Scheila Carvalho hoje mostra rosto inchado 17 dias após lifting
Aos 53 anos, ex-dançarina do É o Tchan exibe pós-operatório de lifting facial feito em Caxias do Sul e ajuda a explicar alta de 48,2% nas cirurgias desse tipo no Brasil.

Entretenimento
Scheila Carvalho compartilha detalhes do pós-operatório e contribui para o aumento das cirurgias de lifting facial no país.
Leia também: João Silva rejeita competir com Faustão e fala sobre legado
Aos 53 anos, Scheila Carvalho mostrou nesta sexta-feira (6) o rosto ainda bastante inchado após um lifting facial realizado em 20 de outubro, em uma clínica de Caxias do Sul, e contou que o procedimento foi escolhido para suavizar rugas e flacidez sem mudar seus traços.
Nos vídeos publicados nas redes sociais, a ex-dançarina do É o Tchan aparece com uma máscara de gelo cobrindo parte da face e fala diretamente com os seguidores sobre o inchaço normal do pós-operatório.
“Tô com essa máscarazinha aqui de gelo para desinchar. Minha boca está inchada, viu gente? Mas não é assim que eu vou ficar, não. Tenham paciência”, disse Scheila, explicando que ainda está em fase de recuperação.
Por que Scheila Carvalho fez lifting facial?
Scheila decidiu fazer o lifting facial para tratar sinais de envelhecimento mais marcados, como a flacidez da pele e dos tecidos profundos do rosto, buscando um resultado de rejuvenescimento que preservasse sua identidade facial.
Segundo a cirurgiã plástica Cecília Ruiz, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o lifting facial, ou ritidoplastia, é “indicado para tratar os sinais de envelhecimento da face, especialmente a flacidez da pele e dos tecidos mais profundos”.
Ela explica que “o procedimento reposiciona essas estruturas, melhora o contorno facial, suaviza o excesso de pele e atenua sulcos e marcas de expressão”, o que permite um efeito mais harmonioso e natural, sem alterar os traços individuais.
O caso de Scheila se encaixa nessa tendência: em vez de transformar completamente a aparência, a cirurgia busca amenizar os sinais do tempo, respeitando as proporções originais do rosto e as expressões que fazem parte de sua história.
Como está a recuperação de Scheila Carvalho após a cirurgia?
Neste momento, a recuperação de Scheila é marcada por inchaço visível no rosto e nos lábios, uso intenso de compressas frias e necessidade de paciência até que o resultado final comece a aparecer.
Nos registros compartilhados, ela mostra o rosto bem edemaciado, protegido pela máscara de gelo, e relata que esse aspecto faz parte do processo esperado após o lifting facial. O inchaço costuma ser mais intenso nos primeiros dias e semanas, diminuindo gradualmente conforme o organismo se recupera.
O pós-operatório exige repouso, evitar esforços, dormir com a cabeça elevada e seguir à risca a orientação médica, incluindo uso de medicamentos, cintas ou curativos específicos e comparecimento às revisões. Scheila reforça esse cuidado ao pedir compreensão aos seguidores enquanto o rosto ainda passa por fases intermediárias de cicatrização.
Quando o lifting facial é indicado, segundo o caso de Scheila Carvalho?
O lifting facial é indicado quando há sinais mais evidentes de envelhecimento facial, como os que levaram Scheila à cirurgia: queda do contorno do rosto, excesso de pele e sulcos profundos que não melhoram com tratamentos menos invasivos.
De acordo com Cecília Ruiz, a indicação nunca é feita apenas pela idade, mas por uma avaliação individualizada que leva em conta grau de flacidez, qualidade da pele, condições clínicas e expectativas do paciente. Pessoas saudáveis, com expectativas realistas e dispostas a encarar o pós-operatório com responsabilidade são as melhores candidatas.
A cirurgiã alerta, porém, que o procedimento deve ser realizado por profissional habilitado, com formação em cirurgia plástica e credenciamento adequado. Também é indispensável uma avaliação médica completa para reduzir riscos em pacientes com doenças crônicas ou fatores que possam complicar a cicatrização.
Entenda o contexto
O caso de Scheila acontece em um momento em que o Brasil lidera o ranking mundial de lifting facial. Foram 116.296 cirurgias desse tipo realizadas no país em 2025, um aumento de 48,2% em relação a 2021, quando foram registrados 78.480 procedimentos. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 103.678 operações no mesmo período.
Para o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da SBCP, esse crescimento reflete uma mudança na expectativa dos pacientes: “Existe uma mudança clara na expectativa dos pacientes. Eles querem rejuvenescer, mas continuar parecendo eles mesmos. Isso significa respeitar as características individuais do rosto, a proporção entre suas estruturas e a própria identidade facial. O rejuvenescimento não deve apagar a história daquela pessoa”.
A colega Beatriz Lassance, também cirurgiã plástica e membro da SBCP, reforça a ideia de que o objetivo mudou: “Em vez de tentar transformar uma pessoa de 60 anos para que pareça ter 40, a proposta passa a ser melhorar a qualidade da aparência sem apagar os elementos que contam a história daquele rosto”.
Nessa busca por resultados discretos, técnicas que atuam em camadas mais profundas, como o chamado deep plane facelift, vêm ganhando espaço. Em vez de apenas esticar a pele, o cirurgião trabalha estruturas internas de sustentação, o que tende a dar um efeito mais natural, de rosto descansado, sem aparência “puxada demais”.
Cuidados e riscos no pós-operatório
Assim como qualquer cirurgia, o lifting facial envolve riscos e exige atenção aos sinais de alerta durante a recuperação.
Cecília Ruiz destaca que é fundamental escolher um cirurgião experiente, seguir à risca as orientações de repouso, uso de medicamentos, higienização e comparecer às consultas de revisão. Entre as complicações possíveis, estão hematomas expansivos, infecções e alterações na cicatrização, que podem comprometer o resultado estético e a saúde do paciente.
A médica orienta que qualquer alteração incomum, como dor intensa e repentina, sangramento abundante, assimetria súbita, febre ou piora brusca do inchaço, deve ser encarada como emergência: “Diante de qualquer um desses sinais, o paciente deve entrar em contato imediatamente com o cirurgião responsável ou procurar atendimento de urgência, sem esperar pela consulta de retorno”, afirma.
Ao mostrar sem filtros o rosto inchado e os cuidados com o gelo, Scheila ajuda a trazer para o debate público um aspecto menos glamurizado da cirurgia plástica: o tempo necessário para que o resultado apareça e a importância de atravessar o pós-operatório com informação e acompanhamento médico especializado.


