Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.785▲ 0,80%Nasdaq27.503▲ 1,15%Dow Jones51.353▲ 0,34%Ibovespa209.006▲ 8,79%FTSE 10010.498▲ 0,34%DAX25.254▲ 0,09%Nikkei69.947▲ 2,40%S&P 5007.785▲ 0,80%Nasdaq27.503▲ 1,15%Dow Jones51.353▲ 0,34%Ibovespa209.006▲ 8,79%FTSE 10010.498▲ 0,34%DAX25.254▲ 0,09%Nikkei69.947▲ 2,40%
Economia

Dólar cai abaixo de R$ 5 e Ibovespa supera 209 mil pontos hoje

Ibovespa salta 8,92% e bate recorde histórico acima de 209 mil pontos, enquanto dólar cai a R$ 4,9905. Resultado do 1º turno com Flávio à frente de Lula redesenha o humor do mercado.

05/10/2026 14:00 6 min de leitura
Dólar cai abaixo de R$ 5 e Ibovespa supera 209 mil pontos hoje
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Mercado Financeiro

Ibovespa atinge novo recorde histórico enquanto o dólar recua para abaixo de R$ 5, refletindo mudanças no cenário político.

O mercado financeiro brasileiro vive uma disparada rara nesta segunda-feira. O Ibovespa sobe 8,92% e rompe, pela primeira vez, a barreira dos 209 mil pontos, enquanto o dólar cai abaixo de R$ 5.

Eleições viram o jogo e redesenham o humor dos investidores

A reação começa poucas horas depois da confirmação do resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) sai na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença, perto de 2 pontos percentuais, contraria a maior parte das pesquisas divulgadas ao longo da campanha.

O choque de realidade eleitoral se traduz em preços. Às 13h30, o Ibovespa atinge 209.251 pontos, novo recorde histórico e muito acima do pico anterior, na casa dos 198 mil pontos. O dólar comercial recua 4,32%, negociado a R$ 4,9905, depois de bater mínima do dia em R$ 4,9530.

O movimento indica uma reprecificação rápida de risco político. Investidores passam a trabalhar com cenário mais provável de alternância de poder a partir de 2027 e de mudança na estratégia fiscal. “O mercado financeiro passa a atribuir uma probabilidade maior de alternância de poder e, junto com ela, uma possibilidade maior de mudança na condução fiscal a partir de 2027”, afirma Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital.

Alta concentrada em bancos, B3 e grandes empresas

O rali tem endereço claro: o setor financeiro e as chamadas blue chips, companhias grandes, líquidas e com governança considerada mais sólida. As ações da própria B3, dona da bolsa brasileira, disparam 23,68%. Entre os bancos, Banco do Brasil sobe 11,89%, Bradesco avança 13,21%, Itaú ganha 11,49%, BTG Pactual dispara 25,66% e Santander tem alta mais moderada, de 1,82%.

Os papéis da Petrobras também entram na onda. As ações ordinárias sobem 8,78%, enquanto as preferenciais avançam 10,26%. No varejo, Magazine Luiza salta 25,89%. Entre empresas ligadas a commodities, infraestrutura e construção, Cosan valoriza 22,57%, Cyrela sobe 23,9% e Localiza ganha 22,11%.

Do lado de fora, o apetite estrangeiro reforça o movimento. O EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York, registra avanço de dois dígitos e supera alta de 10% no dia, sinalizando entrada firme de capital externo em ativos do país.

Por que o dólar cai enquanto a bolsa dispara

A queda do dólar para R$ 4,9905 reflete o mesmo raciocínio que empurra a bolsa para cima. Com a leitura de que um eventual governo alinhado ao PL pode endurecer a política fiscal, parte dos investidores enxerga trajetória de dívida pública mais controlada e risco menor de inflação futura, o que favorece o real.

Em paralelo, o Banco Central mantém no radar o relatório Focus, que volta a apontar expectativas de inflação acima de 5% para este ano e crescimento modesto do Produto Interno Bruto, em torno de 1,85%. O mercado ainda precifica novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, mantendo o juro básico em patamar elevado, um atrativo adicional para capital estrangeiro em busca de rendimentos altos.

