Flávio Bolsonaro foca em crime organizado em atos em Vitória e Salvador
Candidato do PL à Presidência usa trios elétricos, promete pena de 8 anos para ladrão de celular e classificar facções como narcoterroristas, enquanto aliados fazem motociata e carreatas em capitais.

Eleições 2024
Flávio Bolsonaro intensifica campanha com propostas duras contra o crime organizado em grandes cidades brasileiras.
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Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, dedicou o sábado (17) a atos de campanha em Vitória e Salvador, com discursos centrados no combate ao crime organizado, enquanto apoiadores promoveram motociata e carreatas em Florianópolis, Curitiba e Brasília para reforçar sua candidatura.
Flávio Bolsonaro promete endurecer penas e classificar facções como narcoterroristas
Pela manhã, em Vitória, na orla da Praia de Camburi, Flávio Bolsonaro subiu em um trio elétrico ao lado de Lorenzo Pazolini, candidato ao governo do Espírito Santo pelo Republicanos, e falou a apoiadores sobre segurança e economia. Ele prometeu priorizar a pauta se eleito: “A partir de janeiro do ano que vem vocês vão passar a viver no melhor Brasil que vocês já viveram na vida de vocês. Vou dedicar cada segundo desse mandato para proteger vocês, para cuidar de quem precisa e pro Brasil prosperar”, afirmou o candidato.
À tarde, o presidenciável seguiu para Salvador, onde participou de um ato na orla da capital baiana. De cima de um trio elétrico, percorreu o trecho entre o Cristo e o Farol da Barra cercado por eleitores. No Farol, recebeu o título de cidadão soteropolitano, concedido pela Câmara Municipal de Salvador, em gesto que reforça sua aproximação com a cidade em meio à campanha.
No discurso na Barra, Flávio Bolsonaro endureceu o tom contra a criminalidade e detalhou propostas de política penal. “Porque no meu governo, vagabundo vai ficar preso. Ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia no presídio. Eu vou jogar pesado com a marginalidade. Eu vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas”, disse, ao defender penas mais longas e um regime prisional mais rígido.
As declarações reforçam a estratégia do candidato de se posicionar como o nome da linha dura na segurança pública na disputa presidencial deste ano, falando diretamente a eleitores que cobram respostas contra facções criminosas e crimes patrimoniais nas grandes cidades.
Atos em capitais buscam mostrar capilaridade da campanha
Enquanto Flávio Bolsonaro se dividia entre Espírito Santo e Bahia, apoiadores organizaram atos em outras regiões do país. Em Florianópolis, Santa Catarina, houve uma motociata com motociclistas circulando por vias da capital em apoio ao candidato do PL.
Em Curitiba, Paraná, uma carreata percorreu ruas da cidade com carros adesivados e bandeiras em defesa da eleição de Flávio Bolsonaro. Em Brasília, o dia teve concentração de apoiadores na Esplanada dos Ministérios e, mais tarde, uma carreata pela região central da capital federal.
Os movimentos simultâneos em diferentes capitais são parte da tentativa da campanha de projetar imagem de força nacional, mobilizar a base mais engajada e manter o tema da segurança pública no centro do debate eleitoral.
Entenda o contexto
O foco em propostas de endurecimento penal — como a pena inicial de 8 anos de prisão para ladrões de celular e a classificação de facções e milícias como organizações narcoterroristas — pode ter impacto direto sobre áreas como segurança pública, sistema prisional e Judiciário, caso as medidas avancem no Congresso em um eventual governo.
A aposta nesse discurso tende a acentuar a polarização em torno da política de combate ao crime. Enquanto simpatizantes veem nas promessas um caminho para reduzir a violência, adversários devem criticar o pacote como excessivamente punitivo ou populista. A agenda também pressiona outras campanhas presidenciais a detalhar propostas para segurança, tema que ganha peso na fase final da disputa.
Após os atos deste sábado, a expectativa é de que a campanha de Flávio Bolsonaro mantenha a estratégia de grandes eventos presenciais, trios elétricos e mobilizações coordenadas em capitais, tentando consolidar apoio em praças-chave e sustentar a narrativa de que representa a opção mais dura contra o crime organizado na eleição de 2026.
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