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Inteligência Artificial

Itaú compra NeoSpace por R$ 2,925 bi e aposta em IA

Itaú Unibanco anuncia hoje a compra de 100% da NeoSpace por R$ 2,925 bilhões. Startup seguirá autônoma enquanto banco acelera uso de inteligência artificial generativa.

Itaú compra NeoSpace por R$ 2,925 bi e aposta em IA

Inteligência Artificial

Itaú Unibanco adquire startup NeoSpace para expandir soluções com inteligência artificial generativa no setor financeiro.

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira a compra de 100% da NeoSpace, startup brasileira de inteligência artificial, por R$ 2,925 bilhões, em um movimento para acelerar o uso de IA generativa em crédito, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes no maior banco privado do país.

Por que o Itaú decidiu comprar uma startup brasileira de IA por R$ 2,9 bilhões?

O Itaú paga R$ 2,925 bilhões pela NeoSpace para ganhar acesso integral a tecnologias de inteligência artificial de fronteira e tentar se colocar entre os bancos que vão definir o futuro da indústria financeira global. A startup já trabalha com o Itaú há quase dois anos, treinando modelos com dados do próprio banco para aplicar IA generativa em escala nas operações.

Na prática, o negócio transforma uma parceria considerada estratégica em um ativo totalmente integrado ao grupo, com foco direto na evolução do ia.i, a plataforma interna de inteligência artificial generativa do Itaú. A expectativa é acelerar projetos que tornem mais precisa a análise de risco de crédito, mais inteligente o relacionamento com clientes e mais efetivos os sistemas de detecção de fraudes.

“Queremos que o Itaú esteja entre as instituições que vão definir o próximo capítulo da indústria financeira global. O Brasil já demonstrou sua capacidade de estabelecer referências internacionais em inovação bancária, e temos a oportunidade de elevar esse patamar com inteligência artificial de fronteira”, afirma Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco.

Como a compra da startup de IA vai impactar os negócios do Itaú?

A incorporação da NeoSpace deve mudar a forma como o Itaú desenvolve e distribui produtos e serviços, ampliando o uso de IA em áreas críticas do banco. A primeira frente é o crédito, onde modelos mais sofisticados podem melhorar a concessão para pessoas físicas e jurídicas, calibrando limites e taxas a partir de grandes volumes de dados.

Outra frente é o CRM, a gestão do relacionamento com clientes. Com IA generativa, o Itaú pretende personalizar ofertas, comunicações e atendimento, antecipando demandas e ajustando serviços ao perfil de cada correntista. Já na prevenção a fraudes, algoritmos capazes de identificar padrões complexos em tempo real tendem a reforçar a segurança de transações digitais e físicas.

Internamente, áreas de tecnologia, dados e atendimento deverão ser as primeiras a sentir os efeitos, com ferramentas mais avançadas para apoiar decisões e automatizar tarefas repetitivas. No mercado, a operação pressiona concorrentes a acelerar investimentos próprios em IA e reforça a imagem de que startups brasileiras da área podem atrair grandes cheques e parcerias com gigantes financeiros.

Quais são os detalhes do acordo entre o Itaú e a startup de IA?

O valor total da transação, de R$ 2,925 bilhões, será pago em uma parcela na data de fechamento da operação e o restante ao longo de cinco anos. As parcelas futuras estão condicionadas ao cumprimento de requisitos previstos em contrato, que incluem a aprovação do negócio pelos órgãos reguladores.

A conclusão depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central, que ainda vão analisar o impacto da aquisição no mercado e na estrutura do grupo financeiro. Até o fechamento, Itaú e NeoSpace seguem atuando nos moldes atuais de parceria.

Pelo desenho da operação, a NeoSpace continua com gestão e operação autônomas, sob a liderança do CEO Bruno Pierobon. A equipe é mantida, assim como as atividades de pesquisa e desenvolvimento, ponto considerado central para preservar a cultura de inovação da empresa e garantir que a evolução tecnológica mantenha ritmo próprio, mesmo dentro do conglomerado financeiro.

Entenda o contexto

A NeoSpace é uma startup focada em inteligência artificial fundacional, capaz de identificar padrões e relações complexas em grandes volumes de informações. Essa base tecnológica sustenta os modelos usados em projetos conjuntos com o Itaú, que agora passam a ser parte formal da estrutura do banco.

Com a aquisição, o Itaú sinaliza ao mercado que pretende liderar a transformação digital do setor financeiro no Brasil e disputar espaço com grandes bancos globais na adoção de IA generativa. A operação também reforça a atratividade do ecossistema de startups de inteligência artificial no país, abrindo espaço para novos investimentos e parcerias futuras na área de tecnologia financeira.