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Eleições em Israel têm divisão inédita de forças

Com 85,6% dos votos apurados, bloco de Benjamin Netanyahu tem 53 das 120 cadeiras no Parlamento, oposição soma 48 e partidos de representação palestina podem chegar a 19 assentos, um recorde.

Eleições em Israel têm divisão inédita de forças

Eleições

Resultados parciais mostram equilíbrio político e aumento da representação palestina no Parlamento israelense.

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As eleições parlamentares em Israel realizadas na terça-feira (27) desenham um Parlamento dividido: com 85,6% dos votos apurados até esta quarta (28), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lidera a contagem, mas segue sem maioria para formar governo e vê partidos de representação palestina se aproximarem de um recorde de cadeiras.

Netanyahu lidera, mas não alcança maioria

Segundo a apuração eleitoral parcial, “seu bloco de direita e partidos religiosos soma 53 das 120 cadeiras do Parlamento israelense”, número distante das 61 necessárias para uma maioria absoluta. A perspectiva obriga Netanyahu a buscar novos aliados para tentar permanecer no poder.

Do outro lado, “a oposição, liderada pelo ex-general Gadi Eisenkot, aparece com 48” cadeiras. O resultado mantém o campo oposicionista forte, mas igualmente abaixo do patamar mínimo para comandar a formação de um governo sem depender de outros grupos.

Na prática, o impasse abre um período de intensas negociações políticas, em que siglas menores e legendas que se mantiveram neutras na campanha ganham peso nas conversas para compor uma coalizão estável.

Partidos palestinos crescem e podem bater recorde

O dado mais marcante da apuração parcial é o avanço dos partidos de representação palestina. Ainda de acordo com a contagem, “os partidos de representação palestina podem conquistar os outros 19 assentos, um recorde histórico”.

Se confirmado ao fim da apuração, esse resultado amplia de forma inédita o espaço político desses grupos no Parlamento israelense, o que tende a alterar o equilíbrio das negociações e os debates sobre direitos civis, segurança e políticas para os territórios palestinos.

Esse crescimento ocorre em meio a uma sociedade israelense polarizada e reflete a mobilização do eleitorado árabe-palestino, que historicamente enfrenta baixa participação e fragmentação partidária.

Entenda o contexto

As eleições desta semana definem os 120 membros do Parlamento israelense e, a partir dessa correlação de forças, quem terá condições de montar o próximo governo. Em Israel, é o presidente quem encarrega um líder partidário de tentar formar uma coalizão que garanta maioria na Casa.

Com 53 cadeiras, o bloco de Netanyahu depende de parceiros adicionais para chegar às 61 necessárias. A tarefa é complexa porque, além das diferenças ideológicas, há vetos cruzados entre siglas de direita, religiosas, centristas, de esquerda e de representação palestina.

A oposição, com 48 cadeiras, também precisa costurar um acordo amplo para viabilizar uma alternativa a Netanyahu. Nesse cenário, o desempenho recorde dos partidos palestinos pode transformá-los em fiéis da balança, seja apoiando diretamente uma coalizão, seja influenciando o formato de um eventual acordo de apoio externo.

Até que um novo governo seja formado, Israel permanece sob a gestão atual de Netanyahu, enquanto o país e a comunidade internacional acompanham a contagem final dos votos e o início das negociações entre os blocos.

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