7 aparelhos com inteligência artificial que mudam seu dia hoje
De geladeira a óculos conectados, veja como IA embutida em eletrodomésticos, acessórios e computadores começa a automatizar tarefas e mudar a rotina em casa e no trabalho.

Inteligência Artificial
Descubra dispositivos que utilizam IA para facilitar tarefas diárias em casa e no trabalho, transformando sua rotina.
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De geladeiras que sugerem receitas a óculos que traduzem conversas em tempo real, fabricantes como Samsung, LG, Meta, MSI e outras aceleram o lançamento de aparelhos com inteligência artificial embutida, mudando a rotina dentro de casa e no trabalho.
Quais são os 7 aparelhos que usam inteligência artificial mencionados na matéria?
Os sete aparelhos são a geladeira Samsung Bespoke AI RF29D, a TV LG OLED evo AI C6, o gravador inteligente Plaud NotePin, o dispositivo Rabbit R1 com Rabbit OS3, os óculos Ray-Ban Meta, o notebook MSI Stealth 16 AI+ e o hub de automação SwitchBot AI Hub.
Nos eletrodomésticos, a Samsung aposta na Bespoke AI RF29D, uma geladeira com câmera interna capaz de identificar parte dos alimentos armazenados e manter uma lista do que está disponível. “O recurso AI Vision Inside também pode trabalhar em conjunto com o SmartThings Food para sugerir receitas com base nos ingredientes disponíveis”, descreve a empresa. A porta traz ainda uma tela sensível ao toque de 32 polegadas para acessar receitas, exibir fotos e fazer anotações diretamente no aparelho.
No entretenimento, a LG leva IA para a TV OLED evo AI C6. O modelo usa o processador Alpha 11 AI 4K Gen3 para analisar e ajustar automaticamente diferentes aspectos da imagem, desde brilho e contraste até nitidez. “Entre as funções estão recursos de aprimoramento de imagem e upscaling, que podem melhorar conteúdos com resolução inferior a 4K”, afirma a fabricante. A linha também oferece painel OLED e taxa de atualização variável que pode chegar a 165 Hz em modelos compatíveis, atraindo quem joga no console ou no PC.
Para produtividade, o Plaud NotePin funciona como um pequeno gravador de som preso à roupa em reuniões, aulas ou entrevistas. Ele captura o áudio e usa IA para organizar o conteúdo. “Depois da gravação, o sistema pode produzir transcrições, resumos e extrair informações importantes da conversa”, explicam os desenvolvedores. O serviço oferece suporte a mais de 100 idiomas e tem plano gratuito com minutos limitados de transcrição por mês.
Já o Rabbit R1 é um aparelho físico criado para ser uma espécie de atalho de bolso para sistemas de IA. Com formato compacto, “o pequeno dispositivo conta com tela sensível ao toque, câmera giratória e botão para comandos de voz; e não é um celular”. Ele funciona como porta de entrada para o Rabbit OS3, sistema que permite conversar com modelos de IA e delegar tarefas a agentes, em vez de abrir vários aplicativos no telefone.
No campo dos acessórios vestíveis, os óculos Ray-Ban Meta combinam armação no estilo clássico Wayfarer com câmera, microfones e inteligência artificial embutidos. “Por meio da Meta AI, o usuário pode fazer perguntas por voz e até pedir informações relacionadas ao que está enxergando”, detalha a empresa. O recurso permite ainda tradução ao vivo, criação de lembretes, consulta à agenda e reconhecimento de informações do ambiente, além de capturar fotos e vídeos e reproduzir áudio por pequenos alto-falantes na haste.
Entre os computadores, o MSI Stealth 16 AI+ integra processadores Intel Core Ultra a placas de vídeo GeForce RTX para rodar tarefas de IA diretamente no notebook, sem depender sempre da nuvem. Segundo a marca, isso vai de recursos integrados ao Windows a modelos mais pesados que usam a GPU dedicada. Há versões com placa GeForce RTX 5080 e até 128 GB de memória RAM, configuração voltada para criadores de conteúdo, gamers e profissionais que usam IA intensivamente.
Fechando a lista, o SwitchBot AI Hub atua como cérebro da casa conectada. “O SwitchBot AI Hub funciona como uma central para dispositivos de casa inteligente, utilizando inteligência artificial para interpretar o que está acontecendo no ambiente e criar automações mais avançadas”, explicam os responsáveis pelo produto. Integrado a câmeras compatíveis, ele reconhece pessoas, animais e objetos e cruza esses dados com sensores, lâmpadas e outros aparelhos. Também conversa com plataformas como Apple Home, Google Home e Home Assistant.
Como a inteligência artificial está sendo aplicada nos dispositivos do dia a dia?
A inteligência artificial aparece nesses aparelhos como motor de automação e personalização, assumindo tarefas que antes dependiam de atenção constante do usuário.
Na prática, isso significa geladeiras que ajudam no planejamento de refeições ao identificar o que há dentro e propor receitas; TVs que “entendem” o tipo de conteúdo exibido e ajustam a imagem automaticamente; gravadores que transformam longas reuniões em resumos objetivos; e hubs de casa inteligente que passam a reagir ao contexto, e não apenas a comandos simples de ligar e desligar.
Nos vestíveis e gadgets de bolso, a IA amplia os sentidos do usuário: os óculos da Meta descrevem o ambiente, traduzem placas e conversas, criam lembretes a partir de comandos falados; o Rabbit R1 se conecta a serviços online e executa ações sob demanda, como marcar compromissos ou organizar tarefas.
Já em notebooks como o MSI Stealth 16 AI+, a integração de processadores dedicados e GPUs potentes permite rodar modelos de IA localmente, o que tende a acelerar ferramentas de edição de foto e vídeo, geração de imagens, assistentes de escrita e sistemas de análise de dados.
Entenda o contexto
A popularização de chatbots e geradores de imagem empurrou a sigla IA para o centro do debate, mas a adoção mais silenciosa acontece dentro de aparelhos comuns, vendidos em lojas de varejo. Marcas de eletrônicos veem na tecnologia um diferencial competitivo para justificar produtos mais caros e manter relevância num mercado saturado.
Para os consumidores, o impacto imediato está na economia de tempo e na redução de fricção em tarefas rotineiras, como controlar a casa, estudar, registrar reuniões ou consumir conteúdo. Em paralelo, cresce a necessidade de atenção à privacidade, já que esses aparelhos coletam dados sensíveis de voz, imagem e hábitos diários, e dependem de conexões constantes com a nuvem.
Especialistas destacam que a tendência é de expansão: novos modelos devem trazer IA mais integrada e menos “visível”, operando em segundo plano. Ao mesmo tempo, reguladores e órgãos de defesa do consumidor acompanham o movimento, de olho em segurança de dados, transparência no uso de informações e na proteção de usuários que ainda estão aprendendo a lidar com essa nova geração de eletrônicos inteligentes.


