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Pesquisa Datafolha hoje: empate técnico Lula e Flávio às 20h

Nova pesquisa Datafolha para presidente indica Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% no 1º turno, empate técnico que se repete no 2º turno e acirra a disputa.

18/09/2026 11:01 7 min de leitura
Pesquisa Datafolha hoje: empate técnico Lula e Flávio às 20h
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Eleições 2026

Levantamento mostra empate técnico entre os principais candidatos no primeiro e segundo turnos, intensificando a disputa presidencial.

Nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de 2026 coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico no primeiro e no segundo turno, em um cenário que acende o alerta no governo e na oposição.

O levantamento nacional, feito com 2.002 eleitores em 125 municípios e divulgado ontem à noite, mostra uma disputa mais apertada do que a de quatro anos atrás e expõe um país dividido, com pouco espaço para viradas espetaculares até a votação.

Lula e Flávio encostam no 1º turno e repetem equilíbrio no 2º

No cenário estimulado de primeiro turno, em que o entrevistador apresenta uma lista de candidatos, o presidente aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador registra 36%. Os números, nas palavras do próprio instituto, significam que “no cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39% das intenções de voto, empatado tecnicamente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais com Flávio Bolsonaro (PL), com 36%”.

Nessa fotografia, Augusto Cury (Avante) surge distante, com 6%. Ronaldo Caiado (PSD) marca 4%, e Renan Santos (Missão) fica com 3%. O grupo de candidatos médios e pequenos não se aproxima do patamar dos dois líderes, mas ganha peso na aritmética de um segundo turno decidido por poucos pontos.

O equilíbrio se repete nas simulações finais. Em um confronto direto entre os dois principais antagonistas, “na simulação de segundo turno, Lula chega a 46% das intenções de voto e Flávio a 44%”. A diferença permanece dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que impede qualquer leitura de favoritismo confortável de um lado ou de outro.

Outros cenários de segundo turno mantêm a tensão. Lula empata numericamente com Augusto Cury, por 44% a 44%, e enfrenta Ronaldo Caiado em um quadro em que aparece com 46%, contra 42% do ex-governador. Também aí, a folga é estreita e ainda submetida ao limite estatístico.

Eleitorado consolidado e indecisos em disputa

A pesquisa reforça a percepção de que a maioria do eleitorado já escolheu lado. Segundo o levantamento, “75% dos eleitores brasileiros que tem uma opção de voto no 1º turno dizem ter certeza sobre essa escolha”. A convicção é maior entre os eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro, o que reduz o espaço para migrações entre os dois polos.

Quando a pergunta é espontânea, sem apresentação de nomes, Lula é lembrado por 33% dos entrevistados, e Flávio por 25%. A diferença é maior do que no cenário estimulado, mas ainda distante das folgas que o atual presidente ostentava na eleição anterior. O dado mais sensível para as campanhas está nos 23% que não sabem dizer em quem pretendem votar, percentual de indecisos que pode definir a disputa em estados-chave.

O desenho estatístico da pesquisa ajuda a dimensionar o peso desses números. “A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%”, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026. O modelo segue o padrão das principais sondagens eleitorais do país, com entrevistas presenciais e amostra distribuída por região, idade e renda.

O contraste com o cenário de quatro anos atrás é inevitável nas conversas de bastidor. Naquela etapa da campanha, o atual presidente mantinha vantagem de dois dígitos sobre o então adversário, o que alimentava previsões de vitória antecipada. Agora, a mesma série de pesquisas indica uma distância mínima entre Lula e o herdeiro político do bolsonarismo, com alternância de ânimo entre governistas e oposicionistas a cada nova rodada.

Pablo Marçal fora, Leonardo Avalanche entra e amplia incerteza

O quadro fica ainda mais complexo com a interferência da Justiça Eleitoral. A pesquisa atual exclui Pablo Marçal (PRTB) dos cartões de resposta. Nas palavras do laudo do levantamento, “a candidatura de Pablo Marçal foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral e será substituída pela de Leonardo Avalanche, que não foi testado nesta pesquisa”.

