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Pesquisa Quaest: Lula lidera e empata com Flávio no 2º turno

Levantamento BTG/Nexus com 2.000 eleitores mostra Lula na frente no 1º turno, em cenário competitivo para 2026, e empate técnico com Flávio Bolsonaro no 2º turno.

29/09/2026 08:01 6 min de leitura
Pesquisa Quaest: Lula lidera e empata com Flávio no 2º turno
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Eleições 2026

Levantamento revela cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro para o segundo turno presidencial.

Uma nova pesquisa do instituto Nexus, contratada pelo Banco BTG Pactual, coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, mas diante de um segundo turno tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, feito por telefone com 2.000 eleitores em todo o país, funciona hoje como principal termômetro do xadrez eleitoral de 2026.

Os números indicam um cenário polarizado e estável, com ampla maioria do eleitorado já decidida. Ao mesmo tempo, um grupo reduzido, mas estratégico, de eleitores ainda admite rever o voto, o que mantém em aberto o desfecho da disputa.

Lula abre frente no 1º turno, mas ainda longe da vitória direta

No cenário estimulado de primeiro turno, considerando apenas os votos válidos, Lula aparece com 44% das intenções. Flávio Bolsonaro soma 39%, cinco pontos atrás do petista. A diferença, embora relevante politicamente, ainda não garante vitória no primeiro turno.

A própria metodologia do levantamento lembra a regra do jogo: “Para que seja eleito em primeiro turno, um candidato precisa ter 50% dos votos mais um excluindo brancos e nulos”. O resultado, portanto, reforça a tendência de uma disputa em dois turnos, com vantagem inicial para Lula, mas sem definição antecipada.

Outros nomes testados, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), aparecem atrás dos dois protagonistas. Eles não ameaçam, neste momento, a liderança de Lula nem a posição de Flávio Bolsonaro no segundo lugar, mas influenciam a fragmentação dos votos e a formação de alianças.

Empate técnico no 2º turno expõe país dividido

Quando o cenário é de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o quadro se aperta. “Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio com votos totais, o petista vai a 46%, enquanto o candidato do PL chega a 44%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro”, registra o instituto Nexus. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento também simula outros duelos, sempre com Lula em campo. O petista empata tecnicamente com Ronaldo Caiado e aparece à frente de Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. O recado é claro: o ex-presidente ainda é o nome mais competitivo do campo governista, mas enfrenta um ambiente de forte polarização.

Para o PT, os números oferecem alívio e alerta ao mesmo tempo. A liderança confirma o peso eleitoral de Lula e tende a reforçar a estratégia de manter o ex-presidente no centro da campanha, como fiador de continuidade. Já para o PL, o desempenho de Flávio Bolsonaro mostra que o legado político da família segue mobilizando um eleitorado robusto, suficiente para pressionar qualquer adversário em um segundo turno.

Eleitorado consolidado e pequena brecha para viradas

O dado mais eloquente da pesquisa BTG/Nexus não está apenas nos percentuais de cada candidato, mas na rigidez do eleitorado. “87% dos brasileiros já decidiram o voto para presidente e não vão mudar mais”, aponta o levantamento. Apenas 12% admitem que ainda podem mudar de voto; 1% não sabe ou não responde.

Entre os que dizem já ter decisão tomada, 75% afirmam ter definido o voto há mais de seis meses. Esse grau de cristalização indica que a disputa tende menos a grandes reviravoltas de opinião e mais à mobilização de bases já definidas. Campanhas passam a depender mais da capacidade de levar o eleitor fiel à urna do que de convencer indecisos em massa.

Mesmo assim, os 12% que ainda cogitam alterar a escolha podem ser decisivos em uma disputa tão apertada no segundo turno. Dentro desse grupo, 34% avaliam que a chance de mudança é baixa, enquanto 26% enxergam possibilidade alta. Entre eles, Lula aparece como segunda opção para 18%, seguido por Augusto Cury e Flávio Bolsonaro, com 17% cada um.

Mercado, partidos e a disputa pelo voto volátil

A fotografia oferecida pela pesquisa BTG/Nexus já influencia hoje as estratégias políticas e os humores econômicos. Para o PT, a prioridade tende a ser transformar a liderança num colchão de segurança, ampliando a diferença no primeiro turno e tentando reduzir o risco de surpresa na reta final da campanha. A leitura interna é de que qualquer recuo pode reabrir espaço para um avanço de Flávio Bolsonaro sobre os eleitores ainda disponíveis.

No PL, a reação provável é outra: intensificar a exposição do candidato, nacionalizar pautas e explorar ao máximo o discurso de alternância de poder, de olho justamente nos 12% que ainda não fecharam questão. A aposta é que a disputa moral e econômica, temas caros à base bolsonarista, possa mobilizar parte desse eleitor flutuante.

Candidatos como Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury correm em outra pista. Com menos intenções de voto, miram nichos específicos e trabalham para crescer o suficiente para negociar apoios, compor frente de segundo turno ou, ao menos, fortalecer seus partidos na Câmara e no Senado.

No mercado financeiro, números tão apertados em um eventual segundo turno alimentam cautela. Investidores monitoram o cruzamento entre intenção de voto e avaliação de governo, em busca de pistas sobre política econômica futura, reformas e estabilidade institucional. Oscilações em pesquisas como a BTG/Nexus podem se refletir, dia a dia, em câmbio, juros e bolsa.

A pesquisa, realizada entre 25 e 27 de setembro e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026, não é previsão de resultado, mas uma radiografia de momento. O quadro que ela desenha, às vésperas da intensificação da campanha e dos debates decisivos, é o de um país dividido entre dois projetos, com pouco espaço para neutralidade e com uma minoria de eleitores ainda capaz de definir quem governará o Brasil a partir de 2026.

Os próximos levantamentos dirão se a vantagem de Lula se consolida, se Flávio Bolsonaro encurta a distância ou se algum dos nomes alternativos rompe o teto atual. Até lá, partidos, marqueteiros e investidores seguem grudados nos percentuais da Nexus, atentos a qualquer oscilação que indique para onde se move o voto brasileiro.

O que mostra a pesquisa BTG/Nexus sobre o 1º turno presidencial?

A pesquisa BTG/Nexus, feita por telefone com 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro, mostra Lula com 44% dos votos válidos no primeiro turno, contra 39% de Flávio Bolsonaro, mantendo os dois como protagonistas da disputa e tornando improvável uma vitória direta já na primeira etapa da eleição.

Como está o cenário de 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro?

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa BTG/Nexus indica 46% das intenções de voto para o petista e 44% para o candidato do PL, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que configura empate técnico e revela um ambiente de forte polarização política no país.

Quantos eleitores já decidiram o voto para presidente?

A pesquisa BTG/Nexus aponta que 87% dos brasileiros já decidiram o voto para presidente e não pretendem mudar, com 75% desse grupo afirmando que fez a escolha há mais de seis meses, enquanto apenas 12% ainda admitem mudar de candidato, formando um contingente pequeno, porém estratégico, na disputa de 2026.


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