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Pesquisa real time big data mostra empate técnico na disputa 2026

Nova pesquisa Datafolha para presidente em 2026 mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 36%, diferença dentro da margem de erro e cenário mais apertado que em 2022.

25/09/2026 09:00 7 min de leitura
Pesquisa real time big data mostra empate técnico na disputa 2026
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Eleições 2026

Nova pesquisa Datafolha revela cenário apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro para a presidência.

A dez dias do primeiro turno, a nova pesquisa Datafolha para presidente mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 36%. A diferença de quatro pontos está dentro da margem de erro e consolida um cenário de empate técnico.

O levantamento redesenha a reta final da disputa, reduz a margem de conforto do presidente e aumenta o peso do voto útil entre os eleitores que ainda se dividem entre candidaturas menores.

Cenário mais apertado que em 2022

A fotografia atual contrasta com o quadro da eleição passada, quando, também a dez dias do primeiro turno, Lula tinha 47% das intenções de voto e abria 14 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro, então no cargo, que registrava 33%. Hoje, o petista aparece sete pontos abaixo daquele patamar, enquanto o campo bolsonarista mantém competitividade com Flávio.

A pesquisa divulgada nesta semana ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, por entrevistas presenciais, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. No levantamento equivalente da campanha anterior, o Datafolha havia entrevistado 6.754 pessoas em 343 cidades, com margem semelhante.

Na disputa anterior, Lula chegou ao fim do primeiro turno com desempenho inferior ao que indicavam as pesquisas, mas terminou eleito no segundo turno por diferença estreita, com 50,9% dos votos válidos contra 49,1% de Bolsonaro. O histórico reforça a percepção de que, mesmo com vantagem numérica, o presidente entra na fase decisiva deste ano sem folga.

Rejeição alta e governo dividido

Os novos números expõem um ambiente mais hostil para o governo. A rejeição a Lula, que não passava de 39% na campanha anterior, agora chega a 45%. O índice iguala a taxa de eleitores que dizem não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, o que confirma a polarização e limita o potencial de crescimento de ambos.

A avaliação do governo também se mostra dividida. Segundo o Datafolha, 46% dos entrevistados consideram a gestão Lula ruim ou péssima, enquanto 34% a classificam como ótima ou boa. Os números se aproximam dos registrados por Jair Bolsonaro na disputa passada, quando a reprovação também superava com folga a aprovação, e ajudam a explicar por que o presidente perdeu terreno em segmentos estratégicos.

Entre os eleitores de menor renda, base histórica do petismo, Lula ainda lidera com folga, mas em patamar menor. Entre quem ganha até dois salários mínimos, o presidente soma hoje 45% das intenções de voto. Na campanha anterior, superava a casa de 50% nessa faixa. Em grupos de renda intermediária e entre mulheres, a vantagem diminui.

Base pobre resiste, mas perde força

O recorte por renda mostra que o alicerce da candidatura petista continua nos mais pobres. Entre eleitores que recebem até dois salários mínimos, Lula abre uma frente significativa sobre o rival, ainda que menor do que na eleição anterior. O grupo segue como o principal foco das ações do governo, que aposta em medidas como o recente reajuste do Bolsa Família para conter a erosão desse apoio.

Nas faixas que vão de dois a cinco salários mínimos, o quadro é mais desfavorável para o presidente. Flávio Bolsonaro aparece à frente, repetindo a vantagem que Jair Bolsonaro já tinha nesse segmento na campanha passada. O desempenho pior em classes médias e na transição entre baixa e média renda ajuda a explicar por que a vantagem geral de Lula encolhe.

Entre mulheres, o presidente ainda lidera, mas com margem comprimida em relação à disputa anterior. A combinação de desgaste econômico, inflação de serviços e sensação de insegurança pesa na avaliação de parte desse eleitorado, segundo analistas, e abre espaço para uma disputa mais equilibrada até entre grupos que tradicionalmente se inclinavam ao PT.

Especialistas veem clima de 2018 e voto útil antecipado

Para o cientista político Renato Dorgan Filho, o ambiente de 2026 se aproxima mais do clima de oito anos atrás do que da eleição passada. “O ambiente lembra 2018, quando crises como a Lava Jato e o impeachment de Dilma abriram espaço para candidaturas disruptivas. A crise do STF, hoje, cumpre papel parecido”, afirma.

A avaliação sugere que a disputa não se resume ao embate entre Lula e o bolsonarismo, mas também à desconfiança com as instituições, o que alimenta o apelo de candidatos que se apresentam como alternativa à política tradicional. Ainda assim, a polarização segue ditando as regras do jogo, com pouco espaço para terças vias robustas.

Na prática, tanto o campo petista quanto o bolsonarista passaram a empurrar o voto útil já na primeira votação. O alvo principal são os eleitores de nomes como Augusto Cury (Avante), que tem 5%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%, todos em patamares estáveis e distantes dos líderes.

Beto Vasques, diretor de relações institucionais do Instituto Democracia em Xeque, vê uma antecipação da lógica do segundo turno. “O eleitor tem adiantado para o primeiro turno uma escolha que normalmente só faz no segundo. Isso ocorre mais na direita, onde os candidatos menores já mostram uma pequena queda nas pesquisas, mas não o suficiente para que a eleição termine na primeira votação”, analisa.

Segundo turno quase certo e mercado em alerta

As simulações de segundo turno reforçam o cenário de incerteza. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem praticamente empatados, com 47% e 45%, respectivamente, dentro da margem de erro. A diferença mínima impede projeções confiáveis e indica uma campanha ainda mais agressiva nos próximos dias, com foco em desconstruir o adversário e reduzir a própria rejeição.

O desfecho em duas etapas é tratado como quase inevitável por especialistas e por dirigentes partidários dos dois lados. A dúvida principal não é mais se haverá segundo turno, mas em que condições cada candidato chegará a ele: com qual vantagem regional, qual nível de rejeição e qual capacidade de ampliar alianças além do núcleo duro de apoiadores.

O ambiente de disputa aberta mantém também o mercado em estado de atenção. A indefinição sobre quem comandará o país a partir do ano que vem alimenta cautela de investidores e empresários, que acompanham cada nova pesquisa como termômetro da estabilidade futura. O discurso recente de Lula na Assembleia Geral da ONU e o esforço para reforçar programas sociais mostram uma tentativa de recuperar protagonismo e confiança.

Até a votação, novas pesquisas e a dinâmica das redes sociais ainda podem mexer no tabuleiro. A intensidade da guerra de narrativas, a capacidade de mobilização de ruas e a resposta do eleitorado indeciso definirão se a eleição de 2026 repetirá o desfecho apertado da anterior ou surpreenderá com um realinhamento de forças à última hora.

O que mostra a pesquisa Datafolha para presidente em 2026 hoje?

A pesquisa Datafolha para presidente em 2026, divulgada nesta semana, mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 36% das intenções de voto no primeiro turno, em cenário de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos, após ouvir 2.002 eleitores em 125 municípios em levantamentos presenciais.

Há chance de a eleição para presidente de 2026 terminar no primeiro turno?

A eleição presidencial de 2026 tem baixa chance de terminar no primeiro turno porque Lula aparece com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%, ambos com rejeição elevada, enquanto candidatos menores somam parcelas relevantes, o que dificulta que qualquer nome ultrapasse a marca de 50% dos votos válidos já na primeira votação.


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