A mudança cria uma zona de sombra sobre a distribuição do voto antipetista e anti-PT, sobretudo entre eleitores evangélicos e conservadores que viam em Marçal uma alternativa ao bolsonarismo clássico. Sem medição para Leonardo Avalanche, dirigentes partidários operam às cegas em negociações regionais, enquanto advogados discutem recursos e prazos no TSE.

O efeito imediato é a necessidade de readequar discursos e alianças. Partidos que orbitam na faixa de 3% a 6% avaliam com mais cuidado se mantêm candidaturas próprias até o fim ou se antecipam um apoio no primeiro turno, em troca de espaço em eventual governo. O próprio Avante, de Augusto Cury, e o PSD, de Ronaldo Caiado, passam a ser cortejados como potenciais fiadores de uma frente mais ampla, seja à esquerda, seja à direita.

No mercado financeiro e entre grandes grupos empresariais, o alerta também aumenta. Um cenário de empate prolongado entre governo e oposição costuma pressionar o câmbio, retardar decisões de investimento e encarecer o custo político de reformas. Analistas já falam em prêmio de risco eleitoral embutido em contratos futuros e em maior sensibilidade a declarações de campanha sobre gastos públicos e autonomia de instituições.

Corrida ajusta estratégias e empurra disputa para reta final

Dentro do governo, a leitura é de que a sondagem confirma a necessidade de mobilizar a base social com mais intensidade, especialmente no Nordeste e entre eleitores de baixa renda, ao mesmo tempo que se tenta reduzir rejeição em centros urbanos. A ordem é reforçar entregas e anúncios em áreas como emprego, programas sociais e crédito, em paralelo à defesa do legado recente.

No campo de Flávio Bolsonaro, o discurso ganha combustível para insistir na narrativa de alternância de poder e desgaste do governo. A proximidade numérica encoraja a aposta em uma campanha mais agressiva no digital, com foco em segurança pública, custo de vida e crítica à atuação do Supremo, temas caros ao núcleo duro bolsonarista e decisivos para ampliar sua base.

Os demais candidatos tentam se apresentar como saídas viáveis para o eleitor cansado da polarização. Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos exploram nichos específicos: o primeiro, com linguagem motivacional e apelo entre jovens; o segundo, como gestor experiente e líder do agronegócio; o terceiro, como voz da nova direita liberal. Nenhum deles, porém, rompe até agora a barreira de um dígito.

A pesquisa divulgada ontem não define o resultado de 2026, mas reorganiza posições na largada da reta final. As próximas semanas tendem a ser marcadas por ataques mais duros, movimentos de aproximação entre partidos médios e novas batalhas jurídicas em torno de candidaturas, propaganda e redes sociais. Em um país dividido quase ao meio, cada ponto percentual passa a valer mais do que nunca.

O que mostra a nova pesquisa Datafolha para presidente em 2026?

A nova pesquisa Datafolha para presidente em 2026 mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% no cenário estimulado de 1º turno, em empate técnico, seguido por Augusto Cury (6%), Ronaldo Caiado (4%) e Renan Santos (3%), com alta taxa de eleitores já convictos da escolha.

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro está definida?

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro não está definida porque os dois aparecem tecnicamente empatados no 1º turno (39% a 36%) e no 2º turno (46% a 44%), dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, com 23% de eleitores ainda indecisos na pesquisa espontânea, capazes de alterar o quadro.

Como a exclusão de Pablo Marçal pode afetar a eleição?

A exclusão de Pablo Marçal, cuja candidatura foi indeferida e será substituída pela de Leonardo Avalanche não testado na pesquisa, pode fragmentar o voto conservador, redesenhar alianças regionais e abrir espaço para disputas jurídicas, deixando partidos de centro e direita em dúvida sobre como reposicionar suas campanhas até o início oficial da propaganda.


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