde o primeiro dia.

Os próximos dias viram laboratório de estratégias finais. Cada movimento nos debates, nas redes e nas ruas será testado contra novos números de intenção de voto, que devem ser divulgados até a véspera da eleição. A incógnita principal permanece aberta: até onde o voto útil, de um lado e de outro, conseguirá redesenhar o mapa eleitoral em tão pouco tempo.

O que a pesquisa Datafolha de hoje mostra sobre a disputa presidencial?

A pesquisa Datafolha mais recente, feita com 2.002 eleitores em 125 municípios e margem de erro de dois pontos percentuais, mostra Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%, em empate técnico, com rejeição de 45% para ambos e baixa chance de definição já no primeiro turno.

Como o cenário atual se compara ao da eleição presidencial passada?

A dez dias do primeiro turno anterior, a pesquisa Datafolha mostrava Lula com 47% e Jair Bolsonaro com 33%, diferença de 14 pontos e 50% dos votos válidos; hoje, Lula tem 40%, Flávio Bolsonaro 36%, e a disputa migra de uma liderança confortável do petista para um confronto muito mais apertado, com empate técnico no segundo turno.

Qual é o papel do voto útil nessa reta final de campanha?

O voto útil ganha peso decisivo nesta reta final porque eleitores de direita e de esquerda antecipam para o primeiro turno uma escolha que antes ficava para o segundo, esvaziando candidaturas médias, concentrando forças em Lula e Flávio Bolsonaro e reduzindo ainda mais o espaço para uma solução fora da polarização.


Mundo
Publicidadeinarticle
Leia também