Sahara Ray morre aos 34 após 2 anos lutando contra Guillain-Barré
Modelo australiana e influenciadora Sahara Ray morre aos 34 anos após complicações ligadas à síndrome de Guillain-Barré, agravadas por atropelamento em 2024. Família confirma falecimento.

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A influenciadora australiana enfrentou graves complicações de saúde antes de seu falecimento precoce.
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A modelo australiana Sahara Ray, 34, morreu neste domingo (18) em um hospital, após complicações da síndrome de Guillain-Barré que se agravaram desde que ela foi atropelada por um motorista embriagado em 2024. Famosa no mundo da moda e nas redes sociais, ela deixa a filha Snow Ray, de menos de um ano.
Família confirma morte de Sahara Ray
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (19), a família informou que Sahara morreu cercada por parentes. “Ela morreu na última noite (do dia 18 de outubro), cercada por seus familiares em um hospital. Ela era muito amada”, diz a nota.
A causa exata do falecimento não foi detalhada, mas o histórico recente da modelo inclui uma luta de dois anos contra a síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que atinge o sistema nervoso, somada às sequelas físicas e emocionais deixadas pelo atropelamento.
Sahara era filha do surfista australiano Tony Ray, 61, e ganhou projeção internacional tanto pela carreira de modelo e empresária de moda praia quanto por relacionamentos com músicos famosos. Ela foi apontada como ex-affair de Justin Bieber, 32, e teve um namoro com o cantor australiano Cody Simpson, 29.
O que é a síndrome de Guillain-Barré que afetou Sahara Ray?
A síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio neurológico raro em que o sistema imunológico passa a atacar os nervos, causando sintomas como dormência, formigamento e fraqueza muscular que podem evoluir rapidamente. Em quadros mais graves, há risco de paralisia e necessidade de internação.
Segundo autoridades de saúde internacionais, a maioria dos pacientes se recupera totalmente, mas parte deles pode ter danos neurológicos permanentes. Em uma pequena parcela dos casos, a doença pode ser fatal. A condição costuma surgir após infecções ou outros eventos que desregulam o sistema imune.
No caso de Sahara, os sintomas mais severos começaram após o atropelamento por um motorista alcoolizado, em 2024. Desde então, ela relatava crises de dor, perda de força e dificuldades para tarefas básicas, como se alimentar sozinha.
Entenda o contexto
Em 2024, Sahara foi atropelada por um motorista embriagado e, a partir desse trauma, passou a relatar sintomas neurológicos intensos. Nas redes sociais, descreveu dormência, formigamento, fraqueza progressiva e perda de apetite, além de episódios de depressão. Foi nesse período que tornou pública a luta contra a síndrome de Guillain-Barré.
A relação direta entre o atropelamento e o desenvolvimento ou agravamento da doença não foi detalhada por médicos, mas o episódio marcou uma virada brusca na vida da modelo, que viu a rotina mudar de campanhas de moda e viagens para consultas, exames e tratamentos.
O caso também reacende o debate sobre os riscos da direção sob efeito de álcool. A tragédia envolvendo Sahara expõe como um único ato irresponsável no trânsito pode desencadear, em outra pessoa, um ciclo de doenças, sofrimento prolongado e, em última instância, morte.
Carreira na moda e vida nas redes sociais
Com carreira consolidada desde o início da década passada, Sahara Ray se tornou um rosto conhecido em campanhas de moda praia e editoriais internacionais. Aproveitando a projeção, ela fundou sua própria marca de biquínis, a Sahara Ray Swim, em que também atuava como principal modelo das coleções.
Nas redes sociais, reunia cerca de 900 mil seguidores. O perfil, que começou com fotos de trabalhos e bastidores da vida de modelo, aos poucos passou a mostrar também momentos íntimos, viagens, bastidores de ensaios e, mais recentemente, a rotina como mãe.
O interesse do público cresceu quando seu nome foi ligado a Justin Bieber, com quem viveu um breve affair, e ao relacionamento anterior com Cody Simpson. Apesar da curiosidade em torno da vida amorosa, Sahara costumava dar mais destaque à própria marca e a projetos pessoais.
Maternidade e última fase da luta
Snow Ray, filha única de Sahara, nasceu em 27 de janeiro de 2026. Desde a gravidez, a modelo passou a compartilhar com frequência fotos e vídeos ligados à maternidade, alternando registros de felicidade com relatos sobre os desafios físicos e emocionais que enfrentava por causa da doença.
A última publicação em seu Instagram, feita em abril, mostrava Snow sorrindo, com a legenda “Meu coração inteiro”. No Dia das Mães, ela divulgou um ensaio grávida e um vídeo da filha rindo, acompanhado da declaração: “Você é luz e o amor da minha vida, bebê. Obrigada por existir”, escreveu Sahara na legenda.
Mesmo fragilizada, ela vinha usando a visibilidade para falar sobre saúde mental, dor crônica e a experiência de ser mãe com uma condição neurológica rara, criando identificação com seguidores que lidam com doenças pouco conhecidas.
Repercussão e possíveis desdobramentos
A morte de Sahara Ray deve gerar uma onda de homenagens de fãs, amigos e figuras do entretenimento e da moda, além de reacender debates sobre segurança no trânsito e apoio a pessoas com doenças raras. Grupos ligados à saúde neurológica e à prevenção de acidentes já veem no caso um possível ponto de partida para campanhas de conscientização.
No campo jurídico, ainda não há detalhes sobre eventuais processos ou novas ações relacionadas ao motorista embriagado responsável pelo atropelamento de 2024. A tendência é que a investigação sobre o acidente volte ao centro das atenções, agora sob o impacto da confirmação da morte da modelo.
Na saúde pública, especialistas defendem que histórias como a de Sahara ajudem a ampliar o conhecimento da população sobre a síndrome de Guillain-Barré, encurtar o tempo de diagnóstico e reforçar a importância do suporte psicológico e social a pacientes que vivem com sequelas neurológicas severas.
Fontes: matéria original 1 · matéria original 2


