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Economia

Especialistas terão salários de até R$ 93,5 mil em 2027

Levantamento da Robert Half mostra que carreiras de especialista em tecnologia e mercado financeiro podem chegar a R$ 93.550 por mês em 2027, sem cargo de chefia.

Especialistas terão salários de até R$ 93,5 mil em 2027

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Salários para especialistas em tecnologia e finanças devem crescer até 2027, alcançando cifras expressivas sem necessidade de cargos de chefia.

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Especialistas em tecnologia e mercado financeiro despontam como donos de alguns dos salários mais altos projetados para 2027 no Brasil, com remunerações que chegam a R$ 93.550 por mês mesmo sem cargos de chefia, segundo o novo Guia Salarial 2027 da consultoria Robert Half, divulgado nesta quarta-feira (21). O movimento reforça a valorização da especialização técnica e desafia o modelo clássico de carreira baseado em assumir times e grandes estruturas.

Quais carreiras estão no topo da lista de maiores salários para 2027?

Os cargos ligados a investimentos e tecnologia lideram o ranking de especialistas mais bem pagos em 2027, com salários de até R$ 93.550 por mês. No mercado financeiro, ficam no topo as funções conectadas a investimentos, mercado de capitais, crédito estruturado e fusões e aquisições, todas exigindo domínio técnico elevado e atuação em operações complexas.

No setor de tecnologia, o avanço da inteligência artificial puxa a fila dos salários mais altos entre profissionais sem função de chefia. Especialistas em inteligência artificial, segurança da informação, desenvolvimento de software e ciência de dados estão entre os mais disputados, e as empresas têm flexibilizado o orçamento para garantir essas contratações.

Ao todo, o estudo analisou mais de 450 profissões distribuídas em oito áreas — entre elas Tecnologia, Engenharia, Jurídico, Vendas e Marketing, Finanças e Contabilidade, Mercado Financeiro, Seguros e Recursos Humanos — e mapeou faixas salariais base, sem contar bônus, participação nos lucros ou benefícios.

Empresas pagam acima do planejado por talentos de TI e IA

A disputa por especialistas de tecnologia é explícita nos números do levantamento. Mais da metade dos gestores de TI ouvidos — 53% — afirma oferecer salários acima do planejado para conseguir contratar. Além disso, 41% já pagam remunerações maiores para profissionais com experiência em inteligência artificial generativa, um dos campos mais aquecidos do momento.

Esse esforço financeiro reflete a escassez de mão de obra qualificada em áreas como IA, segurança cibernética e engenharia de software, em um cenário em que praticamente todos os setores da economia aceleram projetos de digitalização e automação.

Entenda o contexto

Para montar o Guia Salarial 2027, a Robert Half ouviu 1.500 pessoas no mercado brasileiro: 500 gestores de contratação e 1.000 profissionais de Finanças e Contabilidade, Tecnologia, Engenharia, Jurídico e Suporte Administrativo e ao Cliente, em empresas de pequeno, médio e grande porte, incluindo companhias de capital aberto.

As faixas salariais projetadas são apresentadas em três níveis, de acordo com a senioridade: desde profissionais recém-chegados à função, ainda sob supervisão intensa, até especialistas com qualificações diferenciadas, certificações e competências que agregam valor adicional à função. É nesse topo de senioridade que aparecem os salários próximos dos R$ 93,5 mil mensais.

Como o ranking de salários para 2027 diferencia profissionais que querem ou não ser chefes?

O levantamento mostra que especialistas podem disputar salários altos com cargos de liderança, mas por caminhos diferentes. A pesquisa indica que, no conjunto da economia, as maiores remunerações ainda se concentram em diretorias e posições executivas, especialmente nas áreas financeira, comercial e de tecnologia. Mas cresce o espaço para carreiras técnicas robustas, que permitem chegar a valores elevados sem comandar equipes.

Na prática, isso significa que um profissional altamente especializado em inteligência artificial, segurança da informação, desenvolvimento de software, ciência de dados ou finanças estruturadas pode chegar a faixas mensais na casa dos R$ 90 mil mantendo foco técnico, enquanto gestores seguem como topo da pirâmide em muitas organizações.

A consultoria aponta também uma mudança de comportamento entre trabalhadores, em especial entre os mais jovens: muitos têm recusado cargos de chefia por priorizar equilíbrio entre vida pessoal e profissional e evitar a sobrecarga emocional associada à gestão de equipes. Essa postura pressiona as empresas a desenhar planos de carreira paralelos, que valorizem a profundidade técnica sem impor funções de liderança.

Especialização ganha força além de tecnologia e finanças

Embora tecnologia e mercado financeiro concentrem os salários mais altos entre especialistas, outras áreas também surfam a onda da valorização de competências técnicas específicas. Profissionais de Finanças e Contabilidade, Engenharia, Jurídico e até de Suporte Administrativo e ao Cliente aparecem na pesquisa como parte de um mercado mais competitivo, ainda que, em geral, com remunerações menos expressivas do que as áreas de inovação e finanças complexas.

Para as empresas, a tendência coloca pressão adicional sobre as estratégias de atração e retenção: além de oferecer salários mais altos, será necessário ampliar investimentos em capacitação, atualização em inteligência artificial e dados e na construção de trilhas de carreira que reconheçam especialistas como peças centrais do negócio, e não apenas como etapas intermediárias rumo à gestão.

Fonte: matéria original