13 celebridades internacionais apoiam Lula na eleição hoje
Grupo de 13 artistas e influenciadores, entre eles Madonna, Hailey Bieber e Bella Hadid, usa redes sociais para defender reeleição de Lula e pautas como Amazônia e direitos indígenas.

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Artistas globais se manifestam nas redes a favor da reeleição de Lula e causas ambientais e sociais.
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Um grupo de 13 celebridades internacionais intensificou, entre quinta-feira (22) e o domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, uma campanha nas redes sociais em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com mensagens em defesa da democracia, da Amazônia e dos direitos sociais no Brasil.
Artistas mobilizam redes por Lula e pela Amazônia
As manifestações partiram de cantores, modelos, atores e diretores com grande alcance digital e circularam principalmente no Instagram, por meio de stories, posts no feed e vídeos. A sueca Zara Larsson publicou uma foto fazendo o gesto do “L”, associado à campanha petista, com a legenda: “Vaamoos, Brasil!”.
O fotógrafo brasileiro Rafael Pavarotti, com carreira internacional, deu o pontapé na quinta-feira (22), ao divulgar um manifesto com o pedido explícito de voto. “VOTE LULA. VOTE 13. Pela democracia. Pelos povos indígenas. Pela Amazônia. Pela educação e pela ciência. Pela cultura. Pela liberdade de sermos quem somos. Por um Brasil sem fome, com dignidade para todos. Pela vida e pelo nosso futuro”, escreveu.
O texto de Pavarotti foi rapidamente amplificado. Madonna e Hailey Bieber o republicaram em seus stories, ajudando a levar a mensagem a milhões de seguidores. Hailey, que também postou uma arte em inglês orientando que quem conhecesse um brasileiro o lembrasse de votar, reforçou a convocação para a juventude apta a ir às urnas e encerrou com um recado carinhoso: “Eu te amo, Brasil”.
A modelo Bella Hadid entrou na mesma onda com uma publicação que repetia o manifesto e acrescentou: “Brasil! Sua voz importa; por favor, vá votar”. Já a atriz mexicana Melissa Barrera compartilhou uma foto fazendo o sinal do “L” e resumiu sua motivação ao associar a eleição à pauta ambiental: “L pelo Lula. L pelos pulmões da terra. Eu te amo, Brasil”.
Vídeo coletivo reúne nomes de Hollywood e do cinema europeu
Na sexta-feira (23), o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho divulgou um vídeo coletivo de apoio a Lula, que passou a circular nas redes. O material mescla imagens de esportes brasileiros — como futebol, Fórmula 1, ginástica e vôlei — com depoimentos e gestos em “L” de artistas internacionais e brasileiros.
No texto de divulgação, Kleber associou diretamente a votação à agenda ambiental e democrática. “Neste domingo, podemos ser heróis… pela floresta, pelo Brasil e pelo mundo. Vote Lula 13 para reeleger @lulaoficial como Presidente do Brasil”, escreveu.
Participam do vídeo estrelas como Tilda Swinton, Javier Bardem, Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Juliette Binoche, Julie Delpy e Mark Ruffalo, além de nomes brasileiros como Bruna Marquezine. Todos aparecem diante da câmera repetindo o gesto do “L”, em uma peça pensada para circular em português e inglês.
Entenda o contexto
O segundo turno das eleições presidenciais, disputado neste domingo (25), ocorre em meio a forte atenção internacional para temas como preservação da Amazônia, proteção de povos indígenas, combate à fome e fortalecimento da democracia no Brasil. Foi nesse cenário que as publicações de apoio à reeleição de Lula ganharam fôlego nas redes.
A entrada de celebridades estrangeiras nesse debate amplia a visibilidade global das pautas ligadas à campanha petista, especialmente entre jovens e públicos conectados à cultura pop. Para movimentos sociais e setores da cultura e do meio ambiente, a adesão funciona como uma espécie de chancela simbólica às bandeiras levantadas no país.
Por outro lado, a participação de artistas de fora pode ser explorada por adversários políticos como interferência externa em um processo eleitoral interno, alimentando discursos nacionalistas e a polarização. A repercussão desses gestos ainda será medida, em especial no comparecimento às urnas de eleitores mais jovens e na forma como o Brasil voltará a ser cobrado, no cenário internacional, por sua política ambiental e de direitos humanos após o fim da votação.


