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Inteligência Artificial

Meta anuncia captação de até US$ 95 bi para acelerar IA em 2026

Meta anuncia captação de até US$ 35 bilhões em ações e prepara programa futuro de até US$ 60 bilhões, além de investir entre US$ 135 bi e US$ 145 bi em 2026 para expandir infraestrutura de inteligência artificial.

Meta anuncia captação de até US$ 95 bi para acelerar IA em 2026

Inteligência Artificial

Meta planeja investimentos bilionários para expandir infraestrutura e acelerar avanços em IA no próximo ano.

A Meta anunciou nesta segunda-feira um plano de financiamento que pode chegar a US$ 95 bilhões em novas ações, além de investimentos de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, para quase dobrar sua infraestrutura de inteligência artificial e acelerar projetos de “superinteligência pessoal”, agentes inteligentes e óculos com IA.

Como será a captação de até US$ 95 bilhões

O pacote financeiro combina ofertas públicas imediatas de cerca de US$ 35 bilhões com um programa futuro, ainda sem data, para emissão de até US$ 60 bilhões em ações diretamente no mercado. As ofertas atuais incluem US$ 22,5 bilhões em ações ordinárias classe A e aproximadamente US$ 12,5 bilhões em recibos representativos de ações preferenciais obrigatoriamente conversíveis.

O programa adicional de até US$ 60 bilhões será feito por meio de vendas de ações no mercado ao longo do tempo, após o início das negociações dos papéis classe C. A Meta informou que os termos e o cronograma dessa segunda etapa ainda serão definidos, o que tende a manter o tema no radar de analistas e investidores nos próximos meses.

Entenda o contexto

A estratégia de captação vem acompanhada de uma projeção agressiva de investimentos para 2026: entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em capital, com foco central em infraestrutura de IA. No comunicado, a empresa afirmou que “os investimentos em IA já geram retornos por meio do maior engajamento dos usuários, da melhoria no desempenho publicitário e da expansão da monetização”.

Entre os projetos em curso está a construção de quatro superclusters de computação, cada um com capacidade superior a um gigawatt. Com esses centros, a Meta espera praticamente dobrar ainda neste ano sua capacidade total de infraestrutura, dando lastro técnico ao plano de desenvolvimento da chamada “superinteligência pessoal” — conceito interno que mira assistentes avançados, mais personalizados e presentes em múltiplos dispositivos.

Pressão sobre rivais e efeitos no mercado

O movimento reforça a disputa entre gigantes de tecnologia pelo domínio da próxima geração de IA. Com mais poder de computação, a Meta tende a acelerar o lançamento de produtos como agentes inteligentes integrados a seus aplicativos, sistemas de recomendação mais sofisticados para publicidade e novos óculos equipados com IA, aumentando o engajamento nas plataformas e abrindo frentes de monetização.

Para concorrentes, o plano eleva a pressão por investimentos em escala semelhante, num momento em que chips avançados, energia e centros de dados se tornam gargalos estratégicos. No mercado financeiro, o volume de novas ações em potencial deve entrar na conta de quem acompanha a avaliação da empresa, tanto pelo reforço de caixa quanto pelo possível efeito de diluição ao longo do tempo.

Solidez financeira sustenta aposta em IA

Os valores bilionários são amparados por uma posição de caixa robusta. A Meta informou ter gerado US$ 97 bilhões em fluxo de caixa operacional nos primeiros nove meses deste ano e encerrado o terceiro trimestre com cerca de US$ 82 bilhões em caixa, equivalentes e títulos negociáveis.

Esse colchão financeiro dá fôlego para a companhia manter o ritmo de expansão da infraestrutura e bancar a aposta de longo prazo em inteligência artificial, em um cenário de competição intensa, avanços tecnológicos rápidos e crescente escrutínio regulatório sobre o uso de dados, privacidade e segurança em sistemas cada vez mais poderosos.