Quase 5 mil seções eleitorais mudam até 2º turno em 25/10
TSE informa que 4.864 seções eleitorais tiveram o local de votação alterado para o segundo turno de 25 de outubro. Mudanças afetam menos de 1% das seções e exigem checagem prévia dos eleitores.

Eleições 2024
Alterações em locais de votação para o segundo turno exigem atenção dos eleitores em 25 de outubro.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta semana que 4.864 seções eleitorais tiveram seus locais de votação alterados entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais e estaduais, marcado para 25 de outubro, o que representa menos de 1% do total de 517.179 seções em todo o país.
Por que locais de votação foram alterados?
Segundo o TSE, as mudanças foram definidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) por motivos práticos e de segurança. Entre as razões estão intempéries climáticas, como fortes chuvas que danificaram prédios, reformas de última hora em imóveis usados no dia da votação e a necessidade de melhorar a acessibilidade.
“As mudanças ocorrem por motivos práticos: desde reformas de última hora e melhorias de acessibilidade em prédios públicos até o impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras”, informou o tribunal.
O objetivo é preservar a integridade física de eleitoras, eleitores, mesárias e mesários, evitando o uso de locais com risco estrutural ou condições inadequadas de acesso.
Como saber se o meu local de votação mudou?
Para o TSE, o caminho mais seguro é conferir o endereço antes de sair de casa. “Se você já tem o caminho de casa até a urna decorado, vale a pena fazer uma checagem rápida antes de sair para votar no dia 25 de outubro”, orienta o tribunal.
A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE. As atualizações realizadas pelos cartórios eleitorais entram no sistema e aparecem imediatamente nesses canais oficiais. “Mesmo assim, a orientação do TSE é para que o eleitorado verifique previamente seu local de votação no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE”, reforça o órgão.
Eleitores e mesários lotados nas seções alteradas precisarão se adaptar a novos endereços, o que pode gerar confusão para quem não checar a informação com antecedência.
Entenda o contexto
Apesar de a mudança envolver milhares de seções, o TSE destaca que o impacto geral sobre o pleito deve ser limitado, já que atinge menos de 1% do total de seções espalhadas pelo país. Na prática, os efeitos se concentram no público diretamente afetado pelas trocas de endereço.
A Justiça Eleitoral avalia que a votação no segundo turno tende a ser mais rápida, porque os eleitores escolherão apenas presidente da República e, em seis estados e no Distrito Federal, também governador. Ainda assim, a preocupação é evitar filas e atrasos causados por deslocamentos errados no dia da votação.
As mudanças exigem ação coordenada de administrações locais, responsáveis pelos prédios usados na eleição, e dos TREs, encarregados de organizar a redistribuição das seções.
Campanhas ajustam estratégia e veem impacto limitado
As campanhas presidenciais acompanham as alterações com atenção. Um interlocutor da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) avalia que a troca de locais pode prejudicar ambos os candidatos, ao aumentar o risco de confusão e abstenção em determinados grupos de eleitores.
Outra avaliação dentro do próprio meio político, porém, é que o efeito tende a ser pequeno sobre o resultado final, justamente porque o universo de seções atingidas é reduzido diante do total do eleitorado.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma linha pró-ativa e passou a divulgar, em seu canal no WhatsApp, alertas sobre possíveis mudanças de endereço de votação. A estratégia mira especificamente a redução da abstenção e integra o esforço da equipe para tentar reverter o resultado do primeiro turno.
Nos próximos dias, a expectativa é de uma comunicação intensa por parte dos TREs, do TSE e das campanhas, com foco em orientar o eleitorado atingido pelas alterações. A experiência deve alimentar discussões internas na Justiça Eleitoral sobre como aperfeiçoar o manejo de emergências e de demandas por acessibilidade em próximas eleições.
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