No exterior, a desaceleração do setor de serviços nos Estados Unidos, com dados de atividade e preços pressionados, reforça a percepção de inflação persistente por lá e ajuda a limitar a valorização do dólar globalmente. Esse pano de fundo internacional, somado ao choque político doméstico, cria a combinação perfeita para a valorização do real.

Quem ganha, quem perde e o que vem pela frente

A euforia desta segunda-feira não se distribui de forma homogênea. Grandes bancos, exportadoras, empresas de commodities e varejistas com balanços mais sólidos aparecem entre os principais ganhadores do dia, assim como companhias mais ligadas ao mercado interno e à queda futura dos juros. “Na Bolsa, impacto maior em empresas de menor qualidade: small caps, empresas endividadas e com resultados fracos”, diz Fernando Siqueira, head de Research da Eleven. Nessas ações, o alívio é menor e a volatilidade tende a ser maior.

O avanço do PL no Congresso, especialmente no Senado, também entra na conta. O partido passa a deter 28 cadeiras a partir de 2027, após eleger 19 dos 54 senadores em disputa, e se consolida como a maior bancada da Casa. Esse peso político adicional alimenta a leitura de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro terá base mais robusta para aprovar reformas econômicas e fiscais.

A campanha do segundo turno, marcada para 25 de outubro, promete manter os mercados em compasso de espera e volatilidade alta. A cada nova pesquisa de intenção de voto, declaração de campanha ou sinalização de equipe econômica, juros futuros, bolsa e câmbio tendem a reagir. O Banco Central acompanha de perto o sobe e desce dos ativos para calibrar os próximos passos da política monetária.

Nos próximos dias, investidores seguem divididos entre o entusiasmo com a possibilidade de ajuste fiscal mais duro a partir de 2027 e o alerta para riscos de frustração caso o desenho final do governo eleito não confirme essa leitura. O nível de 209 mil pontos do Ibovespa, e o dólar de volta à casa dos R$ 4,90, passam a funcionar como nova régua de confiança – ou de decepção – do mercado com o rumo da eleição.

Como o resultado do 1º turno das eleições impactou o dólar hoje?

O resultado com Flávio Bolsonaro à frente de Lula, com 47,03% contra 45,16% dos votos válidos, derruba o dólar hoje porque o mercado revisa para baixo o risco fiscal futuro e aumenta a probabilidade de alternância de poder a partir de 2027, estimulando entrada de capital estrangeiro e valorização do real.

Qual a relação entre a alta do Ibovespa e a queda do dólar hoje?

A disparada de 8,92% do Ibovespa, para 209.251 pontos, e a queda de 4,32% do dólar, a R$ 4,9905, respondem ao mesmo gatilho: o choque eleitoral que favorece Flávio Bolsonaro e reacende a aposta em política fiscal mais rígida, o que atrai capital externo, fortalece o real e impulsiona ações brasileiras.

Qual a cotação do dólar hoje no pós-eleição?

O dólar comercial é negociado hoje a R$ 4,9905, com queda de 4,32% no dia e mínima intradiária em R$ 4,9530, num movimento diretamente ligado ao resultado do primeiro turno, que aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula e leva investidores a reduzir o prêmio de risco exigido para aplicar no Brasil.

Como o avanço do bolsonarismo nas eleições influenciou o mercado financeiro hoje?

O avanço do PL, que garante 28 cadeiras no Senado a partir de 2027 e coloca Flávio Bolsonaro na frente no primeiro turno, impulsiona hoje o Ibovespa em 8,92% e derruba o dólar em 4,32%, porque o mercado projeta maior previsibilidade para reformas fiscais e avalia queda de risco político e da trajetória da dívida.

Como o foco em Lula e Flávio no 2º turno afeta a cotação do dólar?

A disputa direta entre Lula e Flávio no segundo turno, marcada para 25 de outubro, afeta o dólar ao transformar cada nova pesquisa e sinal econômico em gatilho de volatilidade, mas hoje a liderança de Flávio reduz a percepção de risco fiscal, fortalece o real e puxa a cotação para abaixo de R$ 5.


Economia
Publicidadeinarticle
Leia também