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Brasil

Senado aprova PEC e cria Ministério da Segurança Pública hoje

Senado aprova a PEC da Segurança Pública, eleva o Susp à Constituição e abre caminho para criação do Ministério da Segurança Pública, focado em inteligência e cooperação.

Senado aprova PEC e cria Ministério da Segurança Pública hoje

Segurança Pública

Senado avança na estruturação da segurança nacional com nova pasta focada em inteligência e cooperação.

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A PEC da Segurança Pública foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira (3), com aval do Congresso para que o texto siga à promulgação e abra caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública, voltado à articulação nacional contra o crime organizado e à integração das forças policiais em todo o país.

O que muda com a PEC da Segurança Pública

O ponto central da proposta é transformar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei em 2018, em dispositivo da Constituição. Na prática, isso consolida a obrigação de União, estados, Distrito Federal e municípios de cooperarem de forma estruturada em ações de segurança.

Com a PEC, o Susp passa a ter amparo constitucional para coordenar operações conjuntas, formar forças-tarefa e garantir o compartilhamento de informações, provas e sistemas entre polícias civis e militares, órgãos de inteligência e demais instituições de segurança. A União ganha papel expresso na articulação das políticas nacionais e na coordenação das ações de enfrentamento ao crime organizado, sem assumir o comando direto das polícias estaduais.

Estados e municípios continuam responsáveis pela administração das polícias Civil e Militar, mas passam a contar com um arranjo institucional mais robusto para receber apoio federativo, recursos e inteligência em operações contra facções criminosas e milícias.

Criação do Ministério da Segurança Pública

Ao celebrar a aprovação da PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que a criação do Ministério da Segurança Pública será o próximo passo do governo. A nova pasta terá foco em inteligência, planejamento e cooperação com governadores e prefeitos.

“Vamos somar a esse avanço a criação do Ministério da Segurança Pública, com foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias”, afirmou Lula. Segundo ele, o objetivo é construir um comando nacional capaz de articular operações integradas, padronizar protocolos e reforçar o combate ao crime organizado em regiões onde as estruturas locais são mais frágeis.

O Palácio do Planalto deve agora definir o desenho da nova pasta, a equipe que vai comandá-la e as primeiras diretrizes para a atuação conjunta com estados e municípios. A expectativa no governo é que os governadores vejam no ministério um canal direto para apoio operacional e financeiro.

Entenda o contexto

A aprovação da PEC é apresentada pelo governo como resposta ao avanço do crime organizado e à expansão de facções e milícias em diferentes regiões do país. A avaliação no Planalto é que a fragmentação das políticas de segurança e a dificuldade de coordenação entre esferas de governo favorecem essas organizações.

Ao constitucionalizar o Susp, o Executivo aposta em dar mais previsibilidade e continuidade às políticas públicas de segurança, evitando desmonte de estruturas a cada mudança de gestão. Órgãos de inteligência, polícias e guardas municipais passam a operar, em tese, dentro de um mesmo sistema, com regras claras para troca de dados e realização de ações conjuntas.

Para especialistas e gestores da área, o desafio agora sai do texto da PEC e entra no campo da implementação: será preciso investir em tecnologia, integrar bancos de dados que hoje não “conversam” entre si, capacitar os agentes e superar disputas políticas e corporativas entre diferentes forças de segurança.

Reação do governo e próximos passos

Lula comemorou o avanço da proposta e associou diretamente a medida ao direito da população a viver sem medo. “O povo brasileiro tem o direito de trabalhar, voltar para casa e viver com tranquilidade. Garantir esse direito é um compromisso do Governo do Brasil”, declarou o presidente.

Com a PEC aprovada pelo Congresso e prestes a ser promulgada, o governo corre para detalhar como será a atuação do novo Ministério da Segurança Pública dentro do Susp constitucionalizado. A definição do titular da pasta e da equipe técnica, assim como a pactuação com governadores sobre prioridades e repartição de recursos, serão os próximos movimentos que vão indicar o alcance real da mudança no dia a dia da segurança pública.

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