VAR confirma pênalti aos 45 e rebaixa Chapecoense no Brasileirão
Árbitro mantém pênalti para o Mirassol após revisão no VAR, Reinaldo converte, time vence por 2 a 1 e resultado confirma o rebaixamento da Chapecoense no Brasileirão.

Brasileirão
Decisão do VAR aos 45 minutos garante vitória do Mirassol e rebaixamento da Chapecoense na competição.
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O árbitro Lucas Paulo Torezin confirmou, após revisão no VAR, um pênalti para o Mirassol nos acréscimos do primeiro tempo, convertido por Reinaldo, que abriu caminho para a vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense no interior paulista e selou o rebaixamento do clube catarinense no Brasileirão.
VAR confirma pênalti decisivo para o Mirassol
O lance-chave acontece aos 45 minutos do primeiro tempo, quando a Chapecoense ainda vencia por 1 a 0. Alesson invade a área pela esquerda, disputa a bola com Camilo e, após contato entre os dois, puxa o defensor antes de ambos caírem. Torezin marca pênalti em campo e é chamado pelo árbitro de vídeo para revisar a jogada no monitor à beira do gramado.
Depois de analisar as imagens, o árbitro decide manter a marcação. Na cobrança, Reinaldo desloca o goleiro e empata a partida para o Mirassol. Antes, o lateral já havia desperdiçado outra penalidade, carimbando a trave.
No segundo tempo, o time paulista aproveita o embalo do empate ainda antes do intervalo, busca a virada e fecha o placar em 2 a 1. O resultado leva o Mirassol a 40 pontos na tabela e afasta a equipe da zona de rebaixamento, enquanto a Chapecoense permanece com 21 pontos e não tem mais chances matemáticas de escapar da queda.
Reação da Chapecoense e críticas à arbitragem
Na saída de campo, o clima na Chapecoense é de revolta com o segundo pênalti marcado. Capitão do time catarinense, o zagueiro Eduardo Doma não poupa críticas à decisão de Lucas Paulo Torezin mesmo após o uso do VAR.
“Inadmissível. Eu nunca vi, presencialmente jogando, vou ver de novo o lance depois, algo tão assustador quanto o pênalti. Ele foi ver ali e confirmou ainda”, desabafa o defensor, em entrevista ainda no gramado. O elenco não questiona o primeiro pênalti da noite, mas considera o segundo determinante para o desfecho da partida e do campeonato para o clube.
A arbitragem de Torezin e a atuação da equipe de vídeo devem ser analisadas pela comissão responsável na CBF, procedimento padrão em jogos com lances decisivos e de grande impacto na classificação.
Entenda o contexto
Com a derrota, a Chapecoense se torna a primeira equipe matematicamente rebaixada nesta edição do Brasileirão e volta à Série B. A queda representa perda significativa de receita com direitos de transmissão, patrocínios e bilheteria, além de pressionar o clube a rever elenco, comissão técnica e estrutura para tentar um retorno rápido à elite.
Do outro lado, o Mirassol atinge os 40 pontos e ganha fôlego na luta contra o rebaixamento, aproximando-se da permanência na Série A e fortalecendo o projeto esportivo e financeiro do clube. A vitória em casa, construída em um jogo de forte carga emocional, também aumenta a confiança do time para as últimas rodadas.
O lance do pênalti confirmado após revisão do VAR volta a colocar a tecnologia no centro do debate. A ferramenta, pensada para reduzir erros claros em lances capitais, segue sob escrutínio de jogadores, dirigentes e torcedores, sobretudo quando decisões técnicas têm efeito direto em rebaixamento, títulos e vagas em competições internacionais.


