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Economia

Bolsa Família de outubro tem reajuste e começa dia 19

Pagamentos do Bolsa Família de outubro começam na segunda (19), já com reajuste de 15%. Piso sobe para R$ 691, benefício médio vai a R$ 777. Veja quem recebe e quando.

Bolsa Família de outubro tem reajuste e começa dia 19

Benefícios Sociais

Confira o início dos pagamentos e o aumento no valor do benefício para os contemplados em outubro.

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O calendário do Bolsa Família de outubro começa a ser pago na segunda-feira (19), em todo o país, já com reajuste de cerca de 15% nos valores: o piso do programa sobe para R$ 691 por família e o benefício médio estimado passa a R$ 777, segundo o governo federal.

Calendário do Bolsa Família 2026 outubro: quem recebe e quando

Os depósitos de outubro vão de 19 a 30, seguindo o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão do programa. No dia 19, recebem os beneficiários com NIS final 1; os demais finais seguem, dia a dia, até o fim do mês, encerrando em 30 para quem tem NIS terminado em 0.

A Caixa Econômica Federal confirma que “o dinheiro é liberado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada”. Em novembro, o calendário previsto vai de 16 a 30. Em dezembro, os pagamentos serão antecipados, entre os dias 10 e 23, para que as famílias tenham o recurso em mãos antes do Natal.

Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, internet banking da Caixa, cartão do programa em compras no débito, além de saques em agências, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. “Os valores podem ser movimentados digitalmente pelo Caixa Tem”, destaca o banco.

Quais são os valores do Bolsa Família após o reajuste?

A partir deste mês, o pagamento mínimo do Bolsa Família passa a ser de R$ 691 por família. “Este é o primeiro mês de pagamentos com os valores reajustados pelo governo”, diz o jornalista André Catto. O benefício médio projetado é de R$ 777, valor que varia conforme a composição de cada família.

O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante, sobe de R$ 142 para R$ 164. Uma família de três pessoas, por exemplo, teria base de R$ 492 (3 × R$ 164) e receberia um complemento para atingir o piso de R$ 691. Já uma família de cinco pessoas teria como base R$ 820 (5 × R$ 164), sem necessidade de complemento.

Além do piso, foram reajustados os benefícios adicionais: R$ 173 por criança de até 6 anos; R$ 58 por gestante; R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 17 anos; e R$ 58 para bebês de até 6 meses. Na prática, famílias com mais crianças, adolescentes e gestantes tendem a receber valores maiores.

Quem tem direito ao Bolsa Família e quais são as regras?

O programa é voltado a famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 218. Para verificar se se enquadra, a família deve somar todos os rendimentos dos moradores da casa e dividir pelo número de pessoas. Se o resultado for igual ou inferior a R$ 218, há elegibilidade para o Bolsa Família, sujeita à análise do governo.

Além do critério de renda, é obrigatório cumprir contrapartidas nas áreas de saúde e educação, como manter crianças e adolescentes matriculados e frequentando a escola, acompanhar a vacinação e realizar pré-natal no caso de gestantes.

É preciso estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, que é feito nos Cras das prefeituras. A inscrição no cadastro, porém, não garante o benefício automaticamente: o governo avalia as informações e define quem entra na folha de pagamento.

Entenda o contexto

O reajuste de cerca de 15% recompõe a inflação acumulada desde o relançamento do Bolsa Família, em março de 2023. “O reajuste repõe a inflação acumulada desde março de 2023, quando o programa foi relançado”, afirma o governo federal. A correção foi formalizada pelo Decreto nº 13.120, publicado em setembro, que tomou como referência a variação do INPC do período.

Com o aumento, o governo busca preservar o poder de compra das famílias atendidas, especialmente em itens básicos como alimentação, saúde e educação. Entidades da área social veem o reajuste como um reforço à proteção de grupos vulneráveis, enquanto economistas apontam que o adicional de renda tende a movimentar o comércio e os serviços locais nas cidades onde o programa tem maior peso.

Por outro lado, o aumento de gasto com transferências de renda entra no debate sobre espaço no orçamento público e prioridades fiscais, num momento em que o governo promete manter o equilíbrio das contas. “O reajuste foi estabelecido pelo Decreto nº 13.120, publicado em setembro”, reforça o Executivo, que defende a medida como necessária para a continuidade do programa com valores atualizados.

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